A grama do vizinho

Sempre parece mais verde, né?

Mas que mania besta que a gente tem de ficar comparando TUDO.

Como se a vida fosse uma competição e todo mundo estivesse lutando para conseguir o prêmio final.

Desencana, galera. Cada um vive o seu da melhor maneira possível. Tentando ajudar o próximo e, de preferência, sem derrubar o coleguinha.

Viver conforme a expectativa de conquista comparada aos outros é estressante. Desgasta corpo e mente.

E, no fim, nos torna ranzinzas e resignados.

Precisamos aprender a cultivar o nosso jardim da melhor forma. E, com ele, ser feliz. Porque é algo feito com dedicação e carinho.

Todo esforço vale a pena. E muitas vezes esquecemos de celebrar essas conquistas, nem que seja manter um cacto vivo no meio de um monte de mato seco.

Se tudo o que conseguiu foi essa plantinha espinhosa e resistente, comemore. É o seu jardim tomando forma.

Nós perdemos tanto tempo preocupados com a vida alheia. Horas e horas que nunca vão voltar.

Então, pegue o seu regador, escolha a sua planta e bora cultivar coisas boas. Fazendo a árvore da alegria, da felicidade e do amor próprio crescer no seu pedacinho de grama!

Aqueles que não serão nomeados

Existem alguns monstros que a gente insiste em dar nome.

Abrir espaço em nosso corpo e mente.

Mas descobri recentemente que isso aí é uma baita de uma furada. E que esse “apelido” só fez com que a situação se mantivesse ativa por mais tempo do que deverua.

Tá, parece óbvio, você diz. Maaas, sempre pensei que se colocamos uma cara ou uma nomenclatura em algo parece menos assustador.

Dá a falsa impressão de que conseguiremos enfrentar mais facilmente. Ou, que se gritar MUITO alto , vai embora.

No entanto, foi o reverso. Nomear tornou o monstro confortável, deu a impressão de que era bem-vindo aqui dentro. De que podia se manter no meu corpo, engolir a minha saúde de dentro pra fora.

Ele quis se apossar de um espaço que eu mesma liberei. E não devia.

Se ajeitou confortavelmente, fez a caminha. Cochilou, comeu, refestelou sobre a minha bondade e nem pagou o aluguel do local onde esteve.

Agora, cabô issaê. As coisas serão enfrentadas de outra forma, com a distância que precisam ter e a seriedade necessária.

Não vai ganhar alcunha nenhuma. Não nomearei nada que não faça bem e que não deva permanecer comigo.

Ainda que seja algo que me deixe confusa ou com medo, vou encarar de frente. Com as nomenclaturas oficiais, dos especialistas que conhecem a fundo e sabem como se livrar disso.

Não vai ter nem um cantinho para se abrigar em cima das minhas inseguranças.

Terá a condição de intruso, como já deveria ter sido desde o começo.

Não ganha casa, comida e cabeça desarrumada para bagunçar ainda mais. Ganha só o tratamento de “chá de sumiço” e cuidados específicos para ir embora. Que é a única coisa que merece.

Meus monstros não terão nome, sobrenome e RG. Eles serão ilustres desconhecidos. Como merecem ser!

E sairão daqui, assim que não houver mais com o que se sentirem confortáveis e acolhidos dentro de mim.

Contagens Diárias

Hoje eu me estressei pelo menos 1 vez. (Se fizer a conta real, vai ser preocupante demais)

Atendi a porta 2 vezes. (Não querendo, mas só assim para receber produtos e não ter que sair de casa…)

3 lavadas de cabelo, entra e saí pela porta da sala. Álcool gel.

Foram feitas 4 refeições (Sem contar os lanchinhos aleatórios, né?)

Uns 5 e-mails foram direto para o spam.

Tão perdidos quanto os 6 recados que acabaram sem resposta

Pensei nos 7 dias na semana e não consegui lembrar em qual estava.

8 tentativas de começar um texto. Recomeço. Apago, começo, apago de novo. (O que será que tem de bom nos rascunho, naqueles papéis perdidos na cabeceira, na mesa…?)

São 9 livros em meu campo de visão (os que eu conto, porque se for contabilizar todos, esse número estoura o ábaco mental). Todos lidos. Será que eu saberia contar a história deles se alguém me perguntasse. Mas, o que eu estava fazendo mesmo?

