Ócio Criativo

Quem disse que você precisa aproveitar todo o tempo livre e fazer a próxima invenção revolucionária ou ser o mais produtivo dos produtivos?

Fala de qual livro de regras saiu o grau de eficiência da pandemia ou da vida?

Tem alguma lei julgando os culpados por não terminar todos aqueles livros, as séries, fazer as coisas que costumamos empurrar com o barriga para os dias em que “tiver tempo em casa”?

Desde o começo desse isolamento (que agora já tem uma quantidade de dias “fechados” maior do que aquele em que estivemos com tomando um sol na fuça), recebemos uma centena de informações, de opções de atividades para “aguentar” o período, aqueles que podem, estão em home office… foi uma grande mudança, e, com ela, veio uma outra questão:

  • Você deve aproveitar esse tempo “livre”, “ocioso”, fazer algo que tinha postergado.

Sim, muitos utilizaram esses momentos para aprender algo novo, ler, produzir. E isso é muito maravilhoso. Admito que também estou nesse grupo com uma ou duas atividades que foram realizadas durante esse tempo.

Maaaas, diferente da crença popular, cê não tinha que criar a nova empresa online, seu app moderno, escrever um livro, plantar a árvore e fazer o filho só porque, aparentemente, “tinha todo esse tempo disponível”.

E por que não, você pergunta? Em tópicos, alguns pontos sobre isso:

  • Nem todo mundo teve essas horas aí sobrando. Cuidar da casa, estudar, trabalhar. As coisas se amontoaram, foi necessário fazer tudo dentro das paredes de sua residência. Virou a escolinha, o escritório, a arte de lazer para muitas pessoas. E conciliar tudo isso é exaustivo.
  • Saúde mental: estar no meio de uma pandemia mexe muito com as pessoas. Estar “preso”, sentir falta da família, amigos… se já é difícil produzir algo em “dias normais”, imagina com o adicional de uma situação grave de saúde, quando você tá cheio de incertezas, seja de caráter profissional ou até pessoal?
  • Tempo ocioso: se teve muito tempo livre e usou para fazer uns nadas, descansar ou curtir algo não produtivo, mas que te deixou feliz naquele momento, não significa que perdeu horas preciosas. Cada “descanso” que conseguimos em um momento assim vale muito!
  • CÊ NÃO PRECISA SER QUE NEM OS OUTROS. Em caps, para mostrar que esse é o item mais importante. Só porque teve gente que criou uma série, um livro, reformou um cômodo, construiu um bunker ou sei lá o quê, não significa que cê também precisa disso. Se cuidar, seguir os protocolos e fazer o que te deixa seguro e tranquilo é tudo o que precisa.  Caso isso for assistir um episódio de novela por dia ou um por mês, não importa. Ninguém tá contabilizando.

Quando tudo terminar, o mais breve possível, quem sabe, não haverá uma linha de chegada na qual todos vão comparar as suas “conquistas”. A maioria de nós só quer chegar lá o mais equilibrado que der, com aqueles que amamos bem. E tá ótimo, gente.

Se mudou algo ou não, tá tudo bem. Se estudou algo novo ou não. TÁ TUDO BEM.

Vamos nos proteger, cuidar uns dos outros e utilizar esse “ócio” da forma que for mais saudável. Não precisa ser criativo, só precisa te fazer bem!

#VaiPassar

Foto por Burst em Pexels.com

Correnteza Interior

Uma onda invade o meu corpo.

Sem entender de onde veio, uma correnteza avança sobre as minhas costelas.

Sobre pelo meu peito. Pressiona com força.

Atava a minha garganta, Entope as vias.

Chega até a minha cabeça, tampa os meus ouvidos. Ocupa a minha boca.

Invade os meus olhos.

Enche todo o meu corpo de uma súbita vontade de esvaziar.

Deixar a água correr.

Destrói todas as minhas vias de acesso.

Impede os pensamentos de circularem.

É uma necessidade de dar vazão a toda essa água que se acumula em mim.

Fazendo força para deixar o ar passar.

Preciso me livrar da pressão.

O estômago se revira, as mãos tremem.

Não sei o que me acomete.

É como um tsunami em que o recuo foi só uma impressão, equivocada, de que estava tudo bem.

As barreiras estão fracas. Elas cederam sem que eu pudesse perceber.

Dezenas de pequenas estruturas de movendo com a força da água.

Peço ajuda, grito por socorro. Internamente.

Os olhos são o único caminho para saída de todo esse sentimento.

Deixo acontecer. Passar, esvair.

E inicio o processo de secagem das minhas próprias lágrimas.

