photo of person pouring hot beverage on mug

Existem uns problemas que acometem até os melhores de nós.

São mais comuns em pessoas que têm alguns traços de personalidades mais específicos, no entanto, não impede que qualquer caia nas suas armadilhas.

Um desses monstrinhos de garras afiadas causa o que chamo carinhosamente de “Síndrome do Chá de Sumiço”.

Em alguns regiões pode ser denominado como “Crise da Fumaça Ninja” ou somente “O Bode”.

E o que é isso, você me pergunta?

É o desaparecimento momentâneo, online ou offline de uma pessoa. Que não responde, não dá sinal de vida… deixa todo mundo preocupado/com saudade.

Em pequenas porções, o Chá de Sumiço não é causador de grandes fatalidades. Porém, o alto consumo pode trazes consequências irreparáveis, tal qual a Síndrome em si.

Entre os sintomas do excesso estão a falta de resposta ágil, o visualizar e responder em tempo não hábil ou, em casos extremos, a total falta de contato.

Infelizmente, nem todos os que estão sob os efeitos dessa terrível enfermidade têm consciência do que está acontecendo. Dessa maneira, acabam sem o tratamento adequado.

Algumas causas possíveis são sentimento de não pertencer ao grupo, medo de não conseguir manter as conversas ao longo prazo, esquecimento excessivo que gera um período longo e irremediável de falta de resposta, impossibilitando o retorno do contato.

E nem sempre a pessoa quer se isolar ou se alienar de todo mundo, mas se perde no meio da estrada solitária que decidiu seguir achando que era o caminho certo.

Por isso, pelo bem da saúde e convivência humana, fiquem de olho nos indícios que podem aparecer em você e naqueles que estão por perto. E saiba que ela pode surgir em algumas modalidades, das mais salubres às mais tensas.

Casos leves da Síndrome: pessoas que só precisam se afastar um pouco, respirar, meditar, aproveitar uma fossa rápida para depois voltar aos trabalhos. Nada grave. Até bem útil para evitar estresse, discussões e outros destemperamentos…

Casos moderados: gente que, possui uma alminha eremita ou é só meio avoada. E quando percebem, já estão com dezenas de mensagens atrasas, e-mails não lidos e ligações perdidas. Mas quando percebem o fato, tentam ajeitar da melhor forma possível (ainda que possa causar algumas perdas ao longo do tempo, infelizmente).

Para esses humanos, basta ser aquele amigo delicado que manda uma mensagem em letras maiúsculas indicando que está com saudade e, se a pessoa não aparecer, vai xingar até a próxima geração… (sutil e efetivo).

Contra indicação: não usar demais o método acima. Tem gente que não sofre da síndrome e só quer distância. Se não funcionar nas primeiras vezes, pode ser uma pessoa que só quer distância mesmo.

Casos graves: os que sofrem com essa moléstia específica em sua versão mais perigosa, negligenciam as responsabilidades de contato com seus amigos e conhecidos. Além disso, afastam-se do mundo, terminando quadro delicado com terríveis consequências, entre elas perda do nível de confiabilidade no grupo/família, desaparecimento de amigos, angústia e até solidão involuntária.

Essa mazela atroz leva entre outros itens, a autoestima, confiança e entusiasmo das pessoas. Tudo começa com uma simples decisão de se sentir confortável em sua própria companhia, fator que, isolado, não é perigoso. Aliás, em doses moderadas, o retiro pessoal é muito saudável.

No entanto, algumas vezes, esse afastamento sadio se torna um exílio do qual a pessoa não sabe como regressar. O caminho pela estrada foi tão comprido, chegando a um local isolado e sem GPS, que não dá pra pedir ajuda. E nessa hora precisam de apoio.

Se você conhece alguém que sofre dessa síndrome ou está com sinais…

(e não havendo prévio contágio de outros males como “afastamento por personalidade tóxica” ou “grandes brigas por incompatibilidade de caráter”)

… ofereça ajuda. O melhor remédio para os seus humanos é saber que não serão abandonados. Ainda que sejam meio perdidos na questão do contato a longo prazo. Mas saiba que você não é o responsável pela cura do outro, mas pode ser parte importante da solução! O outro lado precisa colaborar!

E se você for a pessoa com os sintomas, busque o tratamento logo no começo. Quanto antes conseguir se livrar do mau hábito, menor a probabilidade de ter um problemão no futuro. Aproveitar seu reino solitário é ótimo, maratonar séries, dormir o dia todo e ser inteiro sem precisar alguém ao lado. Isso é maravilhoso!

Mas ter gente ao seu lado para complementar a jornada que chamamos de vida torna tudo mais especial. E saiba, sempre tem alguém sentindo a sua faltando que cê entra no vórtice de solidão!

Entenda a sua parte de responsabilidade e aceite a colaboração externa. Esse é o caminho para melhorar!

O Ministério da Saúde Adverte: se cuidarmos uns dos outros, tendo empatia com os sentimentos, essa síndrome pode ser erradica ainda nessa geração!

Foto por Harry Cunningham @harry.digital em Pexels.com

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