Sou uma pessoa insegura, indecisa, sem rumo na vida, sem leme para me guiar: na verdade não sei o que fazer comigo.

Clarice Lispector

Mudanças em Andamento

Um dia eu decidi que não queria mais seguir a vida da mesma forma de sempre. Eu estava cansada de todas as repetições daquela rotina de trabalho-casa. Ou, em alguns casos casa-casa. (Isolamento necessário. Fiquem seguros)

Respirei fundo depois de choras muito e pensei no que poderia fazer. Selecionei o que gostava, pesquisei.

Percebi que depois de tanto tempo sem me desafiar a sair da zona de conforto, deixando de buscar desafios, aprender coisas novas ou realmente investir em algo que estivesse além do padrão, eu já não sabia mais o que queria.

Não me conhecia profissionalmente. Estava presa a uma eterna vida de repetições. De insatisfação.

Com o tempo, o medo havia se tornado o principal fator, acompanhado de agravantes como idade, estabilidade, gastos fixos da vida adulta.

Nunca tive o momento de jogar tudo pro alto, começar de novo. Arrancar as páginas anteriores e iniciar um novo capítulo. Desapegando daquele tempo que foi investido anteriormente.

Tudo bem, não estava tudo perdido. Aquelas horas eu não reaveria, mas foram etapas importantes para me levarem até onde eu estava naquele momento.

Cada centímetro para a frente era uma vitória. O quase passo dado em direção à mudança.

Desde o dia em tomei a decisão, vivo com ela martelando a minha cabeça.

Infelizmente, essa não é a história de como alguém chega lá, mas de como alguém vive quando quer chegar até um lugar que não sabe aonde é, mas o seu aqui já não satisfaz mais.

Diariamente, sentimentos se amontoam na cabeça e no coração. Pedindo para que tente, que mude, que mexa alguns centímetros de novo.

Existem momentos em que a necessidade de me movimentar e mudar é tão grande que chega a ser paralisadora. Faz sentido? Querer tanto que algo saia daquele marasmo, mas, com isso, travar ainda mais?

Outras vezes, é como estar em areia movediça. Quanto mais movimento, mais me afundo.

E nessa hora, eu escrevo.

Escrevo porque não consigo sair do lugar, mas, ainda que parada fisicamente, as palavras saem por aí, Voam por mim enquanto não consigo abrir as minhas asas.

Escrevo porque sei que mais gente tá assim. Para dizer que não estão sozinhas e que é difícil, mas não impossível.

Escrevo porque a cada parágrafo, estou um centímetro mais distante dos monstros que me pressionam a agir

Também escrevo para me enganar, acreditando que isso é tudo o que posso fazer.

Nesse processo de barganha entre as minhas emoções, eu sigo aqui, digitando e digitando. Até que aquele dia em que eu decidi mudar receba sua continuação, com a efetiva mudança.

Mas esse vai ser outro dia…

Foto por Alexas Fotos em Pexels.com

Segundas Musicais #137

Olá pessoas!

E não é que estamos no último dia de novembro? O ano tá passando que nem um trator em cima da gente e rápido demais (não vou reclamar porque logo chega o recesso, então, pode voar).

Então, bora pra uma listinha animada pra dar aquele fôlego pro sprint de 2020? (Rimou. xD)

#SomNaCaixa

01. Serena Ryder – Stompa

02. Sara Bareilles – Brave

03. Rachel Platten – Fight Song

04. Walk The Moon – Shut Up And Dance

Espero que tenha dado aquela animada pra semana. Vamo que vamo, gente!

Até a próxima!

Meu Novo Amor (de mentira) #Resenha

Título/Autora: Meu Novo Amor (de mentira), L.C Almeida

Avaliação: De olho nas escadas da vida.

Olá, pessoas!

Uma resenha rapidinha de uma história curta e fofinha.

Quem me conhece sabe que não sou tão inclinada a histórias de amores que começam de forma avulsa, meio à primeira vista (coração peludo que fala? HAHAHA)

Maaaas, às vezes histórias gracinha no momento certo podem fazer sentido e pentear o mais cabeludo dos corações.

E foi exatamente isso que aconteceu com essa história!

Na trama, Belinda está no meio de uma crise, chorando nas escadas de seu trabalho porque seu ex enviou o convite do casamento.

