Notas da Audiovizueira n°45

Bora falar de audiovisual?

Quem aí não adora maratonar uma boa série no streaming favorito?

E quando é uma produção brasileira com uma qualidade excelente? Melhor ainda!

Em “Cidade Invisível”, produção que está na aba de Carlos Saldanha, nosso representante brasileiro em diversas animações internacionais como “Rio” e ” A Era do Gelo”. Além disso, fora a fonte folclórica, tem escritores da literatura nacional como consultores: Raphael Dracoon e Carolina Munhoz. Taí uma bela combinação.

Agora, tá na hora de saber um pouco mais sobre a série.

• História

Eric trabalha na polícia ambiental do Rio de Janeiro. Após uma perda traumática, ele se afunda no trabalho para buscar pistas sobre o ocorrido, ainda mais quando encontra conexões de outras mortes suspeitas. Isso inclui  um boto cor-de-rosa no litoral.

Aliás, toda a trama está  envolvida com elementos e personagens do folclore brasileiro.

É muito interessante ver nosso folclore como a inspiração para uma série genial. Abrindo espaço para mais pessoas conhecer a vastidão da nossa cultura.
Não vejo a hora de ter uma segunda temporada com ainda mais personagens e lendas.

Além da trama de Eric, também temos uma pequena comunidade que sofre com a pressão para venda de território.

• Elenco

Olha, taí um elenco excelente. Ótimas escolhas para interpretarem grandes personagens como o Saci, Yara e a Cuca.

Alguns destaques são Marco Pigosi, o Eric. Alessandra Negrini sendo genial e o Jimmy, ex-vocalista do Matanza participando de série.

Pontos Fortes

A forma como adaptaram cada lenda aos dias atuais, além de explicar origens. A conexão de todos e a qúnica entre o elenco. Sua dinâmicas e o formato criativo de apresentar algo conhecido de um modo renovado.

Momentos não tão daora...

Achei alguns personagens subutilizados e não queria a saída de alguns deles.

Mas, no geral, adorei além e estou ansiosa para que tenha mais episódios.

Quem ai já viu?

Segundas Musicais #149

Olá, gente!

Segunda trazendo um mês novo, né?

Que tal uma playlist cheia de músicas que fazem parte de filmes inspirados em livros?

#SomNaCaixa

01. Placebo – Where is my mind (Clube da Luta)

02. Mike Ekko – Smile (Cidades de Papel)

03. Lily Allen – Littlest Thing (Simplesmente Acontece)

04. Beirut – Elephant Gun (Capitu)

Espero que curtam!

Até para a próxima! =]

Notas da Audiovizueira n°35

Oie, gente!

Hoje vamos falar de uma série super legal que eu vi recentemente.

Adoro histórias adolescentes com suas evoluções, neuroses e crushs. É tão nostálgico, mas, ao mesmo tempo, libertador saber que essa fase passou.

Em todo caso, bora pro “Eu Nunca”. Na trama, Devi é uma jovem que perdeu seu pai e, com o trauma, acabou numa cadeira de rodas. Como era uma questão psicológica, ela voltou, eventualmente a caminhar.

Agora, começando um novo ano no colégio, não quer ser lembrada como a garota traumatizada e sem pai. Quer ser descolada, sair e fazer coisas novas, além de se aproximar do garoto que gosta.

Junto com as melhores amigas, Fabiola e Eleanor e, às vezes longe, em ataques de egoísmo típico adolescente ela enfrenta a ansiedade de crescer e encontrar seu lugar no mundo. Outros personagens são o seu crush, Paxton e o arqui-inimigo, Ben.

Série da Netflix, criada pela Mindy Kaling, conhecida por The Office e The Mindy Project, narra a história de um jeito leve, divertido e que emociona. Tem inclusão e temas importantes.

Fala de amizade, amor, perda, medos, tradições, mágoas, superação e crescimento. Tudo de forma descontraída e sensível.

