Reparos #Resenha

Título/Autor: Reparos, Brão Barbosa

Avaliação: Buscando as pecinhas para consertar minha máquina interior.

Olá, humanos!

Essa é uma daqueles histórias em que você tem uma grata surpresa ao longo do caminho.

Selecionei a leitura de forma despretensiosa no meio do mar de opções, procurando sempre algo que pudesse aproveitar rapidamente entre os intervalos de atividades e fui agraciada com essa maravilha!

Suas poucas páginas trazem tantos sentimentos maravilhosos. É uma daquelas obras que, ao terminar de ler, temos a sensação de quentinho no coração!

Sobre a trama, trata-se da história de uma garotinha, Eunice, que constrói um foguete com os seus amigos. Durante o teste do protótipo, o aparato acaba nas mãos do Sr. Ravid, um senhor ranzinza que conserta coisas e mora isolado. A cidade pequena é cheia de rumores sobre ele e as crianças morrem de medo da figura.

No objeto, como piloto, está um boneco de Junior, o rapaz por quem Eunice tem sentimentos (a menininha está apaixonada pelo coleguinha) e o boneco é ninguém menos que o ASTRONAUTA da Turma da Mônica. Fora essa referência da Cultura Pop, também temos o nome do foguete, Apollo Creed. xD

Para recuperar o boneco, Eunice cria um plano para “invadir” a casa do Sr. Ravid quando seu pai vai até lá lavar um forno para consertar. Aliás, a família dela possui uma padaria e seus pais desejam que ela trabalhe lá (mas ela curte mesmo construir e consertar coisas).

Quando entra na casa do Sr. Ravid, ele encontra a garota e esse é o início de uma amizade inesperada, na qual o velhinho ranzinza faz da garotinha a sua assistente ao perceber que ela tem aptidão para o trabalho.

O desenvolvimento e a conexão dos dois é muito fofinha e inspiradora para diversas escolhas de Eunice ao longo dos quadrinhos.

Fora ter uma trama fofinha e tocante, a obra conta com quadrinhos lindos! Feitos para encher o coração de abraços quentinhos, sentir esperança. É uma história de aprendizado e crescimento!

Quem aí conhece ou já leu? Conta o que achou nos comentários.

Até a próxima!

A Tempestade #Resenha

Título/Autor: A tempestade, William Shakespeare.

Foto: Site L&PM

Avaliação: Já é a segunda vez que me preocupo com a água nas histórias desse clássico autor. xD

Olá, pessoas!

Chegando mais um clássico que eu pude aproveitar o áudiolivro enquanto realizava outras atividades #multitarefa!

Percebi que esse tipo de livro, os que têm formato de peças, são bem legais para se ouvir (ainda que eu goste muito de ler nesse tipo de estrutura)

A tempestade narra a história de Próspero, um ex-duque que foi enviado ao mar com sua filhinha após o seu irmão armar um golpe para tirá-lo do poder. O plano era que ele simplesmente não sobrevivesse, mas, não deu certo. O homem e sua filha terminaram isolados em uma ilha por 12 anos!

Sobre essa ilha, eu só conseguia ler e pensar em Lost. Sabem o que mais e encontrado nessa trama? Magia! Sim, a história é cheia de elementos mágicos!

Próspero, nos seus tempos de Duque, preferia a companhia dos livros às burocracias políticas, dessa maneira, leu tudo o que existia na Biblioteca de seu castelo, incluindo livros sobre todos os elementos. Inclusive, ele tem poderes. É um mago! Quando é traído por seu irmão, ele vai parar numa ilha na qual acaba libertando um espírito aprisionado com poderes de gênio, Ariel, e Caliban, um homem disforme.

Doze anos após a sua chegada à ilha, surge uma oportunidade única. Seus inimigos (o irmão, Antonio e Alonso, Rei de Nápoles), estão no mar, retornando de um casamento. Próspero cria, junto de Ariel, um naufrágio para que possa trazê-los à ilha e se vingar.

Durante a trama, vemos a interação de Miranda, já com 15 anos e o filho do Rei de Nápoles, uma união inesperada de tripulantes com Caliban, que quer tirar Próspero do poder (ele comanda a ilha e o homem é seu servo), além disso, as tentativas de Alonso, Antonio e Gonçalo de sobreviverem às intempéries do lugar.

