Vivendo no modo acelerado

Faz um tempo que eu não consigo acalmar a mente.

Os pensamentos parecem que foram plugados na tomada, 220 volts, potência alta.

Um turbilhão incoerente se forma a cada segundo. Impossível manter o foco, a concentração. Tudo se move lentamente, mas rápido demais.

Não consigo ler direito, ou, quando leio, não retenho as Informações.

Assisto todos os filmes e série na velocidade mais rápida. Pulo cenas.

Não aprecio os momentos, crio vínculos precários. Ainda que esteja presente, não vivo a experiência.

É como estar assistindo ao filme da vida, mas nada acontece completamente. Fico só naquela montagem, mas, no fim, não há transformação.

Há uma ansiedade e tédio constantes. Um sentimento de tempo perdido, a urgência de algo que está por vir, só que não dou a devida atenção. Perco o timing enquanto corro atrás de uma ilusão.

Aprisionada em um relógio cujos ponteiros estão desenfreados.

Corro o tempo todo.

Não sei por quê.

Nem para onde.

Muito menos de quê.

Ou como desacelerar

É uma Fórmula 1 da vida real, mas, no fim, não pareço conquistar a pole position, muito menos o campeonato.

Como o Coelho da Alice, pareço atrasada para tudo, mas, ao cair no buraco, não chego ao destino.

No fim, tô só a vaca do Twister, rodando sem parar no meio do furacão.

Buscando o ponto para ficar. A calmaria no meio da confusão.

Tem dias mais difíceis, outros nem tanto.

O relógio ainda tá rodando rápido, mas já consigo diferenciar os ponteiros.

Um segundo, um minuto, uma hora por vez. Vou (so)brevivendo nesse modo acelerado até conseguir viver na velocidade “normal”.

Segundos Musicais n°166

Olá, gente!

Inspirada no fim de semestre (meu, inclusive). Provas, estudos e correria para terminar tudo…

Por isso, hoje tem só clipes e músicas ambientadas no colégio.

#SomNaCaixa

01. B5 – Matemática

02. Panic! At The Disco – New Perspective

03. High School Musical- We’re All in This Together

04. Fall Out Boy – Dance, Dance

Até a próxima!!

Chamado aos despropositados

Aos perdidos. Sem rumo nenhum. Confusos.

Aqueles que acordam todos os dias pensando “Qual será a razão para eu estar perambulando nessa Terra?”

Indecisos, travados em frente a um caminho cheio de possibilidades, mas sem ter a menor ideia de qual seguir (ou qual o destino a rumar em direção).

Ansiosos, aqueles que pensam em todas as formas que podem falhar caso escolham uma ou outra opção. Não sabem se estão aqui para ajudar ou só atrapalhar.

Solitários, mesmo com tanta gente ao redor. Suas mentes corações podem sentir o eco do vazio mais vezes do que gostariam.

Assustados, com os vultos do fracasso e da decepção que parecem o único resultado de todas as suas atitudes. ( Spoiler: não é!)

Os peixes fora d’água. Aquela peça de Lego que parece nunca encaixar. Sentimento de inaptidão, bloqueio. Medo.

Parece que não vamos encontrar o propósito. Nossa razão de ser. Passaremos a vida como fantasmas de um potencial não atingido.

Spoiler 2: Isso é uma mentira.

Tem gente que nasce com o destino já ajeitado no Google Maps da alma. Outras pessoas ficam sem sinal, dados móveis ou Wi-fi. Precisam de mapas físicos ou indicações de direção.

Você pode saber o que quer aos 9 ou as 90. Não tem tempo certo (ainda que a nossa frente queira dizer que o nosso já passou).

Pode mudar de diz. Recalcular a rota. Recomeçar a qualquer momento.

Só porque a gente ainda não sabe o que quer, não significa que nunca descobrirá .

Aos “despropositados”: Estamos juntos na busca. Nos encontraremos na linha de chegada para celebrar a vitória. Então, sigamos a caminhada.

Segundas Musicais n°165

Olá pessoas!

Hoje não poderia ser uma playlist diferente. Em homenagem a uma grande voz que se calou, mas que foi uma honra tê-la ouvido.

Grandes composições e músicas que fizeram parte de muitas cantorias da minha vida. 0brigada. Vai em paz.💛

01. A FIor e o Beija-Flor

02. Uma Vida a Mais

03. Graveto

04. Sem Sal

Até a próxima! =]

“Em dias ruins, em momentos complicados, é muito fácil a gente pensar que todo o nosso empenho foi em vão. Mas o amor tem uma forma meio maluca, porém certeira de se comunicar com a gente. Às vezes é preciso só saber ler nas entrelinhas.”

“Uma mensagem em qualquer lugar”, Paula Neiva

“Em dias ruins, em momentos complicados, é muito fácil a gente pensar que todo o nosso empenho foi em vão. Mas o amor tem uma forma meio maluca, porém certeira de se comunicar com a gente. Às vezes é preciso só saber ler nas entrelinhas.”

“Uma mensagem em qualquer lugar”, Paula Neiva

Eu lembrei

Como eu tinha esquecido disso?

Estava aqui o tempo todo, meio escondido embaixo de tantas camadas.

Mas era exatamente da forma como eu havia deixado.

Tava lá, esperando que eu encontrasse.

E como fui nó-cega durante todo esse tempo.

Nem sabia que tava perdido até reencontrar. Sabe aquela famosa frase: Cê vai achar quando não estiver procurando’?

Então, é isso mesmo.

E eu lembrei.

Mas não foi tudo de uma vez não, tipo uma epifania.

Foi aos poucos, gradativo como um sonho que a gente vai recordando logo após acordar. E que precisa se esforçar para não despertar o suficiente até esquecer.

Ai eu lembrei.

Juntando os pedaços como se fosse um pequeno quebra-cabeças

Primeiro as peças mais fáceis no canto. As que a gente distingue sem problemas entre as outras.

Depois vieram as partes complicadas, aquele céu tudo igual, os pedacinhos de grama.

E tudo se formou novamente.

Foi uma foto primeiro, uma pequena recordação de tempos”antigos”.

Depois alguns textos, mensagens salvas.
O coração ficou quentinho, inundado com a nostalgia.
Até que, por fim, a onda me atingiu.
Uma música, Sentimentos poderosos.

E o retorno a mim. O encontro com o meu eu.

Porque ficar sem isso me tornou uma estranha durante certo tempo.

Mas agora. Eu LEMBREI.

De quem eu era, de quem eu sou. A minha essência. Que foi sugada pelo dementador da vida adulta em algum momento.

Daquilo que eu amo, o que me deixa animada, o que me inspira a levantar todo dia e fazer o melhor que eu posso.

A pessoa que eu sempre tive orgulho de ser e quem eu deveria cuidar e evoluir ao longo dos anos.

Mas ela ficou guardada tanto tempo. Tá empoeirada e meio tristonha.

Ela é ótima, e vai adorar conhecer esse novo mundo. E virar o Megazord da minha própria existência.

Só que agora eu lembrei, gente. E jamais esquecerei.