Durante os episódios, Devi precisa lidar com os sentimentos reprimidos em suas inusitadas interações com a terapeuta, aprender a importância da amizade e as grandes mudanças que acontecem na vida de todos. Entende o valor de estar presente para as pessoas amadas.

Alguém aí já viu? Conta o que achou.

Até a próxima! =]

Notas da Audivizueira n°30

Olá, gente!

Hoje vai ter uma resenha de série procêis! Algo novo na Netflix, mas que já conquistou muitos corações!

Começo admitindo que eu não vi a série brasileira, sei que preciso, não me julguem.

Maas, bora falar de Julie e os Fantasmas! Ela é curtinha (padrão streaming) e super fofa.

Em um dia eu já tinha terminado os episódios, é esse tipo de produção. (Mas eu sou suspeita nessas coisas porque adoro quando séries tem música, aprendizado e fofura).

E sobre o que fala? Vocês me perguntam… narra a trama de uma garota do ensino médio que perdeu sua mãe e com isso, seu amor pela música se esvaiu. (Incluindo seu declínio no programa de música do colégio).

Tudo isso muda quando ela, num dia em que foi limpar o espaço que era da sua mãe, encontra um cd e “libera” os fantasmas da banda.

Aliás, a banda é composta por jovens que iam fazer o primeiro show em um lugar importante, mas morreram ao comer cachorros quentes esquisitos.

Ao longo dos episódios, conhecemos um pouco mais sobre os personagens, curtimos as canções e nos cativamos por essas pessoas.

Após os sustos e brigas iniciais, Julie e seus fantasmas acabam juntos em uma banda.

Também tem um problema aí que acontece pra sacudir a vida (e a morte) do pessoal.

Não conheço o elenco (fora um dos coadjuvantes), porém, tem a assinatura do Kenny Ortega, então, dá pra saber o nível da produção.

Achei divertido, emocionante e ótimo pra aproveitar num fds em que precisava de descanso.

Alguém aí já viu? O que achou?

Notas da Audiovizueira nº24

Olá, gente!

Tem muita coisa legal para assistir nos streamings, né? Todo dia lançam algo. Fica difícil seguir tudo, mas é bom saber que sempre há uma novidade para curtir.

Bora pra lista?

01. Umbrella Academy

Baseada nos quadrinhos de Gerard Way e Gabriel Bá, a trama gira em torno de uma família cheia de irmãos com superpoderes que está tentando resolver o misterioso falecimento do patriarca.

Disponível em: Netflix

02. Green Book

Esse filme ganhador do Oscar, inspirado em um livro que circulou entre os anos 1930 e 60, narra a história de um homem que precisa de dinheiro e aceita o trabalho de motorista para um famoso pianista negro.

Disponível em: Amazon Prime Vídeo

03. O Menino que Descobriu o Vento

Baseado em fatos reais, o livro, escrito por William Kamkwamba e Bryan Mealer, trata-se da trajetória de um menino que, para salvar seu vilarejo, constrói uma turbina eólica.

Disponível em: Netflix

04. Ela disse, Ele disse

Inspirado n livro de mesmo nome, da autora Thalita Rebouças, acompanha a história de adolescentes mostrando o ponto de vista das meninas e dos meninos sobre coisas como crushs, bullying, amigos e o colégio.

Disponível em: Amazon Prime Vídeo

Até a próxima, gente! =]

Notas da Audiovizueira nº 21

Sabe como eu sei que uma série foi impactante?

Quando eu preciso escrever sobre ela após terminar (seja uma maratona ou uma visualização de episódios de forma ágil ao longo de algumas semanas – que não é, tecnicamente, uma maratona, mas engloba assistir por muito temo a mesma coisa)

Quanto mais difícil para me desapegar dos personagens, da trama, no universo, mais eu sei que o conteúdo criado foi excepcional (na minha humilde concepção de audiovizueira apaixonada por produções cativantes)

Esse foi o caso de Parks & Recreation. A série, criada por Greg Daniels e Michael Schur, mentes que trouxeram ao mundo a adaptação do The Office e, principalmente, o humano responsável pela criação de uma das minhas séries favoritas da vida, The Good Place (Michael Schur).

