Mas a vida não tem o hábito de dar tudo de mão beijada, ou de dar a você exatamente o que você quer naquele momento, senão ela não se chamaria vida, e sim máquina de vendas.

“Falando o mais rápido que posso”, Lauren Graham

Contagens Diárias

Hoje eu me estressei pelo menos 1 vez. (Se fizer a conta real, vai ser preocupante demais)

Atendi a porta 2 vezes. (Não querendo, mas só assim para receber produtos e não ter que sair de casa…)

3 lavadas de cabelo, entra e saí pela porta da sala. Álcool gel.

Foram feitas 4 refeições (Sem contar os lanchinhos aleatórios, né?)

Uns 5 e-mails foram direto para o spam.

Tão perdidos quanto os 6 recados que acabaram sem resposta

Pensei nos 7 dias na semana e não consegui lembrar em qual estava.

8 tentativas de começar um texto. Recomeço. Apago, começo, apago de novo. (O que será que tem de bom nos rascunho, naqueles papéis perdidos na cabeceira, na mesa…?)

São 9 livros em meu campo de visão (os que eu conto, porque se for contabilizar todos, esse número estoura o ábaco mental). Todos lidos. Será que eu saberia contar a história deles se alguém me perguntasse. Mas, o que eu estava fazendo mesmo?

Mais de 10 perdas de foco em menos de 20 minutos. (eu tava fazendo o que mesmo?)

30 dias de um mês que acabou de começar e, quando menos percebemos, já se passaram alguns (e os boletos, as contas, o que eu preciso pagar?)

Mais de 40 rascunhos deixados para trás com ideias que se perderam com o tempo.

Minha nossa! Os 50 livros da meta de leitura que decidi aumentar agora… (por que eu faço isso?)

Foram só 60 segundos desde a minha última vontade súbita de chorar

E 70 (cê tenta/trocadilho fail [1]) parar , mas quem disse que dá certo?

A vibe dos anos 80 da música que não saí da minha playlist do dia.

“90 dias para casar”, um novo vício por uma série/reality que não entendo como surgiu ou se vai embora tão cedo…

100 condições (trocadilho #fail [2]) de contabilizar mais nada sem precisar respirar fundo, secar as lágrimas e começar tudo de novo.

Foto por Black ice em Pexels.com

Correnteza Interior

Uma onda invade o meu corpo.

Sem entender de onde veio, uma correnteza avança sobre as minhas costelas.

Sobre pelo meu peito. Pressiona com força.

Atava a minha garganta, Entope as vias.

Chega até a minha cabeça, tampa os meus ouvidos. Ocupa a minha boca.

Invade os meus olhos.

Enche todo o meu corpo de uma súbita vontade de esvaziar.

Deixar a água correr.

Destrói todas as minhas vias de acesso.

Impede os pensamentos de circularem.

É uma necessidade de dar vazão a toda essa água que se acumula em mim.

Fazendo força para deixar o ar passar.

Preciso me livrar da pressão.

O estômago se revira, as mãos tremem.

Não sei o que me acomete.

É como um tsunami em que o recuo foi só uma impressão, equivocada, de que estava tudo bem.

As barreiras estão fracas. Elas cederam sem que eu pudesse perceber.

Dezenas de pequenas estruturas de movendo com a força da água.

Peço ajuda, grito por socorro. Internamente.

Os olhos são o único caminho para saída de todo esse sentimento.

Deixo acontecer. Passar, esvair.

E inicio o processo de secagem das minhas próprias lágrimas.

Que lavam a minha alma ao circular por todas as partes do meu corpo.

Agora, recuperando os destroços, recolho tudo o que molhou. Vejo o que dá pra ser usado, o que foi perdido. E recomeço.

Foto por burak kostak em Pexels.com

Vem cá, deitar comigo no chão #Resenha

Título/Autor: Vem cá, deitar comigo no chão, Erick Saraiva

Avaliação: Esticada no chão, revezando o olhar entre o gato e o teto.

Olá, pessoas!

Sabe aquela semana super corrida, que não dá tempo nem pra pensar direito, mas cê tá querendo ler alguma coisa e sentir que cumprir pelo menos uma missão de leitura? (as pequenas vitórias da vida!).

Então, esse livro é perfeito para esse momento. Curtinho, leve e fluído de ler.

