Chegou aquele momento do ano.

Quando a Simone Já mandou o seu “Então… “e pediu o relatório anual. Uma versão ampliada do “E os namoradinho …”

Ao fazer a famosa recapitulação, só consigo pensar que cada ano é tipo uma criança que a gente vê nascendo, planeja o melhor para futuro e  vê crescendo. (No entanto, o crescimento é no estilo bebê de CG do Crepúsculo. Num dia tem um mês de idade e no outro já tá andando e tudo mais) .

Mas então, como aconteceu ao ver aquela criança “diferenciada” de animação, nós somos surpreendidos com a rapidez do tempo e a impossibilidade de controlar as coisas.

Pensar no ano que acaba sempre traz o peso daquilo que não fizemos. Como uma boa geração de ansiosos pessimistas, nossas falhas ganham destaque. Ok, pode ser que seja só eu, mas a lista de metas sempre está linda e colorida no dia 01 de janeiro, incentivada pela inquietação dos últimos dias de dezembro e a necessidade de não seguir encalhada no porto das minhas não-realizações.

São décadas de desespero achando que, mais uma vez, eu fui um fracasso. Mas, como uma sábia profissional um dia me disse, fracasso é algo tão relativo, um conceito inventado e que eu abraço como se fosse um ente querido.

Só que como diz o meme velho, “Hoje não, Rodrigo”. Vai ser “Adeus pensamento velho, feliz mentalidade nova”.

Pelo menos UMA vez, nem que seja a ÚNICA, vou celebrar as pequenas vitórias. Contabilizar cada superação. Da menor à maior. Buscar aprendizado no que falta, sentir orgulho do que faço e sou, da mais valor ao que tenho negligenciado e viver, realmente aproveitando esse privilégio de estar viva.

Sendo assim, bora lá, gente. Todo mundo comigo fazendo a retrospectiva. Não deixem nada de fora. Aos trancos e barrancos, altos e baixos, derrotas e vitórias, chegamos até aqui. Sobrevivemos a 2021. Rindo, nem que seja de nervoso, Atravessaremos a linha de chegada, com nossa malinha cheia das conquistas deste ano.

Vale tudo. Sabe o que eu vou levar? (Caso você precise de uma dica): Gatos! Zilhões de fotos, caras fofas, ocupação do meu espaço pessoal, tufos de pêlo e ronronos. Muito da minha sobrevivência dependeu disso. Vou levar tudo o que queimei, sem querer, ao tentar cozinhar, cada pão torrado me aproximou do resultado final satisfatório. Vou levar a lâmpada que troquei, as baratas que precisei eliminar (desculpa, natureza), as comidas novas que experimentei, os vídeos aleatórios que me fizeram ver (e, de forma full avulsa, me fizeram fã de BTS. Isso mesmo, pegando esses vícios nessa idade), ao que me engatilhou, não te levo na mala, mas, sim, a plenitude para saber que, mesmo por um segundo, eu superei. Levo aquele dia em que andei 15 Km e me senti atleta. Vão os livros que li (os que me surpreenderam e deixaram o coração quentinho. Os irritantes eu deixo na estante, escondidinhos)

Não faltarão os sorrisos daqueles que vi um chamada de vídeo ou ao vivo, também os que não teve todo o contato que gostaria mas, ainda assim, estiveram no meu coração durante o ano. Quem conviveu comigo, na irritação e nas risadas, cêis vão também.

E tem muito mais. É a maleta do Gato Félix. Pra chegar em 2022 no grau. Cheia de amor e esperança.

Sou grata a todos que, de alguma forma, fizeram parte desses mais de 300 dias de luta e glória. Vamos encarar o próximo desafio?

Conta aí o que vai levar na mala de recapitulação

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