Ok, agora chegando ao ponto, o que há é tão cativante a história, quais os acontecimentos importantes e porque eu vou indicar para todas as pessoas sempre que puder?

Trama

Numa simplificação, a série trata sobre a vida de uma funcionária pública e seu departamento. No entanto, é muito mais que isso. O programa fala sobre amizade, aliás, a interação de Leslie e Ann logo no primeiro episódio foi uma escolha dos criadores para explicar a linha que seria percorrida ao longo dos episódios.

E é isso mesmo, com altos e baixos na carreira ou na vida pessoal, juntando momentos impagáveis com atividades inerentes à vida no ambiente de trabalho, Parks segue. no formato mockumentary (documentário de zueira, para os íntimos), um grupo grande de personagens. Ainda que seja focado num núcleo pricniapl, diferente de outras produções, todos têm os seus momentos de glória, conhecemos os hábitos e sabemos como cada um agiria em uma situação especifica. Torcemos pelas suas conquistas e nos compadecemos com as suas derrotas.

Uma das minhas partes favoritas é esse desenvolvimento. Ainda que não tenham tanto tempo de cena, nós conhecemos essas pessoas.

Fator Cativação

  • Baita elenco talentoso. Tem herói da Marvel, tem comediante do SNL, galera de stand up. E cada um traz atributos especiais à trama.
  • Um grupo de criadores e roteiristas genial e uma produção demais. (gente que trouxe ao mundo do audiovisual: The Offce US, The Good Place e Brooklyn 99)
  • A série é cheia de histórias que te farão entrar no universo de Pawnee. Cê vai acreditar que a cidade existe e isso vai te levar a outro nível de experiência. (Que, ao que tudo indica, tá no universo compartilhado de outras séries dos mesmo autores/criadores)
  • Participações especiais: tem uma galera famosa (e parças dos criadores) que aparece aí. Andy Samberg, Ben Schwartz, Jason Mantzoukas, Will Forte, Kristen Bell, Dax Shepard e muitos outros!
  • Fiquei muito apaixonada e torcendo para que um dia pessoas como a Leslie consigam fazer mudanças significativas no mundo.

Desenvolvimento de Personagens

  • Mesmo com tantas histórias, linhas narrativas e peculiaridades, diferente de alguns seriados que eu já vi, deu para trabalhar um pouco de cada protagonista, ainda que alguns tenham mais espaço e histórias. Poucos ficaram com aquela sensação de ‘tá, beleza, mas podia ter um pouquinho mais”
  • Relacionamentos: amizades, amores, brigas e reparações. Tem de tudo, desde a essência que é a ligação entre a Leslie e a Ann a partir de um problema com uma cratera na rua, casais que se formaram, terminaram e voltaram. Alguns relacionamento tóxicos…
  • Piadas recorrentes: o coitado do Jerry, todo atrapalhado, sofre com os colegas. O Ron, com sua casca dura insistindo em errar o nome das pessoas de propósito, entre outros.

Extras

Erros de gravação: a série tem uns erros de gravações ótimos, incluindo um em que eles trocam os personagens da abertura por um pônei e outro que alguém da produção

Gifs

Sério. Não existe nada mais daora do que poder aproveitar gifs engraçados com os seus personagens favoritos para qualquer momento em uma conversa.

E Parks tem uns gifs que são geniais. (tô olhando pra você, Ron de mini chapéu).

Tempo investido

São 7 temporadas. Maaaaaas, pensando positivo, a primeira temporada tem só 06 episódios e a última é mais curtinha. (Ok, são vários episódios ainda, só que são maravilhosos!).

Acho que eu já falei muito, né? #Fangirl

Alguém aí já assistiu? O que achou? Conte nos comentários.