Tudo isso se passa no curso de poucas horas, tantas acontecimentos em uma história que tem como raiz a vingança que Próspero tanto deseja, mas se mistura com uma narrativa de primeiro amor, elementos fantásticos e, principalmente, perdão.

Sem dar mais spoleirs por hoje, gente! xD

Quem aí já leu? Contem o que acharam nos comentários!

Notas da Audiovizueira nº 21

Sabe como eu sei que uma série foi impactante?

Quando eu preciso escrever sobre ela após terminar (seja uma maratona ou uma visualização de episódios de forma ágil ao longo de algumas semanas – que não é, tecnicamente, uma maratona, mas engloba assistir por muito temo a mesma coisa)

Quanto mais difícil para me desapegar dos personagens, da trama, no universo, mais eu sei que o conteúdo criado foi excepcional (na minha humilde concepção de audiovizueira apaixonada por produções cativantes)

Esse foi o caso de Parks & Recreation. A série, criada por Greg Daniels e Michael Schur, mentes que trouxeram ao mundo a adaptação do The Office e, principalmente, o humano responsável pela criação de uma das minhas séries favoritas da vida, The Good Place (Michael Schur).

Ok, agora chegando ao ponto, o que há é tão cativante a história, quais os acontecimentos importantes e porque eu vou indicar para todas as pessoas sempre que puder?

Trama

Numa simplificação, a série trata sobre a vida de uma funcionária pública e seu departamento. No entanto, é muito mais que isso. O programa fala sobre amizade, aliás, a interação de Leslie e Ann logo no primeiro episódio foi uma escolha dos criadores para explicar a linha que seria percorrida ao longo dos episódios.

E é isso mesmo, com altos e baixos na carreira ou na vida pessoal, juntando momentos impagáveis com atividades inerentes à vida no ambiente de trabalho, Parks segue. no formato mockumentary (documentário de zueira, para os íntimos), um grupo grande de personagens. Ainda que seja focado num núcleo pricniapl, diferente de outras produções, todos têm os seus momentos de glória, conhecemos os hábitos e sabemos como cada um agiria em uma situação especifica. Torcemos pelas suas conquistas e nos compadecemos com as suas derrotas.

Uma das minhas partes favoritas é esse desenvolvimento. Ainda que não tenham tanto tempo de cena, nós conhecemos essas pessoas.

Fator Cativação

  • Baita elenco talentoso. Tem herói da Marvel, tem comediante do SNL, galera de stand up. E cada um traz atributos especiais à trama.
  • Um grupo de criadores e roteiristas genial e uma produção demais. (gente que trouxe ao mundo do audiovisual: The Offce US, The Good Place e Brooklyn 99)
  • A série é cheia de histórias que te farão entrar no universo de Pawnee. Cê vai acreditar que a cidade existe e isso vai te levar a outro nível de experiência. (Que, ao que tudo indica, tá no universo compartilhado de outras séries dos mesmo autores/criadores)
  • Participações especiais: tem uma galera famosa (e parças dos criadores) que aparece aí. Andy Samberg, Ben Schwartz, Jason Mantzoukas, Will Forte, Kristen Bell, Dax Shepard e muitos outros!
  • Fiquei muito apaixonada e torcendo para que um dia pessoas como a Leslie consigam fazer mudanças significativas no mundo.

Desenvolvimento de Personagens

  • Mesmo com tantas histórias, linhas narrativas e peculiaridades, diferente de alguns seriados que eu já vi, deu para trabalhar um pouco de cada protagonista, ainda que alguns tenham mais espaço e histórias. Poucos ficaram com aquela sensação de ‘tá, beleza, mas podia ter um pouquinho mais”
  • Relacionamentos: amizades, amores, brigas e reparações. Tem de tudo, desde a essência que é a ligação entre a Leslie e a Ann a partir de um problema com uma cratera na rua, casais que se formaram, terminaram e voltaram. Alguns relacionamento tóxicos…
  • Piadas recorrentes: o coitado do Jerry, todo atrapalhado, sofre com os colegas. O Ron, com sua casca dura insistindo em errar o nome das pessoas de propósito, entre outros.

Extras

Erros de gravação: a série tem uns erros de gravações ótimos, incluindo um em que eles trocam os personagens da abertura por um pônei e outro que alguém da produção

Gifs

Sério. Não existe nada mais daora do que poder aproveitar gifs engraçados com os seus personagens favoritos para qualquer momento em uma conversa.