Que lavam a minha alma ao circular por todas as partes do meu corpo.

Agora, recuperando os destroços, recolho tudo o que molhou. Vejo o que dá pra ser usado, o que foi perdido. E recomeço.

Foto por burak kostak em Pexels.com

Novos Truques

Quem disse que cachorro velho não aprende novos truques?

Ainda que acredite que já passou tempo demais e não dá mais para fazer nada, a famosa premissa do “é o que tá tendo”, sempre há possibilidade de evoluir, ter aprimoramento pessoal, aprender algo.

E essa quarentena de mais de 40 dias tem ensinado tanta coisa.

Acreditem, pode parecer pequena, mas toda mini-vitória deve ser celebrada. Todo novo aprendizado deve ser comemorado! Porque não tem sido um período fácil.

Eu que nunca tinha feito café, aprendi, fiz a primeira, a segunda, a centésima xícara.

Quebrei a cafeteira, aprendi a usar o filtro. Troquei o papel pelo pano.

Para quem nunca tinha feito um prato além de arroz e preparo de itens no micro-ondas, fiz meu primeiro macarrão com molho que ficou aceitável ao ponto de não matar ninguém que o consumiu.

A pessoa com zero foco para ouvir audiobooks já terminou 3 e tá indo em direção a mais um final!

Se a responsabilidade parental de felinos parecia complicada, uma casa cheia de animais é um desafio. Mas, nenhum fica sem água, alimentos e remédios sob a visão atenta de que foi deixado cuidando de um mini-zoo.

E, se não havia possibilidade de começar um novo curso a longo prazo depois de “velha”, essa que vos fala riu na cara do perigo e começou mais uma graduação.

Todas essas mini atividades não parecem nada mais do que a obrigação de uma ser humana vivente, pagador de impostos e dito morador da Terra que deve buscar pela constante evolução.

Mas não é assim que funciona, não tá dando pra vencer todo dia. Se há um minuto de equilíbrio, já tô no lucro.

Por isso, largando a mania de grandeza do aprimoramento individual, aprendi a celebrar cada um dos pódios dessa vida. Seja aquele cafezinho ou o próximo bacharelado.

Sabe por quê? Porque não estamos num sistema de pontuação (desculpa, The Good Place), e devemos só aproveitar cada momento, sem querer colocar um valor maior ou menor. Toda conquista é válida.

E todo aprendizado é valorizado!

Então, chamando todos os doguinhos-humanos do mundo. Bora aprender todos os truques que quisermos! Sejam eles grandões ou pequenininhos. São todos válidos!

Foto por Peggy Anke em Pexels.com

Botão do Descontrole

Mas não é possível, cérebro.

Toda vez a mesma coisa. Um passo em falso, um errinho (que às vezes nem foi um erro e você achou que foi…) e cê aperta o botão vermelho e entramos no modo descontrole.

Parece aquelas cenas em que as pessoas jogam tudo que está em cima da mesa no chão e faz a maior bagunça! Mas a diferença é que:

  • Não acaba num amasso entre os personagens principais.
  • Eu tenho que recolher tudo
  • Os pensamentos ficam embaralhados por horas, a cabeça vira uma anarquia em que todas as neuroses querem falar ao mesmo tempo.

Ai já começa a gritaria. A equipe TOC diz para ninguém tocar em nada que foi parar no chão até que possam pegar umas luvas e pensar em como incinerar os itens sem perder nenhuma informação vital.

Já a ansiedade, tá preocupada com tudo que envolve prazos, as listas para fazer, as anotações que fez sobre aquela palestra de 10 anos atrás ou a reunião que vai ter em 5 minutos e cadê material que a gente vai apresentar?

As neuroses já querem tacar fogo em tudo porque deve existir alguma razão para isso ter acontecido e aquilo que estava em cima da mesa foi comprometido. Agora tem que começar do zero, algo ali tá podre e precisa ser jogado fora.

A dona sanidade e seu time chegam afobados para tentar falar com todos os gritões, explicar que foi uma rajada de vento forte, um sinal do furação dos transtornos de equilíbrio que atacou a sala.

Avisa que medidas de segurança serão implementadas com a ajuda de profissionais, mas, nesse momento, todo mundo precisa ficar quieto e deixar suas funcionárias realizarem o procedimento de limpeza e organização.

Nesse momento, o prédio está com luzes piscando, alarmes soando.

Onde estão os procedimentos de emergência, vamos sobreviver? O que fazer?

É terrível não saber quem ouvir, com tanto barulho errado e a vozinha da razão tentando soar acima de todo o caos.

E aí, cérebro. Por que cê fez isso de novo?