Nessa hora, um lindo estranho aparece e dá apoio a ela. Só que o que Belinda não sabia era que esse desconhecido se tratava do cliente em potencial da agência dela!

Rurik, um jogador de futebol famoso que, ironicamente, também sofreu um revés no amor.

O destino juntou essas duas pessoas para se ajudarem num plano de “namoro de mentirinha” e é muito interessante ver como se conhecem, a interação via mensagem e suas socializações.

Agora, quem quiser saber o resto, precisa ler!

O texto é leve, super fluído e a leitura foi muito ligeira. Ótimo para aqueles dias em que precisamos de algo tranquilo.

Alguém aí conhece a história? Conta o que achou!

Notas da Audivizueira n°30

Olá, gente!

Hoje vai ter uma resenha de série procêis! Algo novo na Netflix, mas que já conquistou muitos corações!

Começo admitindo que eu não vi a série brasileira, sei que preciso, não me julguem.

Maas, bora falar de Julie e os Fantasmas! Ela é curtinha (padrão streaming) e super fofa.

Em um dia eu já tinha terminado os episódios, é esse tipo de produção. (Mas eu sou suspeita nessas coisas porque adoro quando séries tem música, aprendizado e fofura).

E sobre o que fala? Vocês me perguntam… narra a trama de uma garota do ensino médio que perdeu sua mãe e com isso, seu amor pela música se esvaiu. (Incluindo seu declínio no programa de música do colégio).

Tudo isso muda quando ela, num dia em que foi limpar o espaço que era da sua mãe, encontra um cd e “libera” os fantasmas da banda.

Aliás, a banda é composta por jovens que iam fazer o primeiro show em um lugar importante, mas morreram ao comer cachorros quentes esquisitos.

Ao longo dos episódios, conhecemos um pouco mais sobre os personagens, curtimos as canções e nos cativamos por essas pessoas.

Após os sustos e brigas iniciais, Julie e seus fantasmas acabam juntos em uma banda.

Também tem um problema aí que acontece pra sacudir a vida (e a morte) do pessoal.

Não conheço o elenco (fora um dos coadjuvantes), porém, tem a assinatura do Kenny Ortega, então, dá pra saber o nível da produção.

Achei divertido, emocionante e ótimo pra aproveitar num fds em que precisava de descanso.

Alguém aí já viu? O que achou?

A grama do vizinho

Sempre parece mais verde, né?

Mas que mania besta que a gente tem de ficar comparando TUDO.

Como se a vida fosse uma competição e todo mundo estivesse lutando para conseguir o prêmio final.

Desencana, galera. Cada um vive o seu da melhor maneira possível. Tentando ajudar o próximo e, de preferência, sem derrubar o coleguinha.

Viver conforme a expectativa de conquista comparada aos outros é estressante. Desgasta corpo e mente.

E, no fim, nos torna ranzinzas e resignados.

Precisamos aprender a cultivar o nosso jardim da melhor forma. E, com ele, ser feliz. Porque é algo feito com dedicação e carinho.

Todo esforço vale a pena. E muitas vezes esquecemos de celebrar essas conquistas, nem que seja manter um cacto vivo no meio de um monte de mato seco.

Se tudo o que conseguiu foi essa plantinha espinhosa e resistente, comemore. É o seu jardim tomando forma.

Nós perdemos tanto tempo preocupados com a vida alheia. Horas e horas que nunca vão voltar.

Então, pegue o seu regador, escolha a sua planta e bora cultivar coisas boas. Fazendo a árvore da alegria, da felicidade e do amor próprio crescer no seu pedacinho de grama!

Segundas Musicais #136

Olá, pessoas!

Ainda estamos com alguma manutenção (mais relacionada ao quesito humano do blog do que a estrutura dele). Maaas, para não deixar mais uma segunda sem som, que tal umas musiquinhas sobre saúde mental, força para manter o equilíbrio e superações. (mesmo que esteja nas entrelinhas).

Algumas canções são repetidas, mas só porque são maravilhosas e o post de hoje tá meio correndo para sair.

#SomNaCaixa

01. Supercombo – Maremotos

02 . Matchbox Twenty – Unwell

03. Praying – Kesha

04. Julia Michaels e Selena Gomez – Anxiety

Espero que curtam!

Até a próxima semana!