2020 se despede

2020 foi aquele ano em que tudo parou. Nada do que foi planejado para muita gente deu certo. Aliás, muita coisa deu errado.

E NUNCA pensamos que algo assim fosse possível.

O ano teve as suas questões, problemas (e ainda tá com bastante coisa por aí). Só que o ponto é: 2020 tá terminando e o que conseguimos aprender com ele?

Numa crise mundial, pandemia, nos vimos isolados dentro das casas, em nossas mentes. Com medo, confusos.

Aqueles que puderam, tornaram o home office uma realidade. Já outros, foram pra linha de frente.

Muitos heróis sem capa foram à luta para manter a roda girando, o mundo acontecendo. Cuidando das vidas.

Para eles, só gratidão. Aos que deram suas vidas pelos outros, que essa bondade seja emanada para sempre, como símbolo de amor e exemplo a todos.

Àqueles que desacreditaram, que desrespeitaram. Torço para uma súbita consciência. Que entendam o que muitos sacrificaram.

Desejo que 2020, com suas dificuldades, perdas terríveis, sofrimento e dor deixe também um legado de empatia e esperança pelo melhor. Que a gente possa ser grato pelo que temos, as pessoas que estiveram ao nosso lado. Aos que não puderam estar fisicamente juntos, mas estiveram presentes nos corações e nas infinitas videochamadas.

Agradeço a cada um que lutou e segue na batalha para vencermos o mal invisível, seja na forma de doença ou na falta de humanidade e compaixão que às vezes nos ataca.

Esse ano, muitas coisas ficaram em stand by, outras foram completamente perdidas, mas teve tanta vitória também. Desejo um 2021 de novas oportunidades e reconstrução. De força e coragem pra seguir em frente.

Não foi fácil, segue sendo um caminho complicado de lágrimas e derrotas, mas também de superação e reinvenções.

E juntos, podemos vencer. Pensando no bem do próximo, ajudando uns aos outros.

Com amor e sabedoria. Respeito e união. Parece utópico, mas só assim passaremos por isso.

2020 se foi. Nunca mais seremos os mesmos. E o que vamos levar dele?

Já guardei meus aprendizados. As cicatrizes estão aqui também. Cada parte, boa ou ruim, vai acompanhar a trajetória daqui pra frente.

Cada um decide o que cabe na bagagem. Já fiz a minha mala pro próximo ano.

E você, o que vai levar?

Ser legal é uma coisa boa. A gente pode ser forte e legal. Não precisa ser uma coisa de cada vez.

“Teto Para Dois”, Beth O’Leary

Mudanças em Andamento

Um dia eu decidi que não queria mais seguir a vida da mesma forma de sempre. Eu estava cansada de todas as repetições daquela rotina de trabalho-casa. Ou, em alguns casos casa-casa. (Isolamento necessário. Fiquem seguros)

Respirei fundo depois de choras muito e pensei no que poderia fazer. Selecionei o que gostava, pesquisei.

Percebi que depois de tanto tempo sem me desafiar a sair da zona de conforto, deixando de buscar desafios, aprender coisas novas ou realmente investir em algo que estivesse além do padrão, eu já não sabia mais o que queria.

Não me conhecia profissionalmente. Estava presa a uma eterna vida de repetições. De insatisfação.

Com o tempo, o medo havia se tornado o principal fator, acompanhado de agravantes como idade, estabilidade, gastos fixos da vida adulta.

Nunca tive o momento de jogar tudo pro alto, começar de novo. Arrancar as páginas anteriores e iniciar um novo capítulo. Desapegando daquele tempo que foi investido anteriormente.

Tudo bem, não estava tudo perdido. Aquelas horas eu não reaveria, mas foram etapas importantes para me levarem até onde eu estava naquele momento.

Cada centímetro para a frente era uma vitória. O quase passo dado em direção à mudança.

Desde o dia em tomei a decisão, vivo com ela martelando a minha cabeça.

Infelizmente, essa não é a história de como alguém chega lá, mas de como alguém vive quando quer chegar até um lugar que não sabe aonde é, mas o seu aqui já não satisfaz mais.

Diariamente, sentimentos se amontoam na cabeça e no coração. Pedindo para que tente, que mude, que mexa alguns centímetros de novo.

Existem momentos em que a necessidade de me movimentar e mudar é tão grande que chega a ser paralisadora. Faz sentido? Querer tanto que algo saia daquele marasmo, mas, com isso, travar ainda mais?

Outras vezes, é como estar em areia movediça. Quanto mais movimento, mais me afundo.

E nessa hora, eu escrevo.

Escrevo porque não consigo sair do lugar, mas, ainda que parada fisicamente, as palavras saem por aí, Voam por mim enquanto não consigo abrir as minhas asas.

Escrevo porque sei que mais gente tá assim. Para dizer que não estão sozinhas e que é difícil, mas não impossível.

Escrevo porque a cada parágrafo, estou um centímetro mais distante dos monstros que me pressionam a agir

Também escrevo para me enganar, acreditando que isso é tudo o que posso fazer.

Nesse processo de barganha entre as minhas emoções, eu sigo aqui, digitando e digitando. Até que aquele dia em que eu decidi mudar receba sua continuação, com a efetiva mudança.

Mas esse vai ser outro dia…

Foto por Alexas Fotos em Pexels.com

Notas da Audivizueira n°30

Olá, gente!