Até a próxima. =]

Notas da Audiovizueira nº13

TopoNotasAudiovizueira-01

E não é só de listas que a audiovizueira vive, gente!
Às vezes vai ter uma espécie de resenha ou só um momento em que uma certa espectadora precisa desopilar o seu fígado das séries, filmes ou demais produções assistidas.
E por que não começar com uma série que eu ACABEI de terminar, maratonar e simplesmente não consigo desapegar? (Esse review também servira como uma terapia para mim). Cujas histórias se entrelaçam de alguma forma com a sua. E nos deixam em uma roda gigante de sentimentos que me deixa, normalmente, num momento depressivo pós- season finale.
Por isso, bora falar de Community. (AVISO: Contém traços de spoiler!!)

A série, criada por Dan Harmon que estreou em 2009, mais especificamente no dia 18 de novembro e teve 6 temporadas. Conta a história de Jeff (Joe Mchale), um ex-advogado que perdeu o direito (tu dum tss) de atuar porque seu diploma era falso. Para resolver a questão, ele vai parar numa faculdade comunitária pensando que, dessa forma, conseguiria uma formação fácil e logo voltaria para o trabalho. Ele é um mulherengo, mentiroso e que adora dar discurso como forma de convencer e manipular as pessoas. Poderia ser uma série só assim, com ele tentando tirar proveito da sua lábia e terminar os estudos de qualquer jeito. E logo no primeiro episódio ele cria um grupo de estudos para conseguir ficar com uma mulher que viu no campus.
Mas Community é muito mais do que isso! É todo o processo de um grupo de estudos que vira, basicamente, uma grande família (disfuncional e às vezes maluca, mas que se ama e nunca deixa de se apoiar!)
Originalmente, são 7 personagens principais: Jeff, Britta (Gillian Jacobs) – a mulher que Jeff quer “se engraçar” e uma pessoa que sempre quer lutar por algo, mas não sabe bem pelo quê, Abed (Dany Pudi) – um rapaz que vê o mundo como se fosse uma produção audiovisual e tem dificuldades em se relacionar com as pessoas, Annie (Alison Brie) – uma garota certinha e estudiosa que faz de tudo para ficar entre os melhores, Troy Donald Glover) – um ex-atleta e garoto popular que sempre precisar fingir ser outra pessoa para ser aceito no grupo, Shirley (Yvete Nicole Brown) – uma dona de casa, mãe, religiosa e recém- separada que foi traída pelo marido e Pierce – mais velho da turma e detentor dos maiores preconceitos e frases envolvendo afirmações inadequadas.
Vale ressaltar que, para completar o elenco e trazer grande parte de muitas cenas engraçadas e cheias de trocadilhos, temos o reitor Pelton (um administrador MUITO negligente, mas que é impossível de odiar) e o professor, Sr. Chang (uma montanha russa de maluquice) e o professor Duncan. Além de participações especiais, recorrentes e personagens que aparecem em temporadas específicas. Todos eles trazem suas excentricidades para a história, complementando o já genial elenco principal e fazendo parte das altas aventuras e empreitadas confusas.
Seria simples se cada um estivesse na sua caixinha, mas não é isso o que ocorre. Cada personagem tem o seu estilo, a sua fraqueza e sua força. São cheios de defeitos e isso nunca é escondido. Eles brigam, têm suas reconciliações, aí discutem de novo… E essa é a melhor parte da série. TODO MUNDO TÁ QUEBRADO. E tá tudo bem! Porque as pessoas são assim.
A ideia do grupo ser criado só para o Jeff conquistar alguém logo cai por terra (nos primeiros episódios, aliás) e isso abre espaço para o grupo de estudo se tornar algo permanente. Ainda que estudar nem sempre seja o forte deles.
Naquele espaço, todos, com suas diferenças, que são muitas, tornam-se uma família. Unidos por uma sala, uma mesa que defendem com unhas e dentes e um amor entre eles e pela confusa instituição em que estudam.
Aliás, o estudo e a qualidade dele são sempre questionados. Desde aulas que não fazem o menor sentido, até professores que estão lá só para fazer volume, a Universidade Comunitária da Greendale, localizada no Colorado tem o slogan que indica que “você já foi aceito”. Pode ser uma piada sobre ser muito simples ingressar lá, mas também fala muito sobre o fato de se aceitarem.
Os personagens, ao longo dos seis anos (incluindo uma piada de #seistemporadaseumfilme), participam de aulas para contar crédito e, mesmo com currículos que necessitam de matérias diferentes, acabam ao final da primeira temporada, aceitando que o laço não pode ser cortado e decidem, todos os semestres, cursarem alguma aula em conjunto. Isso é decidido depois de um episódio que normalmente contém discussões, sentimentos escondidos por trás de passivo-agressividade, tentativas de ignorar o inevitável e situações absurdas que, na maioria das vezes, termina com um belo abraço em grupo.
Sempre ficamos de olho nos casais, né? Mas a dupla de maior destaque é Troy e Abed criam um laço especial como se fossem amigos de infância, ver essa relação desabrochar e ter suas piadas internas e momentos sérios relacionados ao crescimento de cada um é maravilhoso. Sem dar muito spoiler, tem uma galera se pegando, mas esse nunca é o maior destaque, acreditem ou não. (Mas sempre ficamos com a pulga atrás da orelha para saber quem vai ficar junto…)

