Inspira, expira

(em um dia daqueles, todos os alarmes soaram, as portas fecharam…)

Você já contou até 10?

… em três línguas diferentes

Já tentou respirar fundo várias vezes?

Fiz até ficar tonta.

E os exercícios de meditação? Tentou?

Mas é claro! Acha que eu sou novata nessas coisas de estresse e ansiedade?

Ok, eu sei bem que não é a primeira vez.

E provavelmente não será a última…

Que tal encarar um ponto fixo na parede que está ai na frente?

E pra quê vai servir isso?

Sei lá, Vai que aparece, do nada, uma solução.

Isso não é tipo aqueles negócios antigos da internet? Que a gente olhava uma Imagem e depois a parede para ter uma visão?

Não sei bem a é o caso. Mas, deu certo? Viu alguma coisa?

Nada fora do padrão. Ou particularmente. tranquilizante ou epifânica.

Nem um pouco mais calma? Agora que se afastou momentaneamente do problema?

Zero calma.

Tenta pensar em uma lembrança especial.

Se eu recuperar uma memória agora, é provável que ela ganho uma aura de raiva que não merece.

Você fala isso não porque está inflamada de irritação. Mas não é tão ruim quanto parece. Vamos superar isso!

Não sei como pode ter tanta certeza disso.

Eu sou a voz da consciência. Sei das coisas. Só aceita.

Cê não devia m acalmar ao invés de jogar coisas na minha cara?

Não é bem a minha jurisdição, mas eu vi o fogo e o seu racional tava decidindo se pegava o extintor ou a gasolina. Então achei que devia intervir aqui.

Céus! E qual foi a escolha?

Claramente o extintor. Mas não antes da ansiedade incentivar a jogar um pouco de gasolina no seu emocional. Além disso, se o seu instinto tivesse vencido, a casa estaria quebrada!

Ainda bem que a voz da razão se equilibrou e venceu, no fim.

Não foi um trabalho fácil (e ela às vezes tá meio surtado também). Agora bota a mão aqui na consciência e vamos contar juntos. 1,2, 3...

Pi

Isso não é um jogo dominical.

Mas acho que colabora.

Tá. 5,6,7…

Pi

9,10,11

Pi

13, 14, 15…

Pi

Como está se sentindo agora?

Bem melhor. Não me sinto fervendo de nervoso.

Fico feliz em ouvir isso. Agora tome um água e volte aos afazeres. Você precisa trabalhar porque ainda não é milionária ou herdeira.

Odeio quando você tem razão.

Às vezes a gente faz uns crossovers.

Obrigada.

Tamo junto. Literalmente. Respira fundo. Todos voltem dos seus postos. Não há mais nada para de ver aqui.

Conselhos de um eu passado

Olá, tudo bem?

Como você tá? Faz tempo que a gente não se fala, né?

Sabe, esse não é o jeito maaaais normal de se fazer isso. Mas foi o que deu pra fazer.

Esse é um recado vindo da terra da nostalgia. Porque, às vezes, você esquece que eu tô aqui, ou simplesmente não ter coragem de me chamar.

Sabe, eu nunca fui embora. E você precisa conversar comigo com mais frequência.

Sei que não está fácil. Que você vive com medo das coisas que estão fora do controle. Pensa no futuro é treme como se fosse uma agulha gigante.

Eu também tinha isso. Lembra quando tirei sangue pela primeira vez e quase desmaiei? Ou da vez em que estava com o braço quebrado, na hora de tirar o gesso achou que o médico ia te serrar ao meio?

Tudo pareceu pior na imaginação. Todo mundo fala que a mente tá cheia de minhoca criativa, né?

E é  normal quando a gente num sabe o que vai acontecer.

Aí o tempo passa, vem novas experiências, outros medos que a gente supera que nem a serra de braço em dia de tirar o gesso.

Só que não foi assim, não é? Você ainda tá com medo das suas novas serras e agulhas. Te conheço, não adianta nem mentir.

Tudo assusta. E tá tudo bem, não dá para acordar a pessoa mais corajosa de um dia para o outro. Não somos personagens dentro daqueles livros que a gente adora.

Das aventuras em um país maravilhoso com gatos, lagartas, colhos apressados, rainha e chapeleiro. Da mágica de um garoto que foi chamado para m castelo.