Mais de 10 perdas de foco em menos de 20 minutos. (eu tava fazendo o que mesmo?)

30 dias de um mês que acabou de começar e, quando menos percebemos, já se passaram alguns (e os boletos, as contas, o que eu preciso pagar?)

Mais de 40 rascunhos deixados para trás com ideias que se perderam com o tempo.

Minha nossa! Os 50 livros da meta de leitura que decidi aumentar agora… (por que eu faço isso?)

Foram só 60 segundos desde a minha última vontade súbita de chorar

E 70 (cê tenta/trocadilho fail [1]) parar , mas quem disse que dá certo?

A vibe dos anos 80 da música que não saí da minha playlist do dia.

“90 dias para casar”, um novo vício por uma série/reality que não entendo como surgiu ou se vai embora tão cedo…

100 condições (trocadilho #fail [2]) de contabilizar mais nada sem precisar respirar fundo, secar as lágrimas e começar tudo de novo.

Foto por Black ice em Pexels.com

Máscaras

Ao redor, um mar de pessoas. Cada vez menos reconhecíveis.

Escondidas por trás de máscaras distintas.

Mas com a mesma intensidade no olhar.

Os mesmos medos. Só que agora, não consegue distinguir o rosto do que a assusta.

Todos viram uma parada de máscaras, como um desfile de novas forma, traços e cores.

Protegidas por camadas de tecido. Estão por todos os lados. A cada esquina, em cada carro.

Olhe para a frente. Para trás, estão todos aí.

Máscaras. Enfileiradas. Coloridas. Pretas, brancas.

Faltam sorrisos. Sobram olhares. Como expressar tantas sentimentos nas nossas janelas para o mundo?

Sempre estivemos mascarados, não é mesmo? Todos os dias, saíamos de casa colocando no rosto uma representação de nós mesmo.

Nossas máscaras de trabalho, sérias, responsáveis. Que tentam equilibrar as rugas de preocupação com o sorriso de nervoso. E trazem o semblante de orgulho quando algo dá certo.

A máscara social. Que usamos com os amigos, nos rolês. Nos romances. Como queremos que nos vejam de forma extrovertida ou como alguém que se sente confortável naquela situação. Seja uma grande festa ou um pequeno grupo de amigos num jantar.

Aquela que usamos para o amor. A que tentar expressar tudo o que temos em nosso coração, os sentimentos calorosos e, às vezes, os dolorosos.

A familiar. Quando temos que provar nosso crescimento, mas também demonstrar os sentimentos. Quando precisamos ser a voz da razão ou voltarmos a ser criança e fazer arte (e tomar bronca).

Temos tantas faces, escondidas, trocadas, selecionadas conforme as necessidades, cais, grupos.

E estamos, o tempo todo, buscando a ideal ou aquela que parece mais natural.

Mas, o que está embaixo dela? Quando não precisarmos mais utilizá-las. O que sobrará? Saberemos reconhecer aquele rosto?

No momento, devemos usar somente a máscara física. Aquela que nos protege e protege os outros. Mesmo assim, podemos aproveitar o momento para repesar naquelas que são “invisíveis”, que usamos para nos proteger DOS outros.

Será que são todas de uso obrigatório? Não seria bom mostrar o rosto para algumas pessoas de confiança? Uma parte de cada vez (caso dê medo de apresentar o todo).

Todos temos as nossas questões. E vamos trabalhando as poucos. E pedacinho por pedacinho, seremos inteiros, sem precisar nos esconder daqueles que amamos e nos amam.

Bora só usar as máscaras de saúde. As outras, a gente vai resolvendo com o tempo!

Texto levemente inspirado em Masquerade, do Fantasma da Ópera/ atual situação do mundo… #Misturaaaa

Foto por Ibolya Toldi em Pexels.com

Ócio Criativo

Quem disse que você precisa aproveitar todo o tempo livre e fazer a próxima invenção revolucionária ou ser o mais produtivo dos produtivos?

Fala de qual livro de regras saiu o grau de eficiência da pandemia ou da vida?

Tem alguma lei julgando os culpados por não terminar todos aqueles livros, as séries, fazer as coisas que costumamos empurrar com o barriga para os dias em que “tiver tempo em casa”?

