Título/Autor: “Love, Rosie”, Cecelia Ahern.

Avaliação: Polindo as medalhas de honra desses heróis da friendzone.

Devo dizer que eu fiz o caminho oposto dessa vez. Eu assisti ao filme, depois li o livro. Podem me julgar (na verdade, não podem, porque eu não sabia que era uma adaptação e ninguém paga os meus ingressos de cinema, logoo…)

Como eu tenho um caso sério de esquivamento de spoilers crônico, eu não vejo trailers, não pesquiso sobre os filmes na internet e não quero saber de nada até ir ao cinema ou ver o filme em casa. Então, só após terminar de ver a Lily Collins por pouco não parecer mais nova do que sua filha pré-adolescente, eu descobri que havia um livro.

Então, para comemorar o fim do meu desafio anual da leitura, eu comprei o Love, Rosie (em inglês, porque gosto de desafios [na verdade, foi porque estava mais barato do que o em português, confesso])

O livro é narrado por meio de cartas, cartões postais, e-mails e recados entre os personagens. Particularmente, eu adoro esse tipo de narrativa! Acho muito interessante, gostosa de ler, mas, de vez em quando, fico surtando e pedindo um narrador onisciente pra me contar qual a cara que o personagem está fazendo em determinado momento.

Em todo caso, o livro conta a trajetória de uma linda amizade entre Rosie e Alex, que se conhecem desde os 5 anos de idade. Eles são melhores amigos e durante toda o tempo “dividem” perto ou à distância, as experiências da vida (infância, adolescência, o caos da gravidez da Rosie, casamentos, problemas em relacionamentos, etc…)

A personagem principal é a Rosie e seguimos com ela nas dificuldades de uma mãe solteira, fazendo o possível e o impossível para criar a filha, tendo desistido de ir para a Faculdade nos Estados Unidos, sair de Dublin e viver aventuras com Alex. (Isso graças a um desencontro entre ela e Alex e a má decisão de passar a noite com Brian).

Aliás, desencontro é a palavra-chave desse livro. Toda vez que algo está para se desenvolver de uma forma positiva entre Alex e Rosie, há um desencontro da vida (gravidez, casamento, o pai da sua filha reaparecendo)

De qualquer maneira, é uma experiência ver o desenrolar de 45 ANOS de amizade pelas páginas do livro. E, mesmo com seus problemas, as eternas complicações e perdas da vida de Rosie, existe uma constante (além de amigos que valem muito, até os mais improváveis, quem ler vai descobrir…) e a trata-se de Alex.

Ainda que tenha muitas tragédias no livro, existem partes bem engraçadas, como a interação dela com a Ruby, sua amiga do trabalho, seus problemas com a professora, as discussões online com sua irmã ou com Alex. Além de momentos muito fofos entre família. Tem de tudo!!

Vale a pena acompanhar a Rosie no meio de tanta confusão. Tem hora que queremos consertar tudo por ela, falar que vai dar certo e fazer um chazinho, mas que bom que o Alex tá ai pra isso! (quando está em Dublin, claro)

Passe nervoso com a série de vezes que você pensou que tudo daria certo e suspirou dizendo: Agora vai! Sério, esse livro é uma mistura de Desventuras em Série com qualquer outra comédia romântica.

O pessoal que adaptou fez um bom trabalho em transformar toda aquela espera e as desgraceiras da vida da Rosie e seu relacionamento com o Alex em algo mais simpático. Palmas pro roteirista, mesmo eu ainda achando o filme mediano, é bem “assistível”.

Preparem seus corações, humanos e vão ler esse livro pra perceber que a vida não tá fácil pra ninguém, mas nunca é tarde para apostar no amor! ❤

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