Logo do começo, já me senti conectada pela experiência do autor com sua escrita. Sabe como é #UniãoPelasPalavras!

Entre seus versos, encontramos sentimentos e situações que todos vivemos. Podem ser aquelas vozes dentro da sua cabeça que ecoam todas as mensagens erradas para você, que ativam sua ansiedade e diminuem a sua autoestima, poemas de um amor que um dia já esteve bem, sobre os relacionamento que se desenvolveram lindamente… na sua cabeça.

Fala sobre pessoas que mudam, pessoas que crescem. Que descobrem a vida sendo mais do que só dinheiro, que ela é curta e deve ser aproveitada. Trata de amor, de estar apaixonado, dos relacionamentos que poderiam dar certo e daqueles que deram muito errado. Tristezas, alegrias e esperanças.

É sobre as preocupações da vida adulta. Sobre perder aquele arquivo do computador, os medos, os sonhos…

Cada página traz algo, nem que seja uma linhazinha só que você pode olhar de dizer em voz alta “essaí sou euzinha!”.

Adoro quando eu me encontro na leitura, ainda mais em períodos de tão necessárias distração mental frente a tanta coisa rodando na cabeça. Esse livro, com certeza foi uma das melhores coisas que eu pude encontrar para aliviar a confusão da semana.

Alguém aí já leu? Conta o que achou nos comentários!

Até a próxima! =]

Novos Truques

Quem disse que cachorro velho não aprende novos truques?

Ainda que acredite que já passou tempo demais e não dá mais para fazer nada, a famosa premissa do “é o que tá tendo”, sempre há possibilidade de evoluir, ter aprimoramento pessoal, aprender algo.

E essa quarentena de mais de 40 dias tem ensinado tanta coisa.

Acreditem, pode parecer pequena, mas toda mini-vitória deve ser celebrada. Todo novo aprendizado deve ser comemorado! Porque não tem sido um período fácil.

Eu que nunca tinha feito café, aprendi, fiz a primeira, a segunda, a centésima xícara.

Quebrei a cafeteira, aprendi a usar o filtro. Troquei o papel pelo pano.

Para quem nunca tinha feito um prato além de arroz e preparo de itens no micro-ondas, fiz meu primeiro macarrão com molho que ficou aceitável ao ponto de não matar ninguém que o consumiu.

A pessoa com zero foco para ouvir audiobooks já terminou 3 e tá indo em direção a mais um final!

Se a responsabilidade parental de felinos parecia complicada, uma casa cheia de animais é um desafio. Mas, nenhum fica sem água, alimentos e remédios sob a visão atenta de que foi deixado cuidando de um mini-zoo.

E, se não havia possibilidade de começar um novo curso a longo prazo depois de “velha”, essa que vos fala riu na cara do perigo e começou mais uma graduação.

Todas essas mini atividades não parecem nada mais do que a obrigação de uma ser humana vivente, pagador de impostos e dito morador da Terra que deve buscar pela constante evolução.

Mas não é assim que funciona, não tá dando pra vencer todo dia. Se há um minuto de equilíbrio, já tô no lucro.

Por isso, largando a mania de grandeza do aprimoramento individual, aprendi a celebrar cada um dos pódios dessa vida. Seja aquele cafezinho ou o próximo bacharelado.

Sabe por quê? Porque não estamos num sistema de pontuação (desculpa, The Good Place), e devemos só aproveitar cada momento, sem querer colocar um valor maior ou menor. Toda conquista é válida.

E todo aprendizado é valorizado!

Então, chamando todos os doguinhos-humanos do mundo. Bora aprender todos os truques que quisermos! Sejam eles grandões ou pequenininhos. São todos válidos!

Foto por Peggy Anke em Pexels.com

Papéis Invertidos

A vida é mesmo uma caixinha de surpresa, como já dizia aquela esquete de comédia.

Uma baita ironia, na verdade. E sabe porquê?

Antes eram eles que ficava preocupados o tempo inteiro.

Agora, sou eu quem não consegue deixar a mente se acalmar um só segundo.

Se não atendem o telefone, já estou prestes a chamar todos os socorristas e helicópteros de emissoras para encontrar os “véinhos’ perdidos.