Sei que a carta de Hogwarts nunca chegou e nenhum buraco te levou pra um novo mundo, mas isso não significa que tá sem aventura na vida. Ou que terá se tentar pelo menos.

Vai ser difícil e a cada dia piora. Fica em dúvida, num sabe o que fazer ou quem é,  lá no fundo. E esqueceu de mim, de como era na infância.

A criança sem a menor vergomha de dançar as músicas do momento. Rir, fazer coisas que alguns acham esquisito. Que corre quando faz algo errado, fugindo de uma bronca e aguentando as consequências (como o braço quebrado)

Na hora, pareceu horrível. Depois, foi até engraçado.

Lembra de mim? De você… ou melhor, a gente? As mesmas pessoas separadas por uns aninhos?

Aquelas histórias inventadas. Pegando qualquer material na mesa da mãe para criar personagens? Entretida por horas? Por que deixou essa parte escondida aqui comigo?

Cê tem muito medo, muito mesmo. Eu consigo ver e sentir. Depois de perdas, tristezas, arrependimentos. Maaaas, cê tá se escondendo que nem numa brincadeira. Só que já acabou o recreio.

Tá tudo sério e você sente que ainda é a criança que não entendeu o jogo.

Ou que todo mundo voltou para a sala e cê ficou trancada. Ainda precisa emprestar algo para que falem com você ou te liguem depois da aula. Ou, como vejo agora, simplesmente não fala para não descobrirem que você nem é tão legal assim, não tem histórias fora aquelas da sua cabeça.

E fica sozinha,  esperando alguém te encontrar. Só que está fora da área de jogo. Ninguém vai chegar até aí.

Pode parecer que eu não sei do que tô falando, sou somente a sua criança interior. Aquela que você não quer ver porque acha que decepcionou. Mas os adultos são especiais. São crianças que cresceram e agora fazem as coisas sozinhos.

Sempre te acharei genial E eu vejo tudo e estou com você a cada momento. Posso não entender todos os sentimentos e decisões. Mas eu me orgulho. Eu e todas as suas versões que estão aqui dentro. Nós nunca vamos embora. Somos uma só e várias ao mesmo tempo (é uma bagunça).  Você de ontem e de amanhã. Todas estarão juntas aqui dentro.

Pode parecer estranho e impossível de entender, mas só atrapalham aquelas que ficam gritando coisas horríveis na sua cabeça. Acho que devia mandar essas embora. Elas não são legais. Sério. Ninguém quer sentar com elas na hora do lanche porque ficam julgando e fazem as outras chorarem.

Muita coisa que a gente sonhou não aconteceu, né? E cê acha que por isso todo mundo aqui gosta menos de você. Mas cê num sabe que isso não. A gente te quer feliz e não assim…

Querendo correr, mas paralisada  que nem nos sonhos que a gente tá fugindo de alguma coisa estranha, sabe?

E a gente sente a dor, dos seus pensamentos. a eu adolescente diz que é presão e angústia. Ela não quis vir aqui. Sabe como ficou presa naquele mundinho online nessa idade? Cê tá lá em fóruns de fãs e fotologs de histórias até agora. Boa sorte.

Cê não quer ver o futuro. Ter a ideia de que algum dia pode ser o último pra muita coisa. Tipo último dia de aula, que a gente não sabe se vai falar com as amigas de novo depois que mudar de ano, se vai encontrar de novo depois das férias? Só que cê sente isso com as pessoas que ama. De ser o último dia de aula delas e num dar tempo de dizer que vai sentir saudade ou que espera que tenham um ano legal mesmo que seja em outra sala bem longe.

Você chora muito, só que faz isso longe das pessoas que gosta. Não quer deixar ninguém preocupado. Mas fica ainda mais ansiosa (isso foi o que a adolescente disse). Não sei como pode ser ruim já que a gente ficava ansiosa o tempo todo. Para ir no passeio da escola, pra ganhar presente de aniversário.

Não posso ajudar com tanta coisa, mas posso te lembrar de quem era. De quem ainda é aqui dentro, nesse espaço que a gente divide com todas as outras “nós”.