Por causa daquela gota que transbordou o copo, o pensamento que anuviou a cabeça, desviou o foco?

Temos que trabalhar juntos, não sermos inimigos nessa guerra interna.

Somos uma equipe.

Então, pára. Eu pego o que caiu aqui desse lado, cê pega o do outro. Os dois juntos podem ajeitar essa sala mais rápido, deixar a mesa pronta pra próxima.

E vamos ver que, na realidade, nem foi tão ruim assim o que não deu certo. Em um segundo cê resolveria.

Deixa a equipe da ansiedade, da neurose e do TOC de folga hoje.

Só quem vai trabalhar é a coerência. E bora limpar essa bagunça de novo.

E aposentar esse botão do descontrole.

Foto por sum+it em Pexels.com

Papéis Invertidos

A vida é mesmo uma caixinha de surpresa, como já dizia aquela esquete de comédia.

Uma baita ironia, na verdade. E sabe porquê?

Antes eram eles que ficava preocupados o tempo inteiro.

Agora, sou eu quem não consegue deixar a mente se acalmar um só segundo.

Se não atendem o telefone, já estou prestes a chamar todos os socorristas e helicópteros de emissoras para encontrar os “véinhos’ perdidos.

Reclamo das desculpas por não terem carregado o celular, levado ao sair. Por terem gasto todos os dados móveis em vídeos do Zap ou vendo qualquer tranqueira na internet.

Quero saber se estão bem cobertos no frio, se não esqueceram de levar “o casaquinho” e nada de tomar FRIAGEM!

Se tomaram a vitamina C ou aproveitaram a vitamina D dos dias ensolarados…

Estão jantando ou só comendo qualquer besteira no café da tarde ou à noite. Insistindo que é necessário se alimentar direito.

Quero saber aonde vão, com quem estão socializando, se estão sentindo algum sintoma esquisito, o que é aquela dor no dedão ou porque não me avisaram desse batimento que está descompassado? Os exames estão em dia? Foram ao médico?

Fecharam as portas, falaram com estranhos, deixaram a comida na geladeira, tomaram todos os remédios?

A distância dá saudade, aperta o coração, enche os olhos de lágrimas.

A proximidade enlouquece, traz conflitos de escolhas, teimosia, brigas com a tecnologia, risadas, comida em excesso e barulho na casa.

Depois de anos sendo a fonte principal fonte de cabelos brancos dos adultos, agora dividimos esse “fardo”, sofremos juntos, fazemos contas, discutimos e torcemos para ver, todo dia, aquele rosto da chamada de vídeo, ouvir a voz na ligação ou receber um bom dia e saber que tá tudo bem.

E que teremos mais tempo para nos preocuparmos uns com os outros, ainda mais agora que o jogo virou pra essa quadra aqui.

Experiências (teóricas) de vida

Sempre ouvi dizer que para contar boas histórias é preciso viver grandes aventuras.

Ter amores, viagens, vivências inusitadas…

Bom, também já soube de autores que criaram grandes tramas sem saírem do perímetro do suas residências.

E o que vale mais? A teoria ou a prática?

Na realidade, não acredito que seja uma competição, mas, para uma pessoas que não tem tantas milhas percorridas nesse mundão, quero asseguram a todos que tá tudo bem.

Diferente daquilo que pode nos causar pressão e nos bombardear a ansiedade, não temos que sofrem por, na realidade, não termos sofridos os grandes altos e baixos que vemos na vida dos coleguinhas.

Ter exemplos é ótimo, mas sejamos as nossas próprias bússolas.

É bom colocar a cara no mundo e tentas coisas diferentes, mas o dia a dia, até o mais rotineiro e Às vezes monótono, também é uma aventura. Acordar, enfrentar seus medos, ir à luta pelo que gosta, também é um desafio e uma experiência válida.

Todo dia é uma oportunidade de fazer algo novo, se você quiser. E pode ser dentro do seu próprio universo. Só não deixe de viver por medo de não ser o Mochileiro das Galáxias, o Desbravador do MAres Distantes.

Viva seu melhor. Aproveite cada momento e saiba que isso já é o suficiente.

Grandes ou pequenas, todos temos as nossas aventuras. Sejam elas vividas no mundo real ou ambientadas em páginas de livros e filmes.

Como nós absorvemos todas as informações e transpormos para a nossa vida e relacionamentos é o mais relevante.

Então, nessa prova da vida, vale ter o conhecimento prático ou teórico. O importante e não deixar de buscar por ele, nunca!

Foto por cottonbro em Pexels.com

Fazendo as pazes com o passado

Olá… cê tá bem?

Quanto tempo que não conversamos, né?