Se você for assistir achando que é uma série com o pezinho na realidade, tipo Greek ou The Office, pode tirar o cavalinho da chuva. Os episódios da série, sim, falam da vida dos personagens dentro da faculdade, mas nada do que acontece lá é normal. Seja pela história ou pela forma como ela é contada. Não importa quão louca seja a história do episódio, sempre tem um fundo emocional forte, ao mesmo tempo nos fazendo rir, mas deixando o coração apertado. É impressionante!
O roteiro é brilhante e cheio de referências, a criação do mundo é maravilhosa e cada episódio conta com suas particularidades, desde alguns easter eggs, improvisação dos atores e uma produção cinematográfica e dedicação que nunca vi antes.
Coisas como uma guerra de paintball ou um forte de lençóis tornam-se histórias épicas. Com diálogos e personagens bem amarrados e produção e direção GENIAIS! Pessoas com talentos excepcionais que estão envolvidas com grandes franquias, inclusive (mas que não eram famosas à época).
E, olha, o que não falta é variedade criativa! Eles têm episódios em stop motion, animação, fazendo paródias de documentários, séries de crime. E são representações perfeitas, que prestam a homenagem, mas não deixam de ter seu estilo próprio. Tem episódio brilhante que se passa somente dentro da mesma sala. Uns que ocupam o campus da faculdade. Tem até viagem para o mundo da imaginação e teorias de multiversos!
Infelizmente, alguns atores saíram ao longo das temporadas uns fizeram mais falta, outros deixaram só um pouquinho de saudade, mas podemos aproveitar muitas temporadas com o elenco original e algumas adições foram fenomenais.
A série é uma produção gigantesca e altamente vanguardista. Um programa que nunca se levou a sério e sempre apontou suas próprias falhas e clichês ao quebrar a quarta parede que fazem Comunnity ser genial.
Ok, e não podemos negar que todas as piadas recorrentes, o humor ácido e ágil, um elenco fantástico e a criação de episódios/filmes tornaram a série uma referência atemporal (ainda que a qualidade e a audiência tenha decaído em uma certa temporada da “gás vazado” como eles chamam…). Seus fãs seguem apaixonados e seus episódios são destrinchados. A cada nova visualização, são encontrados detalhes que ficaram escondidos no fundo de uma cena ou uma piada que na hora não foi absorvida. Isso é algo que não acontece todo dia.
Mas, fora as questões técnicas, o que torna Community impactante para mim, além do fato de que, mesmo que não tenha visto quando estava no ar, sua estreia coincidiu com minha própria entrada na faculdade e isso já me trouxe uma conexão imediata e uma nostalgia, são os personagens. Eles me conquistaram. Cada um deles, com as suas falhas que nunca deixaram de ser apontadas, arrastadas e sofridas em conjunto e a forma como eles sempre conseguiram encontrar a luz dentro de um vórtice de escuridão.
A cumplicidade deles é algo que emociona, a forma como transpassa o grupo de estudos e se torna uma família completamente disfuncional, com personagens que se encaixam e se revezam sendo amorosos, rancorosos, empáticos, preconceituosos, passivo-agressivos e compreensivos, egoístas e amorosos.
São debatidos, ainda que envoltos em situações absurdas, piadas e referências, assuntos pesados como saúde mental, autocrítica, religião, morte, abandono, abuso de substâncias, família, amizade e aceitação. Todos eles são uma mistura de problemas e escolhas erradas. Todos terminaram ali por razões e momentos considerados trágicos e a decisão por uma faculdade comunitária é a epítome do “se tudo der errado eu vou pra lá”. Mas, ainda que eles tenham se encontrado quando “tudo deu errado”, estarem juntos não poderia ser mais correto.
Entre os altos e baixos do crescimento que tiveram juntos, muito do que foi lidado envolvia como cada um se entendia, foi uma trajetória de autoconhecimento e auto aceitação. Entender que é difícil compreender pelo que o outro passa, aceitar as suas escolhas e abraçar s decisões, ainda que não seja algo que você faria.
Ouvir e compreender os amigos, apoiar em todas as empreitadas malucas, mas também servir como um ponto de referência quando eles precisam de um puxão de orelha ou um conselho real.
Community é uma ode à amizade, mudança, ao caos e à aceitação. É uma representação da vida, dos nossos medos e ansiedades. E, principalmente, é aprender a desapegar. Entender que as pessoas chegam na nossa vida, fazem a diferença, nos transformam e, se tivermos sorte, nos ajudam a ser a melhor versão de nós mesmos. E, ainda que não estejam mais juntos todos os dias, não significa que os laços foram quebrados, que o amor acabou. É algo que estará guardando com carinho e, quando nos encontramos novamente, vamos rir, lembrar dos velhos tempos e vai parecer que nunca nos separamos.
Isso é sinal de uma boa série. A que deixa marcas. E que se torna parte de você.
Comunnity agora é parte de mim e me sinto acolhida por esse grupo de estudos completamente lunático.