Desde o começo desse isolamento (que agora já tem uma quantidade de dias “fechados” maior do que aquele em que estivemos com tomando um sol na fuça), recebemos uma centena de informações, de opções de atividades para “aguentar” o período, aqueles que podem, estão em home office… foi uma grande mudança, e, com ela, veio uma outra questão:

  • Você deve aproveitar esse tempo “livre”, “ocioso”, fazer algo que tinha postergado.

Sim, muitos utilizaram esses momentos para aprender algo novo, ler, produzir. E isso é muito maravilhoso. Admito que também estou nesse grupo com uma ou duas atividades que foram realizadas durante esse tempo.

Maaaas, diferente da crença popular, cê não tinha que criar a nova empresa online, seu app moderno, escrever um livro, plantar a árvore e fazer o filho só porque, aparentemente, “tinha todo esse tempo disponível”.

E por que não, você pergunta? Em tópicos, alguns pontos sobre isso:

  • Nem todo mundo teve essas horas aí sobrando. Cuidar da casa, estudar, trabalhar. As coisas se amontoaram, foi necessário fazer tudo dentro das paredes de sua residência. Virou a escolinha, o escritório, a arte de lazer para muitas pessoas. E conciliar tudo isso é exaustivo.
  • Saúde mental: estar no meio de uma pandemia mexe muito com as pessoas. Estar “preso”, sentir falta da família, amigos… se já é difícil produzir algo em “dias normais”, imagina com o adicional de uma situação grave de saúde, quando você tá cheio de incertezas, seja de caráter profissional ou até pessoal?
  • Tempo ocioso: se teve muito tempo livre e usou para fazer uns nadas, descansar ou curtir algo não produtivo, mas que te deixou feliz naquele momento, não significa que perdeu horas preciosas. Cada “descanso” que conseguimos em um momento assim vale muito!
  • CÊ NÃO PRECISA SER QUE NEM OS OUTROS. Em caps, para mostrar que esse é o item mais importante. Só porque teve gente que criou uma série, um livro, reformou um cômodo, construiu um bunker ou sei lá o quê, não significa que cê também precisa disso. Se cuidar, seguir os protocolos e fazer o que te deixa seguro e tranquilo é tudo o que precisa.  Caso isso for assistir um episódio de novela por dia ou um por mês, não importa. Ninguém tá contabilizando.

Quando tudo terminar, o mais breve possível, quem sabe, não haverá uma linha de chegada na qual todos vão comparar as suas “conquistas”. A maioria de nós só quer chegar lá o mais equilibrado que der, com aqueles que amamos bem. E tá ótimo, gente.

Se mudou algo ou não, tá tudo bem. Se estudou algo novo ou não. TÁ TUDO BEM.

Vamos nos proteger, cuidar uns dos outros e utilizar esse “ócio” da forma que for mais saudável. Não precisa ser criativo, só precisa te fazer bem!

#VaiPassar

Foto por Burst em Pexels.com

Correnteza Interior

Uma onda invade o meu corpo.

Sem entender de onde veio, uma correnteza avança sobre as minhas costelas.

Sobre pelo meu peito. Pressiona com força.

Atava a minha garganta, Entope as vias.

Chega até a minha cabeça, tampa os meus ouvidos. Ocupa a minha boca.

Invade os meus olhos.

Enche todo o meu corpo de uma súbita vontade de esvaziar.

Deixar a água correr.

Destrói todas as minhas vias de acesso.

Impede os pensamentos de circularem.

É uma necessidade de dar vazão a toda essa água que se acumula em mim.

Fazendo força para deixar o ar passar.

Preciso me livrar da pressão.

O estômago se revira, as mãos tremem.

Não sei o que me acomete.

É como um tsunami em que o recuo foi só uma impressão, equivocada, de que estava tudo bem.

As barreiras estão fracas. Elas cederam sem que eu pudesse perceber.

Dezenas de pequenas estruturas de movendo com a força da água.

Peço ajuda, grito por socorro. Internamente.

Os olhos são o único caminho para saída de todo esse sentimento.

Deixo acontecer. Passar, esvair.

E inicio o processo de secagem das minhas próprias lágrimas.

Que lavam a minha alma ao circular por todas as partes do meu corpo.

Agora, recuperando os destroços, recolho tudo o que molhou. Vejo o que dá pra ser usado, o que foi perdido. E recomeço.

Foto por burak kostak em Pexels.com

Novos Truques

Quem disse que cachorro velho não aprende novos truques?