Como tem passado? Ou melhor, como tá aí no passado? Tá tudo meio parado, sempre na mesma?

Desculpa se te abandonei. Não foi minha intenção. É que, por muito tempo, pensar em você doía muito.

Por quê? Ah, você não sabe o que aconteceu, né?

Não queria encarar o futuro e acabar te decepcionando. Sei que sempre se preocupou com o tempo passando e como já havia perdido tanta coisa só de pensar que estava perdendo algo.

Bom, se serve de consolo, isso aí não mudou.

Outras coisas sim.

Não somos nenhuma daquelas coisas que você imaginou. Estar plena, ser independente ou com uma carreira digna de um dos livros ou séries lidas.

Aliás, alguns sonhos se perderam nas intempéries do mundo real.

Mas quer saber? Algo não mudou: sua essência. Ainda é a mesma! De quem vive com a cabeça entre nuvens de imaginação, das mais mirabolantes histórias até a conversa com os seus personagens imaginários.

Aquelas músicas que você ouvia em seus cds gravados com windows media player ou comprados em mercados “diferenciados” por aí, cê ainda ouve e sente um quentinho na alma. Mas muitas outras chegaram. E você expandiu esse universo. E MUITO!

Dos grandes amigos, alguns ficaram pelo caminho…

Todos crescem, evoluem, vão embora. Não se preocupe, outros vieram.

Animais de estimação se foram, você chorou. Outros chegaram para ocupar todo o espaço da sua cama e do coração.

Seus personagens, por um tempo, ficaram quietos. A vida fez com que eles se calassem.

A escrita e leitura tiveram foco acadêmico ou laboral por um grande período. No entanto, tudo voltou ao eixo e essas paixões retornaram ao devido espaço de destaque na vida.

Demorou, mas criei coragem para encará-la novamente e dizer que te amo. E que tá tudo bem.

Nem sempre a vida segue os planos. Tem gente melhor do que as outras nessa questão de planejamento e execução. Mas quer saber a verdade? Não tem problema nenhum ser assim! Somos floquinhos de neve únicos e especiais, com as próprias dúvidas, medos e superações.

Infelizmente, realmente perdemos conexão e oportunidades importantes. Afinal, o que somos se não seres imperfeitos que buscam nos desenvolver a cada dia?

Peço perdão pelo “gelo” durante todos os anos. Prometo que comecei a derretê-lo. E a partir de hoje, espero que possamos seguir esse caminho lado a lado de novo.

Parei de me esconder. Admiti meus erros. Aceitei os problemas e vou me esforçar para superá-los. Aliás, para superarmos!

Tudo vai dar certo. Eu tenho fé.

Espero que entenda o meu medo de encarar essa conversa franca. Não queria desapontá-la como por muito tempo acreditei que faria.

Nunca deixarei que seja esquecida. O trajeto ainda é longo. Então, sebo na canelas.

Agora que estamos juntas novamente, nada vai nos impedir de conquistar novos sonhos. Acessar horizontes nunca antes vistos.

Que nunca mais nos afastemos. E que estejamos em paz, sempre. Saiba que, sem o que você começou, não seria o que sou hoje. Posso não ser o seu futuro perfeito, mas tenho certeza de que sente orgulho dessa jornada.

Obrigada pela paciência.

Foto por Jordan Benton em Pexels.com

Como você quer ser lembrada(o)?

Temos vivido em um período em que lidamos, quase que diariamente, com o lembrete permanente de que a vida é um bem precioso e que tem uma duração que nenhum de nós sabe qual é.

Uma dádiva passageira. Que merece ser valorizada. E aproveitada da melhor forma possível.

Com essa questão em mente, não é possível deixar de pensar: como gostaria que as pessoas à minha volta lembrem da minha presença em suas vidas? Qual é o legado que desejo deixar nesse mundo compartilhado com tantas pessoas?

O que faria de diferente? Qual seria o caminho escolhido? Que mudanças faria para que o futuro trouxesse lembranças permanentemente boas?

Definitivamente, pensamentos de evolução pessoal surgem na mente. Poderia ser um ser vivo melhor, com mais amor distribuído, mais proatividade e empatia.

Se pudesse, gostaria de deixar como marca uma vida que trouxe sorrisos. Corações quentinhos de alegria.

Lembrada pelo amor semeado, os momentos compartilhados. As risadas, as amizades e relações de afeto.

Mas será que sempre conseguimos esse pensamento positivo? Todo dia é uma batalha. É complicado. E é uma tarefa que, com satisfação, aceito. Ser mais amável, menos egoísta e mais empática.