Reclamo das desculpas por não terem carregado o celular, levado ao sair. Por terem gasto todos os dados móveis em vídeos do Zap ou vendo qualquer tranqueira na internet.

Quero saber se estão bem cobertos no frio, se não esqueceram de levar “o casaquinho” e nada de tomar FRIAGEM!

Se tomaram a vitamina C ou aproveitaram a vitamina D dos dias ensolarados…

Estão jantando ou só comendo qualquer besteira no café da tarde ou à noite. Insistindo que é necessário se alimentar direito.

Quero saber aonde vão, com quem estão socializando, se estão sentindo algum sintoma esquisito, o que é aquela dor no dedão ou porque não me avisaram desse batimento que está descompassado? Os exames estão em dia? Foram ao médico?

Fecharam as portas, falaram com estranhos, deixaram a comida na geladeira, tomaram todos os remédios?

A distância dá saudade, aperta o coração, enche os olhos de lágrimas.

A proximidade enlouquece, traz conflitos de escolhas, teimosia, brigas com a tecnologia, risadas, comida em excesso e barulho na casa.

Depois de anos sendo a fonte principal fonte de cabelos brancos dos adultos, agora dividimos esse “fardo”, sofremos juntos, fazemos contas, discutimos e torcemos para ver, todo dia, aquele rosto da chamada de vídeo, ouvir a voz na ligação ou receber um bom dia e saber que tá tudo bem.

E que teremos mais tempo para nos preocuparmos uns com os outros, ainda mais agora que o jogo virou pra essa quadra aqui.

Experiências (teóricas) de vida

Sempre ouvi dizer que para contar boas histórias é preciso viver grandes aventuras.

Ter amores, viagens, vivências inusitadas…

Bom, também já soube de autores que criaram grandes tramas sem saírem do perímetro do suas residências.

E o que vale mais? A teoria ou a prática?

Na realidade, não acredito que seja uma competição, mas, para uma pessoas que não tem tantas milhas percorridas nesse mundão, quero asseguram a todos que tá tudo bem.

Diferente daquilo que pode nos causar pressão e nos bombardear a ansiedade, não temos que sofrem por, na realidade, não termos sofridos os grandes altos e baixos que vemos na vida dos coleguinhas.

Ter exemplos é ótimo, mas sejamos as nossas próprias bússolas.

É bom colocar a cara no mundo e tentas coisas diferentes, mas o dia a dia, até o mais rotineiro e Às vezes monótono, também é uma aventura. Acordar, enfrentar seus medos, ir à luta pelo que gosta, também é um desafio e uma experiência válida.

Todo dia é uma oportunidade de fazer algo novo, se você quiser. E pode ser dentro do seu próprio universo. Só não deixe de viver por medo de não ser o Mochileiro das Galáxias, o Desbravador do MAres Distantes.

Viva seu melhor. Aproveite cada momento e saiba que isso já é o suficiente.

Grandes ou pequenas, todos temos as nossas aventuras. Sejam elas vividas no mundo real ou ambientadas em páginas de livros e filmes.

Como nós absorvemos todas as informações e transpormos para a nossa vida e relacionamentos é o mais relevante.

Então, nessa prova da vida, vale ter o conhecimento prático ou teórico. O importante e não deixar de buscar por ele, nunca!

Foto por cottonbro em Pexels.com

Fazendo as pazes com o passado

Olá… cê tá bem?

Quanto tempo que não conversamos, né?

Como tem passado? Ou melhor, como tá aí no passado? Tá tudo meio parado, sempre na mesma?

Desculpa se te abandonei. Não foi minha intenção. É que, por muito tempo, pensar em você doía muito.

Por quê? Ah, você não sabe o que aconteceu, né?

Não queria encarar o futuro e acabar te decepcionando. Sei que sempre se preocupou com o tempo passando e como já havia perdido tanta coisa só de pensar que estava perdendo algo.

Bom, se serve de consolo, isso aí não mudou.

Outras coisas sim.

Não somos nenhuma daquelas coisas que você imaginou. Estar plena, ser independente ou com uma carreira digna de um dos livros ou séries lidas.

Aliás, alguns sonhos se perderam nas intempéries do mundo real.

Mas quer saber? Algo não mudou: sua essência. Ainda é a mesma! De quem vive com a cabeça entre nuvens de imaginação, das mais mirabolantes histórias até a conversa com os seus personagens imaginários.