E Parks tem uns gifs que são geniais. (tô olhando pra você, Ron de mini chapéu).

Tempo investido

São 7 temporadas. Maaaaaas, pensando positivo, a primeira temporada tem só 06 episódios e a última é mais curtinha. (Ok, são vários episódios ainda, só que são maravilhosos!).

Acho que eu já falei muito, né? #Fangirl

Alguém aí já assistiu? O que achou? Conte nos comentários.

Até a próxima. =]

Scott Pilgrim Precious Little Life #Resenha

Título/Autor: Scott Pilgrim Precious Little Life, Bryan Lee O’Malley.

Avaliação: Atenta aos sonhos para ver se nenhuma pessoa aparece atravessando uma estrada mágica.

Oie, pessoas!

Já teve resenha do filme, agora que tal falar da história que inspirou aquela maravilha cinematográfica?

Nesse primeiro volume, temos a parte inicial da trajetória de Scott Pilgrim, um jovem adulto que está “entre empregos”, é baixista de uma banda que não acha muito boa, namora uma garota por quem não é apaixonado e está obececado por uma pessoa que aparece nos seus sonhos.

Dividido em 6 partes, esse “bloco” apresenta os personagens principais, Scott, sua namorada que ainda é um estudante de Ensino Médio, Knives, seu colega de quarto, Wallace, a banda e seu road, e, a pessoa por quem ele fica vidrado, Ramona Flowers.

Se não tinha ficado claro no filme, é super perceptivel nos quadrinhos que essas pessoas não são comuns, Ramona é uma entregadora da Amazon que conseguem mesmo aparecer enquanto Scott dorme e ele é um grande lutador (como será comprovado em uma cena futura).

A premissa é básica, um garoto se apaixona por uma garota.

Após ver Ramona em seus sonhos, Scott a encontra na Biblioteca em uma saída com sua namorada e, depois, em uma festa (nesse dia ela finalmente fala com ela, mas não dá muito certo)

E, no processo para conseguir ficar junto dela, ele vai precisar lidar com algumas coisas. Primeiro, terminar seu relacionamento prévio, segunda, fazer com que ela queira sair com ele e, ao conseguir a façanha anterior, precisa lutar por ela.

LITERALMENTE LUTAR POR ELA.

Conforme um e-mail (e uma carta) que ele recebeu de um ex-namorado do mal de Ramona, para que os dois possam ser uma casal, Scott precisa derrotar as 7 pessoas com que ela esteve.

O volume 1 traz o primeiro ex, o primeiro encontro dos dois e o shows e ensaios nos quais podemos ver como é o ambiente em que os personagens vivem.

Estou ansiosa para ler mais. E é super interessante ler, ao final, como foi a inspiração do autor e traços de sua própria vida que foram inseridos na história.

Alguém aí já leu? Contem nos comentários o que acharam.

Até a próxima.

Pessoas Normais #Resenha

Título/Autor: Pessoas Normais, Sally Rooney. Companhia das Letras

Avaliação: Entendendo que o normal não é ser normal.

Olá, pessoas!

Hoje tem resenha de livro que foi adaptado para a TV e está fazendo muito sucesso, inclusive com indicações ao Emmy. E sabe, faz completo sentido!

A obra de Sally Rooney é uma excelente amostra do que vemos todos os dias. É um daqueles livros em que podemos nos encontrar, encontrar as pessoas com as quais convivemos.

Nossas neuroses, inseguranças, medos. Aqueles amigos que não são muito legais,os ambientes familiares tóxicos.

Definitivamente, essa história não é o romance padrão de amor que faz você só suspirar ao final.

É um livro que dá uns gatilhos, que faz cm que você fique com o coração apertado com o personagens e questione algumas atitudes, principalmente as falhas de comunicação do mundo.

Narra a trajetória de Marienne e Connell, dois jovens de uma cidade pequena que estudaram juntos e que tem uma conexão forte e complicada. A interação deles começa em um dia no qual o rapaz vai buscar sua mãe no trabalho, ela é empregada da casa de Marianne. A garota, que é excluída socialmente e tem uma atitude vista como complicada po seus colegas e familiares, mostra um lado diferente.

Graças a essa iniciativa, os dois começam seu relacionamento de amizade (e um pouco mais).