Para que, assim, possa deixar a trajetória de uma pessoa que viveu, errou, mas aprendeu com cada situação. Que já teve atitudes das quais não se orgulha, mas pôde crescer e evoluir. Tirar ideias antigas da sua vida e espalhar mensagens de um mundo melhor, amoroso.

E esse é o meu objetivo. Poder usar a minha experiência nesse mundo como algo que pode impactar positivamente, nem que seja uma só formiga dessa Terra. Não sei o quanto dessa tarefa será cumprida, mas vale a tentativa.

E você, como quer sem lembrada(a)?

Foto por Suzy Hazelwood em Pexels.com

Será?

 

A vida imita a arte. E vice versa.

E, às vezes,  uma música é a única forma de explicar o que estamos sentindo.

Como o mundo nos trata.

Esses dias, bateu uma identificação com uma certa canção nacional… será que deu para descobrir qual é?

A torrente de pensamentos aconteceu como uma releitura/emoções.

Que seguiu assim: Ainda que tentemos fugir das garras daquilo que nos faz mal. Não pertencemos a el(x).

Dominar a gente não vai trazer compreensão, não importa o quanto o elemento tóxico tente te convencer.

Não precisamos estar rodeados de pessoas para saber qual o caminho, onde estamos. Estar só não é estar solitário.

Ainda que duvidem. Essa pressão não é correta. Isso não é sinal de amor.

Geram confusão, nos fazem acreditar que tudo está em nossa cabeça, que imaginamos. E que nada vai mudar, nunca. E a batalha já está perdida, nossos esforços em vão.

Todos os monstros que inventamos ou que inventam para a gente nos engolem, nos deixam perdidos.

Noites e noites gastas por medo dessa escuridão que chega.

Isolados, sozinhos. Achando que nada mais importa no mundo.

Perdemos o sono buscando a saída. Para chegarmos ao fim são e salvos. Tentando não deixar egoísmo acabe com o coração e alma.

Conseguiremos superar isso? (Ainda mais em tempos tão difíceis!)

E tudo aquilo que não está na nossa alçada. Os erros externos, as escolhas ruins. Vamos ter que viver com as consequências disso.

Pra sempre. Nós responderemos por eles? Talvez. Mas que saibamos a nossa real parte em tudo o que acontece. E que não deixemos de lutar pelo melhor.

Será que venceremos? (se serve de consolo, eu acho que sim)

Hoje o texto tá um pouquinho diferente. Se curtiram essa “inspiração”, comentem que tó curiosa para fazer mais umas.

Foto por Pixabay em Pexels.com

Vício em procrastinar

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Olha aí as horas passando

As listas de demandas se amontoando.

Oportunidades sumindo por entre os dedos das mãos que deviam produzir algo.

Mas estão ocupadas digitando grandes nadas.

Palavras e pesquisas a esmo.

Horas e horas perdidas, sem razão.

Desculpas e desculpas empilhadas junto aos planos que nem podem ser chamados de mal sucedidos.

Porque nunca saíram do papel.

Então não há como perder um jogo que nem começou.

Todas as vezes que prometeu que iria mudar.

Melhorar.

Correr atrás dos sonhos. Parar de se acomodar com aquilo que incomoda há tempos.

Onde está o momento em que gasta as pernas indo até esse objetivo?

Foi engolido pelas cobertas. Os cinco minutinhos, que se tornaram 10… 20… 30… 60…

E não houve mudança… aquele estalo. A criação de alguma coisa.

A saída para fazer algo que motiva. Dá orgulho.

Cadê as tentativas?

Ficam só presas a frases inspiradoras e bonitas, em mensagens, sempre atrasadas, para aqueles que insistem em não desistir de quem não dá a devida atenção.

Mesmo que nem sempre mereça o esforço, já que não faz valer aquilo que te oferecem.

A vergonha da procrastinação que persegue como uma sombra. Um carrapato que não larga.

A tristeza que a acomodação traz. A sensação de que nada nunca vai mudar.

Os litros de lágrimas salgadas que escorreram e o peso no peito por seguir vivendo assim.

Uma reabilitação que se inicia, termina, parece funcionar e termina em recaída.

E com os caquinhos da sua existência espalhados, recolhidos com cuidado. Alguns perdidos, outros inutilizados.

Tenta recomeçar. Esquecer as vozes que gritam. A necessidade de tomar as mesmas decisões. Cometer os erros de sempre.

A batalha é diária. A reação química tá rolando no organismo.

O vício é uma doença que precisa de cuidado…

Engole o choro, respira fundo. Todo dia é nova oportunidade para não (se) enrolar mais uma vez.

Foto por Lina Kivaka em Pexels.com