Tudo aquilo que eu deixei de dizer

Em todas as oportunidades que eu achei que não seriam as últimas. Mas só algumas intermediárias entre as centenas que estavam por vir.
E não foram.

O fim não aparece junto a um ponto final na vida real. Ele tem linhas embaçadas e caminhos sinuosos. E a gente descobre só quando chega lá. (Na maior parte do tempo, somos surpreendidos por ele)
Aí é tarde demais. O momento passou. E fica o excesso de bagagem, com as coisas que deveriam ficar no meio desse caminho.
Em alguns casos, é até bom manter pertinho falas que fariam mais mal que bem. Band-aids para momentos de raiva, pontadas para ferir o outros em troca de um bem-estar ilusório e momentâneo.
Mas, e todo o afeto que se perde, sem ser compartilhado?
As palavras de amor que se enroscaram tão pertinho da saída, ficaram com medo de saltar da língua para o mundo real e retornaram ao túnel escuro.
Engolidas por suspiros longos e emaranhadas nos nós em na garganta.
Que falta faz aquilo que eu quis dizer e nunca mais terei a chance de expressar. Porque o sentimento que se vive sozinho não é a mesma coisa.
Como o mundo perdeu ondas de alegria dividida, sorrisos honestos e amor gratuito. Seja num comentário sutil ou na declaração de um amor verdadeiro.
Deixamos os nossos medos, a vergonha e o tempo passar por cima de coisas que queremos dizer. E pode ser que, amanhã, quando a coragem chegar, o timing passou.
Quantas pessoas que já se foram se saber que, num dia qualquer, pensei em alguma delas e sorri. E quis enviar uma mensagem só pra dar um alô e dizer que sentia saudade.
Mas que bobagem, um dia desses a gente se esbarraria, com certeza, foi o pensamento que veio na hora.
Só que não. Esse dia não chegou. E saudade, a vontade de ter dito algo seguirá no peito até o dia o dia do encontro, em outro plano.
Por isso, se for algo bom, que fizer bem ao coletivo, não passe vontade.
Divida esse amor, os bons sentimentos.
Diga ao próximo que ele/ela tem um sorriso cativante. Lembre ao seu amigo como é importante a presença dele em sua vida, ainda que todos os percalços da vida separem vocês na correria diária.
Não esqueça de dizer às pessoas que você ama o quanto elas são apreciadas e especiais.

Vamos deixar no rascunho, sem dizer ou se tornar oficial somente aquilo que vem no calor da briga ou em momentos em que é mais sábio se calar. Frases envenenadas com a maldade, o egoísmo ou a soberba.
Então, se for para o bem, bora espalhar “as coisa boa tudo”.

A gente não conhece o amanhã.

Aliás, nem o hoje garantimos.
Prefiro entregar para o universo, cuidadas por quem as merece, as palavras que senti em meu coração a levá-las, sem sentido, pela vida.

Ecoe sua voz interior: da boca, aos ouvidos, mente e coração.

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Foto por Gratisography em Pexels.com

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

A frase acima é uma das maiores verdades do mundo, nós somos a realeza dos conselhos, para os pais, irmãos, amigos, peixe, passarinho…
Mas e no momento de seguir, de dar o exemplo, resolver na hora da prova o exercício da aula? A gente simplesmente não faz (ou temos a pachorra de fazer ao contrário).
Usamos muito bem a única boca que temos, mas estamos sub-utilizando esses dois ouvidos que recebemos.
Nós deixamos de lado a coerência, a lógica e toda a claridade mental que temos diante dos outros.
E pra quê ser assim, rapá? Quem disse que estamos liberados pra isso? Que só vale pros outros?
Só porque fica mais fácil enxergar os erros quando estamos longe, não significa que os nossos são invisíveis!
Bora aproveitar os bons conselhos que estamos dando de graça (e não começar a cobrar, tá? Não é esse o intuito).
Tá mais do que na hora de parar com a auto negligência. Todo mundo merece mais que isso. Incluindo eu, você os familiares, os animais.
Vamos abrir os ouvidos! (Ou só dar uma lavada. HAHAHAHA)