Ainda que acredite que já passou tempo demais e não dá mais para fazer nada, a famosa premissa do “é o que tá tendo”, sempre há possibilidade de evoluir, ter aprimoramento pessoal, aprender algo.

E essa quarentena de mais de 40 dias tem ensinado tanta coisa.

Acreditem, pode parecer pequena, mas toda mini-vitória deve ser celebrada. Todo novo aprendizado deve ser comemorado! Porque não tem sido um período fácil.

Eu que nunca tinha feito café, aprendi, fiz a primeira, a segunda, a centésima xícara.

Quebrei a cafeteira, aprendi a usar o filtro. Troquei o papel pelo pano.

Para quem nunca tinha feito um prato além de arroz e preparo de itens no micro-ondas, fiz meu primeiro macarrão com molho que ficou aceitável ao ponto de não matar ninguém que o consumiu.

A pessoa com zero foco para ouvir audiobooks já terminou 3 e tá indo em direção a mais um final!

Se a responsabilidade parental de felinos parecia complicada, uma casa cheia de animais é um desafio. Mas, nenhum fica sem água, alimentos e remédios sob a visão atenta de que foi deixado cuidando de um mini-zoo.

E, se não havia possibilidade de começar um novo curso a longo prazo depois de “velha”, essa que vos fala riu na cara do perigo e começou mais uma graduação.

Todas essas mini atividades não parecem nada mais do que a obrigação de uma ser humana vivente, pagador de impostos e dito morador da Terra que deve buscar pela constante evolução.

Mas não é assim que funciona, não tá dando pra vencer todo dia. Se há um minuto de equilíbrio, já tô no lucro.

Por isso, largando a mania de grandeza do aprimoramento individual, aprendi a celebrar cada um dos pódios dessa vida. Seja aquele cafezinho ou o próximo bacharelado.

Sabe por quê? Porque não estamos num sistema de pontuação (desculpa, The Good Place), e devemos só aproveitar cada momento, sem querer colocar um valor maior ou menor. Toda conquista é válida.

E todo aprendizado é valorizado!

Então, chamando todos os doguinhos-humanos do mundo. Bora aprender todos os truques que quisermos! Sejam eles grandões ou pequenininhos. São todos válidos!

Foto por Peggy Anke em Pexels.com

Botão do Descontrole

Mas não é possível, cérebro.

Toda vez a mesma coisa. Um passo em falso, um errinho (que às vezes nem foi um erro e você achou que foi…) e cê aperta o botão vermelho e entramos no modo descontrole.

Parece aquelas cenas em que as pessoas jogam tudo que está em cima da mesa no chão e faz a maior bagunça! Mas a diferença é que:

  • Não acaba num amasso entre os personagens principais.
  • Eu tenho que recolher tudo
  • Os pensamentos ficam embaralhados por horas, a cabeça vira uma anarquia em que todas as neuroses querem falar ao mesmo tempo.

Ai já começa a gritaria. A equipe TOC diz para ninguém tocar em nada que foi parar no chão até que possam pegar umas luvas e pensar em como incinerar os itens sem perder nenhuma informação vital.

Já a ansiedade, tá preocupada com tudo que envolve prazos, as listas para fazer, as anotações que fez sobre aquela palestra de 10 anos atrás ou a reunião que vai ter em 5 minutos e cadê material que a gente vai apresentar?

As neuroses já querem tacar fogo em tudo porque deve existir alguma razão para isso ter acontecido e aquilo que estava em cima da mesa foi comprometido. Agora tem que começar do zero, algo ali tá podre e precisa ser jogado fora.

A dona sanidade e seu time chegam afobados para tentar falar com todos os gritões, explicar que foi uma rajada de vento forte, um sinal do furação dos transtornos de equilíbrio que atacou a sala.

Avisa que medidas de segurança serão implementadas com a ajuda de profissionais, mas, nesse momento, todo mundo precisa ficar quieto e deixar suas funcionárias realizarem o procedimento de limpeza e organização.

Nesse momento, o prédio está com luzes piscando, alarmes soando.

Onde estão os procedimentos de emergência, vamos sobreviver? O que fazer?

É terrível não saber quem ouvir, com tanto barulho errado e a vozinha da razão tentando soar acima de todo o caos.

E aí, cérebro. Por que cê fez isso de novo?

Por causa daquela gota que transbordou o copo, o pensamento que anuviou a cabeça, desviou o foco?

Temos que trabalhar juntos, não sermos inimigos nessa guerra interna.