Aquelas músicas que você ouvia em seus cds gravados com windows media player ou comprados em mercados “diferenciados” por aí, cê ainda ouve e sente um quentinho na alma. Mas muitas outras chegaram. E você expandiu esse universo. E MUITO!

Dos grandes amigos, alguns ficaram pelo caminho…

Todos crescem, evoluem, vão embora. Não se preocupe, outros vieram.

Animais de estimação se foram, você chorou. Outros chegaram para ocupar todo o espaço da sua cama e do coração.

Seus personagens, por um tempo, ficaram quietos. A vida fez com que eles se calassem.

A escrita e leitura tiveram foco acadêmico ou laboral por um grande período. No entanto, tudo voltou ao eixo e essas paixões retornaram ao devido espaço de destaque na vida.

Demorou, mas criei coragem para encará-la novamente e dizer que te amo. E que tá tudo bem.

Nem sempre a vida segue os planos. Tem gente melhor do que as outras nessa questão de planejamento e execução. Mas quer saber a verdade? Não tem problema nenhum ser assim! Somos floquinhos de neve únicos e especiais, com as próprias dúvidas, medos e superações.

Infelizmente, realmente perdemos conexão e oportunidades importantes. Afinal, o que somos se não seres imperfeitos que buscam nos desenvolver a cada dia?

Peço perdão pelo “gelo” durante todos os anos. Prometo que comecei a derretê-lo. E a partir de hoje, espero que possamos seguir esse caminho lado a lado de novo.

Parei de me esconder. Admiti meus erros. Aceitei os problemas e vou me esforçar para superá-los. Aliás, para superarmos!

Tudo vai dar certo. Eu tenho fé.

Espero que entenda o meu medo de encarar essa conversa franca. Não queria desapontá-la como por muito tempo acreditei que faria.

Nunca deixarei que seja esquecida. O trajeto ainda é longo. Então, sebo na canelas.

Agora que estamos juntas novamente, nada vai nos impedir de conquistar novos sonhos. Acessar horizontes nunca antes vistos.

Que nunca mais nos afastemos. E que estejamos em paz, sempre. Saiba que, sem o que você começou, não seria o que sou hoje. Posso não ser o seu futuro perfeito, mas tenho certeza de que sente orgulho dessa jornada.

Obrigada pela paciência.

Foto por Jordan Benton em Pexels.com

Como você quer ser lembrada(o)?

Temos vivido em um período em que lidamos, quase que diariamente, com o lembrete permanente de que a vida é um bem precioso e que tem uma duração que nenhum de nós sabe qual é.

Uma dádiva passageira. Que merece ser valorizada. E aproveitada da melhor forma possível.

Com essa questão em mente, não é possível deixar de pensar: como gostaria que as pessoas à minha volta lembrem da minha presença em suas vidas? Qual é o legado que desejo deixar nesse mundo compartilhado com tantas pessoas?

O que faria de diferente? Qual seria o caminho escolhido? Que mudanças faria para que o futuro trouxesse lembranças permanentemente boas?

Definitivamente, pensamentos de evolução pessoal surgem na mente. Poderia ser um ser vivo melhor, com mais amor distribuído, mais proatividade e empatia.

Se pudesse, gostaria de deixar como marca uma vida que trouxe sorrisos. Corações quentinhos de alegria.

Lembrada pelo amor semeado, os momentos compartilhados. As risadas, as amizades e relações de afeto.

Mas será que sempre conseguimos esse pensamento positivo? Todo dia é uma batalha. É complicado. E é uma tarefa que, com satisfação, aceito. Ser mais amável, menos egoísta e mais empática.

Para que, assim, possa deixar a trajetória de uma pessoa que viveu, errou, mas aprendeu com cada situação. Que já teve atitudes das quais não se orgulha, mas pôde crescer e evoluir. Tirar ideias antigas da sua vida e espalhar mensagens de um mundo melhor, amoroso.

E esse é o meu objetivo. Poder usar a minha experiência nesse mundo como algo que pode impactar positivamente, nem que seja uma só formiga dessa Terra. Não sei o quanto dessa tarefa será cumprida, mas vale a tentativa.

E você, como quer sem lembrada(a)?

Foto por Suzy Hazelwood em Pexels.com