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Foto por Pixabay em Pexels.com

Não sei o que eu quero.

Sei que é alguma diferente do que vivo e sinto, mas, não sei para onde ir. Qual caminho escolher…

Não desejo estar aqui, mas qual seria o “lá” em que gostaria de estar?

Essa é a questão. Eu não sei.

Como fugir de um situação quando eu nem sei pra que lado tá a porta de saída?

Não seria genial se tivesse um grande sinal em neon indicado com uma bela seta para os orientar?

É difícil escapar do vilão quando nós nem sabemos quem é. Ou o que é.

Quando somente existe aquele sentimento de inadequação e incômodo que nos segue a cada segundo do dia. E queremos desistir e ficar embaixo da coberta, escondidos do mundo, das responsabilidades.

E o que fazer se tentamos escapulir de algo que está dentro da gente? Como tira, como muda? Do que se alimenta?

Ah, essa resposta é fácil  Se nutre dos medos, das angústias e dos traumas que aceitamos como definidores das nossas essências!

Teremos recalcular a rota um monte de vezes.

Vamos ficar confusos. Querendo largar tudo.

Sem entender nada. E um segundo depois virá uma epifania.

E depois, começar tudo de novo.

A gente vai ficar confuso, querendo desaparecer ou rodar em círculos eternos.

Vai chorar, rir, desabar.

E levantar de novo. A cada arranhão, machucado e cicatriz.

Não teremos todas as respostas. E alguns sentimentos ruins vão anuviar os pensamentos.

E não saberemos como lidar.

E isso não vai nos definhar!

Mas isso não vai nos definir.

Eu corro todo dia, ainda não sei pra onde, e ainda não sei porquê.

E isso não vai me definhar.

Mas isso não vai me definir.

 

2 comentários em “Indefinido

  1. Já parou pra pensar que, na realidade, a “porta de saída” é a mesma de entrada? Já lembrou de se olhar no espelho hoje, olhar nos seus próprios olhos, chegar tão perto do espelho a ponto de perceber as linhas únicas de sua íris e se notar? Se notar e anotar as sensações, anotar os novos rumos, começar a caminhar em direção ao seu próprio mundo. Correr para dentro de si e mergulhar… deixar que a correnteza que brota do próprio umbigo te acalme. A calmaria do fim da correria é um lugar para se olhar “para onde” correr. 🌻

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