Cê gosta de rir, de fazer os outros rirem e maias ainda de ouvir as risadas das pessoas. De abraçar e falar até com a porta. Difícil é te fazer parar de falar, como muitos adultos dizem, cê foi vacinada com ‘agulha de vitrola’ e fala demais. Não deixe que isso faça a sua voz ficar guardada só para a gente ouvir.

Cê adora imaginar coisas, ainda que seja falando sozinha ou com objetos largados pela casa. São histórias e personagens que merecem ganahr vida. Você não pode ter vergonha de mostrar para todo mundo, mesmo que pareça completamente esquisito. Isso torna tudo mais especial.

Você ama muitas pessoas e precisa falar em voz alta. Mais uma vez, ninguém além da gente tá ouvindo suas declarações. E eu tenho certeza que a adolescente tá com o fone alto demais para entender alguma coisa.

O medo tá sempre aí. Também faz parte de quem a gente é, mas não tem que ser do tipo que faz a gente se esconder ou fugir dos outros. Mas um aviso para não ter que parar no hospital com o braço quebrado de novo porque corremos em um lugar que não era (e a mãe disse pra não fazer isso)

Não sei quem te disse isso, mas você não é uma decepção. Não queremos que fique triste por aquilo que não deu certo. Queremos que vá atrás de coisas novas. Que viva novos sonhos. E que sejam tão grandiosos quanto os da infância. Quando tudo parecia possível. Até o impossível.

Cê não é velha demais pra nada. Para de bobeira!!

Assim como diz um dos nossos livros favoritos “Por fim, ela se perguntou como sua irmãzinha seria quando, com o passar do tempo, tivesse se tornado uma mulher adulta; e como conservaria, durante todos os seus anos de maturidade, o mesmo coração simples e adorável da infância”.

Não precisamos ficar para sempre no mundo das crianças, mas não esqueça daquela que vive em você! Que tem as maiores asas para voar por aí, a imaginação cheia de invenções e o coração mais leve.

Aproveita esse Dia das Crianças para relembrar dos 12 mesmo depois dos 30. E, quem sabe, no futuro, você não me visita com ótimos conselhos e histórias? Seja feliz. Te amo.

Sinal de vida

Que uma coisa fique bem clara: eu sou péssima mantendo contato. (É um processo em andamento,vou conseguir melhorar. É uma meta a longo prazo!!

Não é falta de amor ou preocupação pelos humanos que moram no meu coração.

Eu tenho muito apreço por tantas pessoas, mas nem sempre consigo conversar, ver como as coisas estão, ligar, sair e socializar.

Meus amigos, neste dia em que celebramos este laço importante, queria agradecer por toda paciência e dizer que deveríamos funcionar no modo banco/aposentado ⇒ com prova de vida. HAHAHA.

Porque ainda que eu seja um serzinho terrivelmente isolado, com tendência a me afundar num mindinho paralelo,  eu realmente gostaria de saber como as pessoas estão.

Mas com que moral a gente chega numa pessoa três anos depois e pergunta se tá tudo bem? Não tem, né?

Ironicamente, qualquer pessoa que vier falar comigo, seja depois de 5654346 anos de conversas atrasadas ou só algumas horas, vou gostar. (E nem sempre responder na hora, mas vou ficar feliz. Entendem a problemática da coisa?)

Queria ser melhor nesse quesito, nunca deixar as pessoas sem respostas, demorar menos de 24 horas para retornar, dar o sinal de vida que tanto desejo que meus amigos e amigas deem.

Só que, enquanto eu sigo sendo essa pessoa terrível, só têm uma coisa a fazer neste Dia do Amigo: mandar um muito obrigada a todos os humanos, felinos e seres ou objetos aleatórios que eu considero parceiros essa jornada maluca gentilmente apelidada de vida! Sem a companhia, apoio, risadas, conselhos e abraços de vocês, eu não seria nada.

E mesmo quando eu tomo chá de sumiço, leio e não respondo ou deixo as mensagens pela metade, ainda assim amo muito cêis tudo. Desculpa os vacilos, os esquecimentos e a demora. Saibam que cêis nunca saem do meu coração.

Valeu por me aguentarem, impedirem que eu desista… por serem inspiração, orgulho e porto seguro.

Amo cada um de vocês especialmente espero que sempre deem sinal de vida. 🙃💛

Não jogue a toalha…

Leve-a com você na sua próxima empreitada.