Hoje vai ter uma resenha de série procêis! Algo novo na Netflix, mas que já conquistou muitos corações!

Começo admitindo que eu não vi a série brasileira, sei que preciso, não me julguem.

Maas, bora falar de Julie e os Fantasmas! Ela é curtinha (padrão streaming) e super fofa.

Em um dia eu já tinha terminado os episódios, é esse tipo de produção. (Mas eu sou suspeita nessas coisas porque adoro quando séries tem música, aprendizado e fofura).

E sobre o que fala? Vocês me perguntam… narra a trama de uma garota do ensino médio que perdeu sua mãe e com isso, seu amor pela música se esvaiu. (Incluindo seu declínio no programa de música do colégio).

Tudo isso muda quando ela, num dia em que foi limpar o espaço que era da sua mãe, encontra um cd e “libera” os fantasmas da banda.

Aliás, a banda é composta por jovens que iam fazer o primeiro show em um lugar importante, mas morreram ao comer cachorros quentes esquisitos.

Ao longo dos episódios, conhecemos um pouco mais sobre os personagens, curtimos as canções e nos cativamos por essas pessoas.

Após os sustos e brigas iniciais, Julie e seus fantasmas acabam juntos em uma banda.

Também tem um problema aí que acontece pra sacudir a vida (e a morte) do pessoal.

Não conheço o elenco (fora um dos coadjuvantes), porém, tem a assinatura do Kenny Ortega, então, dá pra saber o nível da produção.

Achei divertido, emocionante e ótimo pra aproveitar num fds em que precisava de descanso.

Alguém aí já viu? O que achou?

Aviso – Em Manutenção – Voltaremos semana que vem.

Olá, pessoas! Essa semana estamos em manutenção no Notas da Leitora, mas, em breve, voltaremos! 💛

Aproveitem o conteúdo lá no blog e excelente semana a todos! =] https://www.instagram.com/p/CHq4iUPHXkm/?igshid=12agzg299c1iz

Segundas Musicais #134

Olá pessoas!

Novembro chegou, gente! Penúltimo mês do ano! Quem diria que esse tempo passaria tão rápido, né?

Bora pra uma playlist que fala sobre tempo e como esse tá sempre nos surpreendendo, sobre o próprio tempo e nossas relações com ele ou o fato dele passar correndo (pelo menos é essa a impressão, certo?)

#SomNaCaixa

01. Erreway – Tiempo

02. Legião Urbana – Tempo Perdido

03. Cyndi Lauper – Time After Time

04. Imagine Dragons – It’s Time

Espero que curtam! Até a próxima! =]

A Tempestade #Resenha

Título/Autor: A tempestade, William Shakespeare.

Foto: Site L&PM

Avaliação: Já é a segunda vez que me preocupo com a água nas histórias desse clássico autor. xD

Olá, pessoas!

Chegando mais um clássico que eu pude aproveitar o áudiolivro enquanto realizava outras atividades #multitarefa!

Percebi que esse tipo de livro, os que têm formato de peças, são bem legais para se ouvir (ainda que eu goste muito de ler nesse tipo de estrutura)

A tempestade narra a história de Próspero, um ex-duque que foi enviado ao mar com sua filhinha após o seu irmão armar um golpe para tirá-lo do poder. O plano era que ele simplesmente não sobrevivesse, mas, não deu certo. O homem e sua filha terminaram isolados em uma ilha por 12 anos!

Sobre essa ilha, eu só conseguia ler e pensar em Lost. Sabem o que mais e encontrado nessa trama? Magia! Sim, a história é cheia de elementos mágicos!

Próspero, nos seus tempos de Duque, preferia a companhia dos livros às burocracias políticas, dessa maneira, leu tudo o que existia na Biblioteca de seu castelo, incluindo livros sobre todos os elementos. Inclusive, ele tem poderes. É um mago! Quando é traído por seu irmão, ele vai parar numa ilha na qual acaba libertando um espírito aprisionado com poderes de gênio, Ariel, e Caliban, um homem disforme.

Doze anos após a sua chegada à ilha, surge uma oportunidade única. Seus inimigos (o irmão, Antonio e Alonso, Rei de Nápoles), estão no mar, retornando de um casamento. Próspero cria, junto de Ariel, um naufrágio para que possa trazê-los à ilha e se vingar.

Durante a trama, vemos a interação de Miranda, já com 15 anos e o filho do Rei de Nápoles, uma união inesperada de tripulantes com Caliban, que quer tirar Próspero do poder (ele comanda a ilha e o homem é seu servo), além disso, as tentativas de Alonso, Antonio e Gonçalo de sobreviverem às intempéries do lugar.

Tudo isso se passa no curso de poucas horas, tantas acontecimentos em uma história que tem como raiz a vingança que Próspero tanto deseja, mas se mistura com uma narrativa de primeiro amor, elementos fantásticos e, principalmente, perdão.

Sem dar mais spoleirs por hoje, gente! xD

Quem aí já leu? Contem o que acharam nos comentários!

Segundas Musicais #125

Olá, pessoas!

Começando mais uma semana, o último dia de agosto! Até o mês mais comprido do ano passou voando. Quem diria?

Retornando às raízes, bora de músicas inspiradas em obras literárias!

#SomNaCaixa

01. Amerika – Young The Giant

02. Admirável Chip Novo – Pitty

03. Dust Bowl Dance – Mumford and Sons

04. Monte Castelo – Legião Urbana

Espero que curtam!

Até a próxima. =]