Título/Autor/Editora: Eu, Você e a Garota que Vai Morrer, Jesse Andrews. Fábrica 231.

Avaliação: Eu, você e algo que faltou…

Fiquei no(na?) hype para ler esse livro depois de suas ótimas críticas e prêmios em festivais que a adaptação cinematográfica dele recebeu.
Como todo mundo sabe, não há nada pior para um leitor/audiovizueiro do que ver um livro que gosta muito ser mal adaptado no cinema!

Sendo assim, achei que valia a pena ler rápido para poder aproveitar toda a glória quando fosse a hora de ir ao cinema! =]

É um bom plano, convenhamos! E eu comprei o livro (que tem uma capa linda demais, sem ser a do filme, o que me deixa MUITO feliz e com aquele sentimento hipster de “li antes do filme!”) e, como era de se imaginar, li rapidamente.

As partes boas desse livro são: a formatação dele é ótima (eu realmente adoro livros com bom espaçamento) e, além do mais, ele mistura a prosa com roteiro, tem listas e é todo narrado em primeira pessoa. Mais coisas que eu gosto muito. Sério, é muito genial abrir o livro e ver coisas diferentes como FORMATAÇÃO DE ROTEIRO! ❤

O personagem principal, Greg Gaines, é um adolescente de 17 anos que faz de tudo para ser invisível no colégio. Seguindo o mapa de “organização” das divisões do Ensino Médio, ele consegue passar por todos os grupos, sem fazer muita diferença ou se aprofundar. Não faz amigos e assim não sofre as consequências de fazer parte de uma “panelinha”. O único amigo dele é Earl (e eles não interagem muitos nos corredores. Greg realmente quer passar despercebido). Fora do colégio eles passam tempo na casa um do outro, mas a atividade chave deles é fazer filmes caseiros. Releituras dos seus filmes “lado
b” favoritos e outras histórias. Mas NUNCA deixam as pessoas assistirem as produções!

Earl é um garoto, segundo Greg, baixinho irritadiço, vindo de uma família extremamente problemática, com vários irmãos. Mas eu achei o Earl um ótimo personagem e, como Greg sempre indicou, uma pessoa melhor que ele.

A história, como muitos devem saber, possui realmente “a garota que vai morrer”. Rachel, uma colega de escola de Greg e Earl. Ela era muito amiga de Greg quando ele era menor e ainda tentava interagir com humanos. Ele sempre foi apaixonado pela amiga dela, Madison. Greg fazia Rachel rir muito e eles se davam bem, mas, eventualmente, por causa do jeito de Greg, os dois se afastaram. No entanto, quando a mãe de Greg descobre que Rachel está doente, faz com que o filho ligue para a garota e passe um tempo com ela. E ele vai lá fazer o que sempre fez de melhor perto da Rachel: fazê-la rir.

A trajetória do livro, e o que muitos gostam de destacar, não leva a gente a um romance entre um jovem e a mocinha doente. É uma história sobre amizade. Isso é fato!

No entanto, esse livro não está entre os meus favoritos, mas é uma boa leitura e honesta. A todo momento Greg fala sobre como o livro é ruim e que as pessoas provavelmente já devem ter desistido. Cara, eu sou auto-depreciativa, mas esse livro forçou muito nesse quesito e acho que foi isso que tornou a leitura meio #chatiante. Mas ainda assim, voei pelas páginas, porque a escrita é ótima. Pode ser só o meu ponto de vista e outra pessoa que ler vai achar genial. Por isso o mundo é uma maravilha. Tem gosto pra tudo!

Leiam, humanos! Vai que gostam mais do que eu! Toda leitura é válida!

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