O garoto é tímido, mas popular em seu microcosmos do colégio e é muito influenciado pela opinião dos outros e isso traz consequências ruins para a interação deles.

O livro traz flashbacks combinados com cenas do presente, desde o Ensino Médio até o período de faculdade, dividindo capítulos com foco mais em um ou outro personagem.

Vemos os dois passando por relacionamentos, dividindo experiências, amando e sofrendo. Somos arrebatados por famílias com membros que tem atitudes terríveis e outras com excelentes conselhos.

É interessante ver como cada um deles tem seu próprio caminho e evolução e a forma como a presença um do outro em suas vidas é um fator determinante par suas escolhas e desenvolvimento.

Com uma narrativa fluida, diálogos interessantes e uma composição de personagens reais e pelos quais torcemos para que consigam superar todas as amarras que não os permitem chegar até a felicidade, é o tipo de obra que você começa e não quer largar!

Para não dar mais spoiler, fico por aqui!

Alguém aí já leu? Cnta o que acharam nos comentários.

O Mercador de Veneza #Resenha

Título/Autor: O Mercador de Veneza, William Shakespeare.

Avaliação: Pensando em NUNCA pedir dinheiro emprestado! xD

Olá pessoas!

Hoje vamos de clássico! Uma resenha de um livro que eu “ouvi” essa semana! Aliás, percebi que, para fazer atividades cotidianas, audiobooks são muito legais!

Acredito que essa seja uma versão adaptada da história, mesmo sendo quase 3 horas de narração, mas valeu cada minuto! E pude aproveitar uma história super famosa, com alguns momentos super tensos, enquanto fazia minhas atividades.

Para quem quiser ler, é um livro cm poucas páginas e escrito em forma de peça de teatro. Eu, particularmente, curto esse tipo de formato.

E uma coisa muito legal sobre audiolivros: já existem muitas histórias disponíveis com narração profissionais, inclusive, com produção e atores para os personagens diferentes. Esse em questão tinha transições, vozes para cada personagem, som ambiente. Foi uma experiência super legal!

Mas, agora, vamos ao que interessa. A história tem algumas ramificações de trajetória. A principal envolve o mercador Antonio que, para ajudar o seu amigo Bassanio a cortejar a mulher pela qual está completamente apaixonado, aceita emprestar dinheiro do judeu Shylock. O agiota, no entanto, odeio Antonio e como condição para liberar a quantia, exige que, se não for pago o valor, o mercado pagará com um pedaço de sua própria carne a ser cortado.

Admito, essa parte aí é uma das coisas mais “argh” dessa história.

Antonio aceita a condição absurda para que o seu amigo possa realizar seu desejo. E, com os ducados em mãos, vai até o reino de sua amada Portia. Para conseguir a mão da princesa, seus pretendentes precisam passar por uma prova que seu falecido pai deixo: selecionar um dos baús (de ouro, prata e chumbo). No correto havia uma foto de Portia e isso indicaria que o rapaz estava apto a se casar com a moça.

Além disso, em outro linha narrativa, estão Lorenzo e Jéssica. Os dois apaixonados não podem ficar juntos porque ele é cristão e ela judia (filha de Shylock, inclusive).

O livro é uma história de amor, de amizade e de rancor.

Admito que, entre os livros que já li do autor, não é a minha história favorita, mas foi bem interessante seguir a trajetória desses personagens, seus altos e baixos, seus momentos românticos e o final cheio de suspense sobre o resultado da “questão principal”.

Alguém aí já leu? Deixa nos comentários o que achou.

Espero que tenham gostado. Até a próxima! =]

Quem já leu, conta o que achou nos comentários.

Sempre faço tudo errado quando estou feliz #Resenha

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Título/Autora: Sempre faço tudo errado quando estou feliz: Tirinhas sentimentais para todo tipo de bad. Raquel Segal. Editora Outro Planeta.

Avaliação: Tentando não ter as mesmas atitudes que me mantém na bad como os quadrinhos mostram!

Olá pessoas! Uma resenha novinha em folha chegando. Mais um daqueles livros que a gente pega e, quando percebe, já terminou! DO tipo que faz com que fiquemos com o coração quentinho, mas também nos dá uns belos puxões de orelha. É uma mistura de sentimentos que, em algum momento, você vai se sentir contemplado. Pode ser alguma atitude que já teve (ou ainda segue), por alguma coisa que já pensou e foi descrita em um dos quadrinhos. É muito bom saber que não estamos só em alguns tipos de coisas.

