view of a man on city street

Cada um entende a sua dinâmica, a sua força.

Algo que parece leve como uma pena para a gente, pode ser o impacto de uma para de elefante na pessoa que está ao nosso lado.

Todos temos bagagens.

Os fardos nossos de cada dia.

Às vezes encontramos humanos que são como rodinhas para a nossa mala. Elas ajudam a aliviar o peso e nos transportam pelo caminho. Mas não podem esvaziar as nossas malas.

E é assim que a vida se mostra todos os dias.

Nós podemos ser acessórios na mala daqueles pelos quais temos afeto. Só que nunca poderemos carregar o peso da existência do outro.

E isso é muito real. E doloroso.

Em alguns momentos queremos tirar tudo de dentro das mochilas pesadas, as mágoas, angústias. Tudo aquilo que tira a leveza da vida.

No entanto, esse não é o nosso dever. Não podemos viver ou sofrer pelo outro.

E isso faz parte da evolução. É aquele tipo de chuva que precede o arco-íris.

Por isso, não podemos julgar o que o próximo carrega.

Não sabemos o que o outro sente. Isso vai além de ser íntimo ou acreditar que conhece a pessoa como ninguém.

Só a gente, no nosso interior solitário, lá no fundo, sabe o peso de cada decisão, palavra, sentimento ou lembrança que levamos nas bagagens da vida.

Vendo de fora, algumas escolhas podem parecer simples. Até mesmo óbvias.

Mas vivemos conforme as nossas vivências. E os indivíduos, mesmo convivendo num grupo similar, não é idêntico ao outro. E as decisões podem ser mais complexas do que pensamos.

Decidir ir pra frente ou dar uma passo atrás. Correr ou parar. Sorrir ou chorar. O “certo” e o “errado”. Tudo depende do ponto de referência.

As resoluções das pessoas não são medidas de forma exata. Em gramas, metros, anos-luz.

Por isso não dá pra colocar tudo na mesma balança e pensar “mas se fosse eu… isso ou aquilo”.

Somos como planetas diferentes. A gravidade de cada um modifica o peso dos objetos.

É assim que precisamos pensar. Entender qual é a gravidade do outro. E porquê uma situação ou escolha pode ser pior ou melhor. Porque uma decisão pode ser correta ou questionável (ainda segundo regras pré-estabelecidas que nem sempre são as melhores).

Vamos enxergar o outro com os olhos límpidos do coração aberto e não com a vista cansada dos nossos julgamentos.

E deixar que o humano ao nosso lado esvazie a própria mala, no seu tempo.

Dividindo o peso entre os pratos da sua balança da forma que achar melhor. E na medida que preferir.

Foto por Tranmautritam em Pexels.com.

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