Não entre em pânico e não desista. Mesmo quando o mundo parece prestes a explodir. Levando consigo aquela zona de conforto que você criou com tanto cuidado.

Quando tudo está confuso e você se sente um alienigena no meio de todos. Sem saber o que fazer ou aonde ir.

Respire fundo, abrace a toalha e prepare-se para uma aventura.

Às vezes será necessário proteger a cabeça de algo tóxico (seja um pensamento recorrente ou uma fumaça esquisita). Mas também existirão momentos para se esticar sob o sol.

Alguns dias serão de sol, outros de chuva, mas você terá sua cobertura sempre por perto.

Seja como uma ferramenta de proteção ou um abrigo, nunca se está só, abandonado ou desamparado.

Por isso, siga em frente. Encare a aventura que está à sua espera. Encontre novos horizontes, experimente outros sabores em restaurantes longínquos.

Há uma galáxia inteira te esperando! Coragem. #FORÇA! E bora lá!

Não quero ser princesa…?

Já me deparei com essa frase algumas vezes, mas, somente nessa semana para refletir sobre ela.

Na foto, havia uma garotinha indicando que não queria ser princesa, mas CEO.

Acho ótimo e incentivo que as pessoas expandam os horizontes e conquistem seus sonhos.

Mas… e se isso significar ser uma princesa? Qual é o problema? Nenhum!

Até porque, eu quero ser princesa SIM. E uma bem específica.

Ela não foi CEO, mas comandou uma série de rebeldes contra um cara que taça construindo uma baita arma destruidora de planetas. (Que, inclusive, era seu pai).

Lutou a vida toda pelo que achava certo. Foi princesa, rebelde, senadora, general, mãe e irmã. Não deixou de batalha por um universo melhor. (Nem quando isso significou estar contra seu próprio filho).

Justa e inspiradora. Nunca desistiu. Entregou até o seu último suspiro pela causa.

Foi uma batalhadora, ensinou e aprendeu. Ouviu e agiu com sabedoria. E a Força sempre esteve com ela.

Você pode, então, querer se tornar qualquer coisa que o coração desejar. Sonhe alto. Não limite as possibilidades!

E lembre-se de não descartar nenhuma delas..

Porque, se eu puder expressar um sentimento aqui, acho que seria daora demais ser uma princesa. Ser ela, Leia Organa. #Eterna

#MayTheFourthBeWithYou

Sonho Nostálgico

Esta noite em sonhei com você.

Era o presente. Os dia de hoje, já marcados pelo eco do silêncio que se instaurou entre a gente nos últimos anos.

Não foi um retorno ao último momento em que nos vimos… que nos falamos. Aquele em que o abismo já se formara entre nós.

Mesmo assim, naquele instante, nada pareceu importar. Foi como se todo o tempo separados não passasse de uma side quest, tipo o Gandalf sumindo por alguns dias, mas voltando ao grupo.

Em nossos olhares, entendimento, aceitação. A amizade que nunca deixou de existir mesmo depois de tanta coisa.

Sem palavras necessárias para explicar. Só aproveitando a companhia um do outro. Um silêncio confortável que a gente só tem com os amigos de confiança. O que nós tinhamos.

Queria te abraçar e dizer que sentia muito por não ter c correspondido às suas expectativas. Por não ser quem você e o seu coração precisavam.

Falar que entendia a distância autoimposta, mas que estaria ao seu lado em um segundo caso chamasse.

E, principalmente, contar que sinto sua falta, saudade da nossa conexão. De discutir bobagens como se foi algo sério e compartilha coisas pessoais e importantes em forma de piada. As conversas, longas ou curtas, sempre divertidas, porque eram com você.

Mas aí eu acordei.

E cê não estava ao meu lado.

E os palavras nunca saíram da minha boca. (E provavelmente nunca sairão).

Senti o oco no peito ocasionado pela sua ausência.

E torci para dormir e voltar ao meu sonho saudoso.

Tudo aquilo que eu deixei de dizer

Em todas as oportunidades que eu achei que não seriam as últimas. Mas só algumas intermediárias entre as centenas que estavam por vir.
E não foram.