Notas da Audiovizueira nº05

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01. Jogador nº 1

Numa realidade em que o mundo vive conectado conectado a uma realidade virtual de um jogo,  OASIS,  um garoto entra na competição para encontrar o easter egg escondido. Trata-se da disputa pela herança do criador desse universo, vulgo, quem vencer, vai ser dono do jogo. O livro foi escrito por Ernest Cline.

Disponível em: Telecine Play

02. Vingadores Ultimato

O último filme da saga de sucesso traz as consequências do anterior, depois do Thanos fazer metade da galera virar pó. A história se passa alguns anos depois do Thanos dar uma de louco e traz os Vingadores que restaram fazendo de tudo para trazer de volta quem se foi.

Disponível em: Amazon Prime

03. Guia dos Mochileiro das Galáxias

O clássico de Douglas Adams (e a principal referência para o Dia do Orgulho Nerd #PegueAToalha), narra a história de Arthur Dent, um homem comum que passa por situações complicadas. Entre elas estão: descobrir de que sua casa será demolida e seu melhor é um ser de outro planeta (Ah, e não vamos esquecer que a Terra está a ponto de ser destruída e ele precisa fugir).

Disponível em: Telecine Play

04. Jéssica Jones

A série, baseada nos quadrinhos da Marvel, conta a história de Jéssica Jones, uma ex- super-heróina que cria sua própria agência de detetives. Na série, existe a participação de outros heróis do universo compartilhado.

Disponível em: Netflix

Até a próxima!

 

Saiu o 1° trailer de “Quem É Você, Alasca?”!!

Segura a ansiedade! Quem aí não vê a hora desse livro ganhar vida na telinha??? 💛

https://www.papelpop.com/2019/07/protagonistas-vivenciam-trechos-de-livro-em-1o-trailer-da-serie-quem-e-voce-alasca/