Título/Autora/Editora: Eu estive aqui, Gayle Forman/Arqueiro.

Avaliação: Sofrendo por quem ficou.

*Alerta: o livro contém gatilhos de suicídio

Eu vou admitir que comprei esse livro porque queria terminar a minha ”coleção” da Gayle Forman. O que eu posso fazer? Descobri que adoro tudo o que essa moça escreve!! Pensei que seria digno ter todos os livros também! (No caso, tá faltando um livro que é avulso, que faz parte da dupla Apenas um dia/Ano, mas ainda não chegou aqui, então, tecnicamente estou com TODOS os livros dela na estante!).

Em todo caso, comprei o livro com uma pouco de receio para ler, já que sou uma leitora que “se impressiona facilmente”, tinha medo de ler a história que tratava de suicídio. Mas a forma como o livro se desenrola, faz com que o tema seja desenvolvido com o cuidado e a preocupação que merece.

Valeu muito a pena ter lido, eu, definitivamente, sinto-me uma pessoa diferente daquela que pegou o livro pela primeira vez para ler.

A história narra a trajetória de Cody e seu processo de luto/busca por respostas após sua melhor amiga Meg Garcia partir. As duas inseparáveis desde pequenas, dividiram tudo, inclusive a família. Cody foi criada somente pela mãe, mas a maior parte do tempo ela estava na casa dos Garcias e os considerava a sua família verdadeira.

Cody não entende como foi tão fácil para Meg esconder os sinais de uma pessoa com tendência suicida. Ela se culpa pelo afastamento das duas desde que Meg foi para a faculdade.

As duas viviam numa pequena cidade, no entanto, Meg recebeu uma bolsa de estudos e se mudou para Tacoma. Cody ficou na cidade e começou a faculdade comunitária com planos de juntar o dinheiro necessário para se mudar.
Ela e Meg tinham planos de morarem juntas em Seattle.

A morte de Meg é inesperada, Cody manteve-se reclusa em seus pensamentos, não voltou à faculdade, mas continuou se “escondendo” no trabalho.
Ela faz faxinas.

Por ser uma cidade pequena, Cody ouve muitas coisas que não gostaria sobre a morte de sua amiga.

A pedido dos pais de Meg, Cody vai a Tacoma para buscar os pertences da melhor amiga em seu alojamento. Lá ela conhece os “colegas” de Meg, Alice, Richard, Harry. Eles falam de uma Meg muito diferente da que Cody conhecia, não era a sua amiga extrovertida, mas alguém que costumava passar muito tempo sozinha no quarto ou, como eles diziam, não se “dignava” sempre a
chamá-los para sair. Ela também conhece Ben, ele canta em uma banda de Seattle e é alguém com que Meg se relacionou, mas não deu certo.

Os pais de Cody dão a ela o notebook de Meg e, graças a uma pasta estranha encontrada na lixeira e os arquivos de e-mail de Meg, Cody vai buscar a fundo as razões que levaram a sua amiga a escolher aquela “saída”.

Mais um daqueles livros que fazem com que a gente pense muito, ficamos compadecidos com a história a buscamos entender os personagens para que isso possa nos ajudar caso alguém que conhecemos ou amamos estejam na mesma situação.

Não foi um livro leve, mas foi uma leitura maravilhosa. Eu adorei e indico! Ver a Cody em sua missão, sua aproximação de Ben e os colegas de Meg, seu desenvolvimento ao longo da história!

Leiam, humanos! Sejam felizes e se precisarem de ajuda, busquem! Não deixem para depois, isso pode ser crucial!

*Fui*

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