Somos uma equipe.

Então, pára. Eu pego o que caiu aqui desse lado, cê pega o do outro. Os dois juntos podem ajeitar essa sala mais rápido, deixar a mesa pronta pra próxima.

E vamos ver que, na realidade, nem foi tão ruim assim o que não deu certo. Em um segundo cê resolveria.

Deixa a equipe da ansiedade, da neurose e do TOC de folga hoje.

Só quem vai trabalhar é a coerência. E bora limpar essa bagunça de novo.

E aposentar esse botão do descontrole.

Foto por sum+it em Pexels.com

Papéis Invertidos

A vida é mesmo uma caixinha de surpresa, como já dizia aquela esquete de comédia.

Uma baita ironia, na verdade. E sabe porquê?

Antes eram eles que ficava preocupados o tempo inteiro.

Agora, sou eu quem não consegue deixar a mente se acalmar um só segundo.

Se não atendem o telefone, já estou prestes a chamar todos os socorristas e helicópteros de emissoras para encontrar os “véinhos’ perdidos.

Reclamo das desculpas por não terem carregado o celular, levado ao sair. Por terem gasto todos os dados móveis em vídeos do Zap ou vendo qualquer tranqueira na internet.

Quero saber se estão bem cobertos no frio, se não esqueceram de levar “o casaquinho” e nada de tomar FRIAGEM!

Se tomaram a vitamina C ou aproveitaram a vitamina D dos dias ensolarados…

Estão jantando ou só comendo qualquer besteira no café da tarde ou à noite. Insistindo que é necessário se alimentar direito.

Quero saber aonde vão, com quem estão socializando, se estão sentindo algum sintoma esquisito, o que é aquela dor no dedão ou porque não me avisaram desse batimento que está descompassado? Os exames estão em dia? Foram ao médico?

Fecharam as portas, falaram com estranhos, deixaram a comida na geladeira, tomaram todos os remédios?

A distância dá saudade, aperta o coração, enche os olhos de lágrimas.

A proximidade enlouquece, traz conflitos de escolhas, teimosia, brigas com a tecnologia, risadas, comida em excesso e barulho na casa.

Depois de anos sendo a fonte principal fonte de cabelos brancos dos adultos, agora dividimos esse “fardo”, sofremos juntos, fazemos contas, discutimos e torcemos para ver, todo dia, aquele rosto da chamada de vídeo, ouvir a voz na ligação ou receber um bom dia e saber que tá tudo bem.

E que teremos mais tempo para nos preocuparmos uns com os outros, ainda mais agora que o jogo virou pra essa quadra aqui.

Experiências (teóricas) de vida

Sempre ouvi dizer que para contar boas histórias é preciso viver grandes aventuras.

Ter amores, viagens, vivências inusitadas…

Bom, também já soube de autores que criaram grandes tramas sem saírem do perímetro do suas residências.

E o que vale mais? A teoria ou a prática?

Na realidade, não acredito que seja uma competição, mas, para uma pessoas que não tem tantas milhas percorridas nesse mundão, quero asseguram a todos que tá tudo bem.

Diferente daquilo que pode nos causar pressão e nos bombardear a ansiedade, não temos que sofrem por, na realidade, não termos sofridos os grandes altos e baixos que vemos na vida dos coleguinhas.

Ter exemplos é ótimo, mas sejamos as nossas próprias bússolas.

É bom colocar a cara no mundo e tentas coisas diferentes, mas o dia a dia, até o mais rotineiro e Às vezes monótono, também é uma aventura. Acordar, enfrentar seus medos, ir à luta pelo que gosta, também é um desafio e uma experiência válida.

Todo dia é uma oportunidade de fazer algo novo, se você quiser. E pode ser dentro do seu próprio universo. Só não deixe de viver por medo de não ser o Mochileiro das Galáxias, o Desbravador do MAres Distantes.

Viva seu melhor. Aproveite cada momento e saiba que isso já é o suficiente.

Grandes ou pequenas, todos temos as nossas aventuras. Sejam elas vividas no mundo real ou ambientadas em páginas de livros e filmes.

Como nós absorvemos todas as informações e transpormos para a nossa vida e relacionamentos é o mais relevante.

Então, nessa prova da vida, vale ter o conhecimento prático ou teórico. O importante e não deixar de buscar por ele, nunca!

Foto por cottonbro em Pexels.com