Título/Autor: Minha mãe é uma peça/ Paulo Gustavo.

Avaliação: Oferecendo tapa na cara da ridícula que ousar
dizer que esse livro não é o máximo.

Aquela expressão “mãe é tudo igual, só muda o endereço” é
bem utilizada com esse livro. Definitivamente!

Que me perdoe a linda da minha matriarca que eu não troco
por nada nesse universo (Ao que ela me questiona “nem por uma dúzia de
bananas?” e eu prontamente respondo: “claro que não, mãe. Você sabe que eu não
gosto muito de banana!” #TeAmoMãe<3)

Em “Minha mãe é uma peça”, da mesma forma que o hilário
Paulo Gustavo interprete em sua peça e filmes homônimos, Dona Hermínia, com seu
jeitinho “sutil” e “amável” consegue juntar um pouco de todas as mães de mundo,
aquela vontade de criar filhos “de bem” e que tenham a cabeça no lugar, sem
medir esforços para coloca-los na linha! (Nem que isso exija gritos e algumas
ameaças verbais)

Lendo o livro, eu já estava com a voz do Paulo Gustavo na
minha cabeça e não me interessa se isso ai me influenciou no quesito
#RindoAlto, mas ninguém pode negar que esse cara tem o dom de ser engraçado até
lendo os compostos do shampoo.

Mas sem perder a linha de pensamento, o livro narra trechos
da vida, dicas e passagens que ilustram a vida sofrida e todas as intempéries
de ser uma dona de casa, divorciada, criando seus filhos com muito carinho,
mesmo com um traste de ex-marido que nem o Carlos Alberto.

Hermínia, com seu jeito expansivo e preocupado, conta para o
seu público como é lidar com suas crianças problemáticas (Juliano e Marcelina,
porque o Garib é um santo, mesmo tendo casado com uma mulher feia, diria D.
Hermínia).

Marcelina e sua luta contra a obesidade, que a cada dia se
torna uma batalha mais épica. E Juliano com sua tendência à desorganização,
além da à preferência por ficar pensando nas coreografias da Cebion (aquela
cantora com nome de remédio, segundo Hermínia) ao invés de procurar um emprego.

São diversas histórias, ilustradas com trechos do filme e da
peça, e com a narração brilhante da D. Hermínia, nunca “miguelando” um tapa na
cara de quem merece! Suas viagens, seus apuros e seu amor pelos filhos são bem
desenvolvidos nesse livro curto e divertido que vale a pena a leitura, mesmo
que você não conheça as outras adaptações dessa personagem.

Hermínia ensina a gente a lidar com viagens internacionais,
o ex-marido, a madrasta dos filhos, o pessoal do condomínio, o síndico. Uma
mulher de conhecimentos do mundo, diria eu. Sabe das coisas, mãe é assim mesmo.
HAHAHAHA.

Ainda que seja uma mulher de pensamentos fortes e um pouco
incisiva, ninguém pode negar que a D. Hermínia ama aquelas crianças e faria de
tudo por elas e a cada capítulo, a gente tem mais apego por essa personagem um
tanto “distinta”, mas que leva consigo traços das nossas próprias mães, avós,
tias ou quem quer que nos tenha criado de modo superprotetor, mas que nunca
deixaram nada ruim acontecer porque amam a gente do jeitinho maluco que cada um
de nós é!

Agora vão lá rir com a D. Hermínia, humanos!

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