— Acho que o importante é fazer diferença — disse ela. — Mudar alguma coisa, sabe?

— Você está falando de “mudar o mundo”?

— Não o mundo inteiro. Só um pouquinho ao nosso redor.

Um Dia, David Nicholls

– Viajar – ela suspirou – Tão previsível.

– O que há de errado em viajar?

– É mais uma forma de fugir da realidade.

– Eu acho que a realidade é algo muito superestimado.

Um dia, David Nicholls.

Um dia #Resenha

Título/Autor: Um dia, David Nicholls.

Avaliação: Encarando o calendário até chegar o dia 15/07 e tentando lembrar o que fiz nesta data no ano passado.

Como eu sou uma pessoa humilde, venho por meio dessa publicação admitir que, da mesma forma que eu achei espaço no coração para aceitar a Jojo Moyes, agora tenho menos ranço com o Sr. David Nicholls e o perdôo pelo “Resposta Certa” (certeza que hoje ele NÃO dorme na pia porque a tristeza dele pelo meu descaso com os seus livros diminuiu. HAHAHAHAHA. #SQN).

Em todo caso, devo dizer, com uma alegria imensa, que “Um Dia” redimiu o autor (e que a ida ao sebo que me permitiu adquirir a obra foi imensamente satisfatória). Além disso, obrigada à @arteiracompulsiva que me incentivou a ler o livro que me deixou impactada.(Sem spoilers).

A história narra 20 anos, basicamente, da amizade, altos e baixos da vida de Emma Morley e Dexter Mayhew. Os dois estudaram na mesma faculdade durante QUATRO ANOS, mas só interagiram de verdade no último dia, na formatura!

Eles já tinham se conhecido e Dex, um cara bonitão e popular, foi alvo das “olhadelas” de Emma. Após a formatura, algumas bebidas e risos levam os dois ao quarto de Emma, muitos beijos depois e os dois acabam… só conversando e, por fim, LITERALMENTE dormindo juntos.

O dia seguinte à formatura é 15 de julho, dia de São Swithin e, como Dex explica para Em, o tempo que fizer na data (sol, chuva, vento…), segundo a superstição do povo, será o mesmo para os próximos 40 dias! O_o (Vai entender…). A parte mais interessante é que, com esse detalhe sendo explicado, o livro inteiro se passa em volta do dia 15, todo ano, desde 1988 .

E mesmo com Dex sendo um mulherengo que não se apega a ninguém, o típico bon vivant e Emma uma garota politizada, preocupada em mudar o mundo, ainda que só um pouquinho, os dois acabam se juntando e criando um laço forte de amizade (depois daquele primeiro dia, não houve mais relacionamento romântico entre os dois. Dex viajou pelo mundo e Emma começou sua vida em Londres!)

Cada capítulo é um dia 15 de julho e o autor conta os fatos importantes ocorridos com os dois personagens no intervalo de 12 meses. Existem cartas, telefonemas e encontros entre eles. A amizade segue forte. Vemos Dex sem saber o que fazer da vida, passando pela Índia, sendo professor de inglês em Roma e, por fim, entrando no ramo de mídia, tornando-se apresentador de TV. E Emma sofrendo com uma pequena e desconhecida companhia teatral que leva uma peça, escrita por ela, sobre escravidão, para crianças. Além do trabalho chato num restaurante mexicano até conseguir fazer o que gosta (o sonho eterno de ser escritora permanece ao longo dos anos!)

É uma montanha-russa: vida pessoal, carreira, sempre divididos entre eles e seus encontros eventuais e até uma viagem juntos. O livro tem a separação: vinte e poucos, vinte e tantos, trinta e poucos… etc. É bem legal ver como conseguiram manter o laço na maior parte do tempo (ninguém é de ferro, né? Problemas acontecem!)

O importante é saber que a Emma tem as melhores frases, é irônica, inteligente e muito interessante de conhecer a cada capítulo. Ela, definitivamente, entrou no Hall das minhas personagens favoritas com a sua delicadeza de elefante (com a qual eu me identifiquei totalmente).

O Dex (que é o lindo do Jim Sturgess no filme) tem problemas com consumo de álcool e é muito “deixa a vida me levar” pro meu gosto, admito. Julguei muitas vezes o personagem! Foi mais forte do que eu.

Mas, sério, esse livro vale a leitura, sinto que vivi todos aqueles anos junto com eles, de tanta coisa compartilhada nas páginas. É um romance muito cativante e vou parar nesse do David Nicholls pra não ficar com trauma de novo.

Vão ler, humanos! Dá pra terminar em um dia esse livro. (Antes do dia 15 chegar!!) ❤ (tu dum tss)

Eu estou falando sério, se você se aproveitar de mim ou me decepcionar ou me enganar pelas costas, eu mato você. Juro por Deus, eu devoro o seu coração

Um dia, David Nicholls

Top 3 – Chovendo no Molhado

Em homenagem ao dia de hoje que além de muito chuvoso foi
extremamente divertido com uma visita a sebos (e a compra de livros legais que
eu queria há um tempo – e outros que ficaram para a próxima porque a cota do mês
já foi atingida!!) o Top 3 vai ser… CHOVER NO MOLHADO!

Sabe aqueles livros que enrolam a gente e no fundo não disseram
nada? Tipicamente, essa lista tem os livros que eu não sei o que dizer e nem o
que sentir. Mas sentir um NADA enorme. A não ser questionar as horas perdidas
para livros que eu não consigo nem odiar.  HAHAHAHAHAHA.

1. Resposta Certa – David Nicholls

Eu simplesmente adoro programas, jogos e qualquer coisa que
tenham perguntas e repostas. Sendo assim, quando li a sinopse desse livro (algo
que eu não faço normalmente) eu achei que seria genial e ficaria mega apaixonada.
Só que isso não aconteceu. Terminei o livro e NADA. Foram só páginas atrás de páginas
e não fui cativada! Isso ocorreu com “O Substituto”, do mesmo autor e eu tive
que deixar o livro de lado, antes de chegar à metade dele (-_-). Mas tô botando
fé em “Um dia”, que eu comprei hoje (!!!).

2. Coisas Frágeis – Neil Gaiman

Já tinha lido um livro dele e tenho uma graphic novel. Ele é
um ótimo autor e eu acho um dos caras mais geniais que existem!!! Isso é fato,
Neil Gaiman é muito foda. Mas esse livro me encantou como “O oceano no fim do
caminho” (que eu amei MUITO). Terminei só por questão de honra, mas tenho outro
livro dele esperando para ser lido e com certeza terei bons sentimentos! ❤

3. Perfeitos/Especiais/Extras – Scott Westerfeld

Comprei a “quadrilogia” Feios porque ouvi falar MUITO bem e,
durante semanas, eu fiquei de olho em promoções em todas as lojas online e
quando consegui comprar fiquei tãooooooo feliz! Mas ai eu comecei a ler e
gostei do mundo criado e achei bem interessante a premissa. Curti Feios, mas
admito que a Tally me irritou um pouco desde o começo. E com o passar dos
livros, eu sentia que não ia ser conquistada pela história e foi isso o que
aconteceu. E terminei também só porque já tinha começado.

Se tem algum fã desses livros/autores por ai, desculpe, mas
isso ai foi o que senti e se tiverem outras obras legais deles para indicar
para que eu tenha muito amor por seus livros, sempre aceito indicações!! ❤

E quem não leu os livros, indico a leitura, porque o que eu
não achei interessante, pode ser legal para os outros.

Até a próxima, humanos!!