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Foto por JTMultimidia em Pexels.com

Com toda essa onda nostálgica que tem acometido muita gente, tem sido quase que catártico pensar em tudo o que fizemos até esse momento de “isolamento (in)voluntário”

Sinto, depois de tantos dias só comigo mesma, que este é um fechamento de ciclo.

E a epifania não vem depois de meses estudando com os monges budistas, mas vendo uma novela que comecei há anos (um dos muitos itens entre filmes, novelas e outras produções que eu comecei e larguei ao longo dos anos). Quando meus sonhos eram grandes e a idade, em numeração, menor.

E o que sempre carreguei como a tristeza por ter deixado aquela menina decepcionada se tonou a constatação de que não foi tempo perdido, como diria Legião Urbana.

Alguns sonhos foram adiados, outros guardados em caixinhas de lembrança. O problema não foi o que deixei de fazer, foi não ter me adaptado à nova realidade para que pudesse criar outras oportunidades, um novo eu.

Pensando e matutando sozinha em minha mente, ao terminar coisas que há tento tempo comecei, percebo que estou encerrando um ciclo para aquela pessoa. Dando um final digno para uma série que teve sua temporada encurtada, por qualquer que tenha sido o motivo.

Percebo que nada foi em vão. E que não me arrependo de nenhuma decisão. Tudo o que eu escolhi, os passos que dados, foram importantes e me levaram até onde eu precisava chegar.

E a decepção que carregava, era obra da minha cabeça que ficou parada na mente daquela garota cheia de sonhos. Ela esqueceu de crescer junto comigo.

A evolução segue como a caminhada, no ritmo e na capacidade das nossas pernas. Os passos são dados e a agilidade depende do quanto conseguimos andar ou correr. Por isso, não podemos nos basear nos passos alheios. São as nossas pernas que dão o ritmo. E as minhas pernas, ainda que curtam, tem feito um excelente trabalho até aqui.

E nessa jornada, com pedras no caminho, ladeiras e tudo mais, só levo amor e aprendizado, com os erros e acertos, as pessoas que eu conheci, o que vivi e quem me tornei.

Nostalgicamente, vou encerrar esse ciclo, com todos os episódios que faltam e guardar no coração esses personagens da ficção e a personagem que um dia fui. Que agora não sou mais eu, mas que me sempre fará parte de mim.

Agradeço por me acompanhar e estou orgulhosa de quem fui e ansiosa para saber quem serei daqui para frente.

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