O fim não aparece junto a um ponto final na vida real. Ele tem linhas embaçadas e caminhos sinuosos. E a gente descobre só quando chega lá. (Na maior parte do tempo, somos surpreendidos por ele)
Aí é tarde demais. O momento passou. E fica o excesso de bagagem, com as coisas que deveriam ficar no meio desse caminho.
Em alguns casos, é até bom manter pertinho falas que fariam mais mal que bem. Band-aids para momentos de raiva, pontadas para ferir o outros em troca de um bem-estar ilusório e momentâneo.
Mas, e todo o afeto que se perde, sem ser compartilhado?
As palavras de amor que se enroscaram tão pertinho da saída, ficaram com medo de saltar da língua para o mundo real e retornaram ao túnel escuro.
Engolidas por suspiros longos e emaranhadas nos nós em na garganta.
Que falta faz aquilo que eu quis dizer e nunca mais terei a chance de expressar. Porque o sentimento que se vive sozinho não é a mesma coisa.
Como o mundo perdeu ondas de alegria dividida, sorrisos honestos e amor gratuito. Seja num comentário sutil ou na declaração de um amor verdadeiro.
Deixamos os nossos medos, a vergonha e o tempo passar por cima de coisas que queremos dizer. E pode ser que, amanhã, quando a coragem chegar, o timing passou.
Quantas pessoas que já se foram se saber que, num dia qualquer, pensei em alguma delas e sorri. E quis enviar uma mensagem só pra dar um alô e dizer que sentia saudade.
Mas que bobagem, um dia desses a gente se esbarraria, com certeza, foi o pensamento que veio na hora.
Só que não. Esse dia não chegou. E saudade, a vontade de ter dito algo seguirá no peito até o dia o dia do encontro, em outro plano.
Por isso, se for algo bom, que fizer bem ao coletivo, não passe vontade.
Divida esse amor, os bons sentimentos.
Diga ao próximo que ele/ela tem um sorriso cativante. Lembre ao seu amigo como é importante a presença dele em sua vida, ainda que todos os percalços da vida separem vocês na correria diária.
Não esqueça de dizer às pessoas que você ama o quanto elas são apreciadas e especiais.

Vamos deixar no rascunho, sem dizer ou se tornar oficial somente aquilo que vem no calor da briga ou em momentos em que é mais sábio se calar. Frases envenenadas com a maldade, o egoísmo ou a soberba.
Então, se for para o bem, bora espalhar “as coisa boa tudo”.

A gente não conhece o amanhã.

Aliás, nem o hoje garantimos.
Prefiro entregar para o universo, cuidadas por quem as merece, as palavras que senti em meu coração a levá-las, sem sentido, pela vida.

O ano da marmota

Lembro que, de súbito, tudo era novo e assustador. Ainda que as notícias já falassem sobre o assunto, era distante.

Havia a ideia MUITO equivocada de que estava distante da gente. Lá do outro lado do mundo.

Até que bateu à nossa porta.

E nós, os que puderam, trancaram essas portas. Mantiveram distância. E estamos assim, distantes, há mais de um ano.

Obrigados a deixar a convivência diária e nos afastar de muitos dos nossos humanos amados. Para certas pessoas, significando 365 sem abraços aguardando o dia de matar a saudade. Outros terão que conviver com a saudade para sempre.

Alguns de nós foram para a linha de frente para combater o inimigo invisivel. E nossa gratidão é eterna.

Outros ficaram em casa lutando da forma como podiam.

Tudo tão confuso, incerto e tenso.

Os espaços, pequenos ou grandes, nos aprisionaram de forma claustrofóbica.

O cotidiano foi virado de cabeça para baixo. Nos adaptamos, lidamos com as necessidades da nova realidade.

Choramos, sofremos, respiramos fundo e começamos novamente. Às vezes, tudo isso antes do almoço.

Isolados, lhados. Com pressão para seguir a produtividade ou para aumentá-la.

A saúde mental ficou em algum lugar entre março e ontem. Ainda está procurando as pecinhas por ai.

Alguns não estão mais entre nós. A ausência é sentida, dolorida. Com a despedida que nem todos conseguiram ter. Mas um amor que vai seguir sempre em nossos corações.

E, após um ciclo completo, as coisas parecem iguais, às vezes pior. Uma repetição daquele início. Medo, insegurança, incerteza.