A autora da obra é criadora de uma página no Facebook,  “Aquele Eita”,  de onde saíram tirinhas que, em poucas palavras, conseguem expressar tanta coisa.

E logo no começo tem a apresentação do akapoeta, que escreveu um dos meus livros favoritos, “O livro dos ressignificados” (tem resenha aqui), então, como não amar? E, no fim, também tem uma partezinha escrita pelo Daniel Bovolento, de outro livro que eu adoro “Por onde andam as pessoas interessantes” (resenha aqui).

Nas poucas páginas, essa maravilha de leitura fluída, cativante e cheia de emoções, traz tirinhas que abordam temáticas variadas, fala sobre atitudes que temos e são preocupantes, como os muros que construímos para nos proteger, sobre como deixamos a opinião dos outros influenciar na visão que temos de nós mesmos. Maaaas, também traz muitas mensagens motivacionais, para incentivar as pessoas a acreditarem nos seus talentos, em suas capacidades.

Fala sobre medo, frustrações, ansiedade. Sério. É muito quentinho no coração! Falando umas verdades, mas com aquele abraço de “vai ficar tudo bem”

Aborda relações e relacionamentos. Amor, amizade, autoconhecimento. Sentimentos, no geral. Tem até umas coisas que dão vontade de imprimir e colar na parede para ler TODO DIA. Apoio, otimismo e respeito às emoções. Tem de tudo!!

Curti muito e algumas coisas eu precisava ler nesse momento. Essa é a maravilha da literatura, né?

Espero que curtam e resenha e, quem leu ou ler, comenta aí o que achou!

Até a próxima! =]

 

Bee and The Puppycat #ResenhaDeQuinta

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Título/Autora: Bee and the Puppycat V.1, criado por Natasha Alegri

Avaliação: Tentando descobrir se o meu gato não tem algum poder.

Oie, pessoas!

Hoje tem aquele quadrinho curto para quem curte coisas fofinhas e quer dar aquela treinada marota no inglês (porque não tem nada melhor do que testar uma língua que você não domina com atividades divertidas como leitura, não é?).

Passeando pelo universo de livros gratuitos que eu consegui “pegar emprestado” usando um negócio que não me patrocina, mas eu sou apaixonada, o Kindle Unlimited )eu falo dele pelo menos 8180010 vezes por semana…), encontrei essa maravilha.

Não só é uma gracinha como tem uma história surreal e divertida (e no primeiro bloco tem uma interatividade super criativa de QR Codes que levam a gente até um vídeo com música, para “entrarmos na cena”). É uma experiência multiplataforma.

O quadrinho é uma baseado na websérie de mesmo nome (que está disponível no Youtube) e conta a história de uma jovem, com seus 20 e pouquinhos anos, Bee, que encontra um serzinho que é híbrido de cachorro e gato, Puppycat. Ela está desempregada e precisa pagar o aluguel, então, os dois acabam aceitando diversos trabalhos temporários para poderem pagar o aluguel.

Seria uma trama normal se não fosse um gato/cachorro falante e os trabalhos serem, em sua maioria, em outros mundos. É, eles viajam pelo espaço, às vezes vão parar em mundo de criaturas fofinhas, outros que tem seres feitos de comida… mas também vão à loja de plantas e comem doces em piqueniques.

A série tem mais volumes (dois, no caso), mas esse primeiro já foi bem divertido e super rápido para ler.  E a arte é maravilhosa. São algumas histórias dentro desse volume e cada uma delas tem ilustradores diferentes e escritores (que colaboram com a escritora e criadora Natasha Alegri).

Fiquei muito apaixonada por todas as ilustrações e a forma como cada um criou o universo da Bee e o seu companheiro!

E ai, quem se aventura em uma produção em outra língua?

Se alguém conhece, conta o que achou.

Até a próxima.

Uma mensagem não lida #ResenhaDeQuinta

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Título/Autora: Uma mensagem não lida, Larissa Siriani.

Avaliação: Respondendo todas as minhas mensagens que estão largadas na caixa de entrada.

Olá, pessoas!

