“O amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe. São o verso e o reverso da mesma moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença…”

Érico Veríssimo

Daisy Jones & The Six #Resenha

Livro/Autora/Editora: Daisy Jones & The Six, Taylor Jenkins Reid, Paralela

Avaliação: Cantando mentalmente os clássicos que nunca ouvi. xD

Olá, gente!

Quem quer resenha de livro hypado joga os braços pra cima, no melhor estilo show (tamo na vibe já)!  \O/

E, olha, se tem uma autora que não pára de aparecer na minha timeline é a dona Taylor Jenkins Reid! Seja Daisy Jones (que logo ganha a sua versão audiovisual) ou Evelyn Hugo, ela está super em alta. Então, achei justo ver o que cativou tanto as pessoas.

Não há como negar, ela faz mágica com as suas palavras. E esse livro é uma prova disso.

Ainda que eu não tenha me apegado especialmente a nenhum personagem ou achado a história tão incrível e impressionante como muita gente (opinião minha, é só um tipo de personagem e enredo de backstage que não me chama atenção, mas isso não diz nada sobre a qualidade da obra), adorei a forma como a narrativa se desenrolou e estrutura única criada.

Então, bora falar sobre Daisy Jones & The Six?

O livro é uma “biografia” de uma banda que “existiu” nos anos 70, a reunião da artista solo Daisy Jones e a banda The Six. No geral, a história de uma garota que queria ser uma rockstar e nesse meio se encontra entre dramas, vícios e problemas da fama (e da convivência entre humanos).

Após uma bem sucedida parceria em uma música, houve a reunião desses dois cometas e só podia terminar de uma maneira: sucesso estrondoso e separação abrupta.

O mais interessante da obra é a forma como os fatos são narrados. Para quem está familiarizado com o termo, a transcrição é quando passamos uma entrevista do seu meio original (seja áudio ou vídeo) para texto. E, durante todo o livro, separado por blocos das épocas (desde o surgimento do primeiro grupo dos irmãos Biily e Graham Dunne, os Dunne Brothers) e a ascensão de Daisy, uma jovem rica que queria escrever suas músicas e tinha mais atitude do que qualquer pessoa no mundo (ninguém passava por cima de Daisy), mas se afundava no seu próprio ego e vícios (assim como o teimoso vocalista e “dono” do The Six, Billy Dunne) até a uniãodos artistas. Como os dois conseguem uma parceria musical perfeita, mas, na maior parte do tempo, vivem numa tensão sem fim. (Ainda que consigam omitir isso muitas vezes-> Ok, nem sempre, mas essas tretas também são uma parte do que fez com que tanta gente quisesse ver a banda ao vivo)

Sem precisar de muitos elementos descritivos mais comuns em seus parágrafos, a cada linha temos os comentários dos personagens,como um entrevista. (Todos os membros da banda, o produtor, a esposa do vocalista e outras participações especiais). Sério, o livro é todo “contado”. Como um documentário escrito. Percebemos os diferentes pontos de vista, as nuances e características dos personagens. Entendemos suas atitudes e vivemos aquele momento com eles.

Vemos cada etapa, os shows, o começo de cada um deles, até que, por fim, se encontram para criar a obra prima, o álbum “Aurora”, que se tornou um sucesso estrondoso e uma turnê popular.

Até a chegada deste livro, ninguém sabia tudo o que se passara por trás daquele pouco tempo em que Daisy Jones esteve com o The Six, mas a publicação tem o intuito de acabar com o mistério.

Sério, em alguns momentos eu realmente achei que se tratasse de uma banda de verdade. Os fatos são tão bem organizados, as pessoas, atitudes e problemas. E as letras! (Também disponíveis no livro). Não vejo a hora de ouvir de verdade cada um dos versos.

E aí, alguém já leu? Conte o que achou nos comentários!

“Passe muito tempo da vida me dedicando a… maquiar a verdade”, ela explica. “Fica difícil retirar todas as camadas depois. Fiquei boa demais nisso, acho”

“Os Sete Maridos de Evelyn Hugo”, Taylor Jenkins Reid

Segundas Musicais n°170

Olá, gente!

Toda segunda precisa de uma dose extra de energia para conquistarmos os objetivos da semana, né?

Que tal mais uma playlist cheia de influências literárias?

#SomNaCaixa

01. Big Brother – David Bowie

Inspiração: 1984, George Orwell

02. Blind Guardian – Mirror, Mirror

Inspiração: Silmarillion, J.R.R Tolkien

03.  Breaking Benjamin – Home

Inspiração: O Mágico de Oz, L. Frank Baum

04.  Elton John – Lord of the Flies

Inspiração:  O Senhor das Moscas,  William Golding

Até a próxima, gente! =]

Livros são um passaporte para outros mundos, outras vidas, outros sonhos. Eles fazem parte de mim, de quem sou e de quem quero ser.”

“A Invenção de Nós Dois”, Deborah Strougo

Segundas Musicais n°169

Olá, pessoas!

Que tal retornou às raízes com uma playlist conectada à literatura?

Com tantas adaptações de livros chegando nos streamings, cinema e TV, que tal algumas músicas que fazem parte da trilha sonora de alguma delas?

#SomNaCaixa

01. Vitamin String Quartet – In My Blood (Bridgerton)

02. Dolly Parton – Jolene (Dumplin)

03. Imagine Dragon – Not Today (Como Eu era Antes de Você)

04. Tourist – We Stayed Up All Night (A Química que Há Entre Nós)

Até a próxima! =]