A cada dia torcemos pelo melhor, desejamos uma cura e temos a esperança de não repetir os mesmos erros e problemas no que parece o ano da marmota.

Reflexo de uma pessoa

Em alguns momentos eu não sei se sou uma pessoa real ou só um reflexo de alguém que eu deveria ser.

Uma casca. Somente levada por aí pelo vento.

Sobrevivendo ao invés de desfrutando a vida.

Deixando passar grandes oportunidades na vida pelo simples medo de fracassar.

Mas, o que é o fracasso se não algo inventado pelo próprio humado para medir uns aos outros?

Uma forma maldosa de rotular a tentativa que não gerou o resultado que era esperado,

E por temer esse terrível fantasma que assola a alma da pessoa ansiosa, o melhor (pelo menos, na cabeça dessa mesma pessoa), é se manter escondida de tudo que passa um assustados e, potencialmente, dar muito errado.

Infelizmente, também significa barrar tudo aquilo que pode em MUITO bom. O sucesso vem da luta para que se arrisca.

Se arrisca exige dar um passo adiante, rumo ao desconhecido.

Mas quem disse que certa pessoa ansiosa consegue?

Presa às amarras invisíveis de sua procrastinação. Atordoado pelos gritos do sua mente que insiste em dizer que nada vai mudar e é melhor seguir assim.

Garantir o conforto acomodado. Muito mais vantajoso do que a derrota que pode acontecer, né?

No entanto, ainda que pareça uma feliz experiência segura, essa redoma aliena, afasta que tenta se aproximar.

Vendo o mundo e as pessoas como se fossem personagens de uma série. Torcendo e desejando o melhor, mas nunca se aproximando o suficiente para estar ao lado deles nessa batalha diária.

Nenhuma relação ou sentimento ultrapassa a fase superficial. E, eventualmente, ter mina bem tem nem começado.

Ou triste se torna a vida de um isolamento voluntário, de quem não tem coragem de se aprofundar no mar de vida por medo de se afogar.

Termina assim, com o coração doendo, encarando o nada, pintando em tudo que poderia ter lido um dia.

Mas sabendo que é, somente, um zumbi andando por aí. Só o reflexo de uma pessoa real.

Esperande o dia em que terá a coragem para se tornar alguém de verdade.

É preciso ter força…

é preciso ter raça… gana sempre!

Como bem expressa a música, tem que vir com uns adicionais de instinto, força e sobrevivência para ser mulher!

Dotadas de talentos multifuncionais, nesta semana em que celebramos o Dia Internacional de Mulher, penso em todas aquelas que que inspiram, apoiam e dão o incentivo para que as outras não desistam.

As que não soltaram as mãos umas das outras, as que abriram caminho para que tivéssemos direitos, as que perderam a vida pela nossa existência atual. Todas as que seguem em seus campos de batalha particulares ou coletivos, ameaçadas, feridas ou derrubadas…

São exemplos, inspirações. Guerreiras pela liberdade e um mundo melhor. Mais justo.

São mães, irmãs, amigas, parceiras. Munidas de palavras de afeto, mantém a chama de sororidade acesa. Impulsionam aquelas que estão ao seu lado, acompanham a caminhada

Não é fácil. Cada uma conhece a sua luta, suas dificuldades. Nesta semana de celebração, vamos olhar para todas as desbravadoras do dia-a-dia. Nossas grandes mulheres, as que estão perto ou longe.

Jornadas duplas, tarefas acumuladas. Nosso Norte, nossas broncas e conselhos. Nosso orgulho.

Gratidão eterna para as “mulheres-maravilha” desse mundo. As que estão sob holofotes ou as que levam a mudança nos bastidores da vida.

Obrigada por tudo. Por irem à luta, mesmo com medo e sem perspectiva de vitória.

Ainda falta muito. Quantas de nós sofrem diariamente? Perdem suas vidas, suas luzes.

Por isso, sejamos hoje e sempre, as chamas que acendem na luz na escuridão. Emanando amor e lutando por todos. Que ninguém fique para trás!

Que a semana traga debates, conversas e diálogos, É potencial para evolução positivas.

Enquanto seria, que não falte força para transformar o mundo em um lugar seguro e cheio de amor!