Tenho aproveitado muitas leituras curtas nos últimos tempos, inclusive, o aplicativo de livros que não será nomeado nesse momento já aproveita para me indicar a próxima leitura baseada nesses contos, crônicas e livros de poesias que têm enchido a minha biblioteca digital. Admito que é uma experiência ótima. Meio dever cumprido nas listas. meio distração nesse momento difícil.

E não foi diferente com esse livro, que apareceu no meio de uma listinha de autores nacionais.

Como eu sou altamente cativada por obras que utilizam formatos diferentes para contar histórias, ao descobrir que toda a narrativa se passava através de mensagens de texto, já fiquei muito empolgada! É tão interessante contar tanta coisa usando somente o espaço das conversas. Não tem descrição de cenário, de pessoas, de situações. É como se fosse um grande compilados de fala dentro de um roteiro no qual nós podemos imaginar o que quisermos para os personagens.

Fora isso, pela sinopse (não vou dar spoiler), já fiquei encafifada com a temática. Trata-se de um livro que narra a trajetória de basicamente um ano de Mônica, uma mulher que perde seu namorado, tragicamente, perto do Natal. E toda a trama se desenrola a partir da troca de mensagens pelo celular dela, sendo essas conversas com seus parentes e amigos ou com o seu amor perdido.

Não que ela receba mensagens do além-mundo. Nada disso. Ela segue enviando seus recados para o número de celular do seu namorado, como forma de continuar em contato, de dividir o que está sentindo. Ela fala sobre a vida e toda a dor que tem carregado.

Além disso, existem várias interações com a sua melhor amiga, que tenta sempre ajudá-la nesse momento delicado (até porque, é difícil para as duas já que a amiga é prima do moço que se foi…). Também tem ótimos momentos com a mãe dela.

Não vou dar spoiler, mas um momento importante de virada tem relação com o celular do namorado e o fato de que, às vezes, o número é cancelado ou passa para outra pessoa… é tudo o que vou dizer.

Tinha muito expectativa, mas admito que não foi o livro que eu mais gostei entre os últimos que li, está entre os mais fraquinhos. Maaaaas, toda leitura é válida e, pode ser que só não seja o meu momento para ler esse tipo de história. Isso acontece muito. Por isso, indico a leitura para quem estiver na vibe de algo com a vibe meio romance levinho. (nada contra, acho que meu coração anda meio peludo… hahahaha)

Espero

40 Pequenos Desabafos #ResenhaDeQuinta

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Título/Autora: 40 Pequenos Desabafos de quem não nasceu para a quarentena, Ruth Manus.

Avaliação: Desabafando com os gatos sobre o isolamento.

Nada como poder ler alguns textos de pessoas que, assim como nós, estão tentando lidar com toda essa situação estranha da melhor maneira possível, né?

Não tem sido um momento fácil e muitas vezes achamos que todas as coisas vão nos afundar dentro das nossas próprias emoções. Por isso, é muito bom saber que não estamos sozinhos nessa e que tem gente que também anda numa montanha russa de sentimentos.

Esse livro curtinho é mais uma daquelas ótimas indicações para esse momento. É algo que dá pra ler rapidinho e ter a sensação de “dever literário cumprido”, além de ter o quentinho no coração ao se encontrar em momentos da narrativa.

A autora faz pequenos desabafos ao longo de 40 dias do isolamento que a grande parte das pessoas foi submetida. Entre as páginas, vemos aspectos familiares, sobre a convivência, o dia a dia juntando trabalho e organização da casa, risos, lembranças, novas receitas.

Aborda a nostalgia de dia em que estar com os amigos era possível, o nervoso de não conseguir fazer o que gostaria, um pouco do psicológico abalado, a relação com a janela, o mundo e a vida lá fora.

Os desabafos convergem com o que muitos têm passado e é ótimo ter a oportunidade de ler algo que permite a que gente se “encontre” dentro dessa literatura tão atual. Sabendo que tá tudo meio estranho, mas estamos lidando com isso em conjunto e tentado fazer o melhor.

Em alguns momentos eu chorei de rir lendo alguns itens que me representam muito, seja na limpeza, na procrastinação ou só nas emoções abaladas pelo isolamento. Já em outras partes, deu aquele apertozinho no coração. Vemos o papel da tecnologia nas reuniões (familiares, de trabalho ou com amigos) e percebemos que tá todo mundo no mesmo barco.

Se alguém já leu esse livro, conta o que achou nos comentários.

Até a próxima.