Eu entrei nessa redoma que eu mesma criei.
Esse castelo (ou seria uma gaiola?) de proteção na qual nada externo pode me atacar.
Mas qual é a finalidade de se proteger do mundo quando aqui dentro eu mesma sou a prisioneira e a carrasca?
Em um universo imaginário criado para proteger um coração que agora bate acelerado, mas não pelos motivos corretos.
Até quando vou me esconder na sombra dessa caverna na qual entrei de forma voluntária para me esconder das sombras que não são tão cruéis quanto os monstros que eu trouxe aqui para dentro?
Seria essa a torre mais alta do castelo mais alto, fechada pela própria princesa a sete chaves?
A saída está tão próxima, mas tão distate ao mesmo tempo.
Ironicamente, todas as portas e janelas estão abertas, só que os meus pés não recebem a informação da minha mente para seguirem em frente por tempo suficiente para sair do isolamento voluntário.
Um passo para frente. Dois para trás. Uma dança sem ritmo que não segue nenhuma música fora as vozes dentro da minha cabeça dizendo para girar, girar e girar.
Até que meus sentidos estejam misturados e confusos.
Sem saber o que é real e o que eu imaginei.
Qual medo é meu e qual foi incutido em mim.
E todos eles me assutam na mesma proporção.
Paralisada, sozinha e afastada.
Sem me mover para mudar, sem deixar ninguém se aproximar.
Não há como sair quando impeço todos de abrirem a porta (incluindo eu).
Então, (in)conscientemente, eu sigo aqui.

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